quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

287.- Cientista. O caminho do cientista.



O caminhar da pessoa humana
na conquista do conhecimento
obedece um caminho ascendente,
abraçando três etapas.  

 

1) Fé. A partir da dúvida e depois, deixando a         dúvida conquistamos a fé. A fé deve progredir e possibilitar a escolha de uma filosofia de vida.

 

2) Filosofia.  Da escolha de um padrão de vida fundamentada e estruturada naquilo que acreditamos, criamos um padrão de vida mais evoluído. Criamos uma filosofia de vida construída em cima de valores universais.

 

3) Ciência. A fé transformada em filosofia de vida alcança o nível de ciência. Muita gente vive como cientista, convicto de que o padrão de vida que escolheu é fruto da sua longa experiência num tipo de vida, filosófico, que para ele já se tornou um padrão de certeza. É assim que escolhi viver.  

 

 

No cristianismo temos a fé e a filosofia de vida e o orientação do Sábio Engenheiro, para construir a casa sobre a rocha.

 

No cristianismo sabemos que a fé sem as obras é inútil. De nada adianta ter fé e filosofar se estas duas irmãs não fizerem amizade com a ciência. 

 

 

Portanto, as duas teses acima confirmam: a partir da fé (ou da dúvida), pensamos, e do pensar, vamos até à ciência prática.

 

 

Este caminho, caminhando,

leva-nos a emitir um conceito:

 

A pessoa humana

é um ser chamado a evoluir

até tornar-se cientista.

 

Toda pessoa humana

tem potencial

para se tornar cientista.

 

 

É um processo evolutivo.

Temos que chegar até lá,

na ciência. 

 

 

Alguns estacionam na primeira etapa. Estão em dúvida. Não dão os passos seguintes.

 

 

Se acontece isso,

a fé fica infantil,

com tendências ao fanatismo.

 

 

Algumas pessoas evoluem

até o patamar da filosofia.

 

 

Porém, se estacionam por aqui,

podem correr o risco

de permanecer nas ilusões,

sonhando em viver a vida

como pensam.

 

 

O ideal, o imaginário,

as ilusões, mantém estas pessoas

no campo irreal.

 

 

Esquecem de avançar.

Esquecem ou não sabem

ou não querem trabalhar,

pesquisar e alcançar

o meritório título de Cientista.

 

 

Permanecem

apenas no mundo do pensamento

e da imaginação.

 

 

A evolução

supõe a superação das dificuldades,

em direção ao nível de cientista.

 

 

A pessoa humana

é um ser chamado a evoluir

até tornar-se cientista.

 

 

Para chegar à categoria de cientista

deve superar a fase da dúvida

e da filosofia.

 

 

A pessoa humana

é um ser chamado a evoluir

até tornar-se cientista.

 

 

Porque é carregada

de capacidades e potencialidades

que estão ativas ou dormindo ainda. 

 

 

Não foram acordadas

porque não foram ativadas.

 

 

 

Não foram acordadas

porque não foram ativadas

as atitudes da reflexão,

da pesquisa, da avaliação,

da comparação, do diálogo

com outros filósofos ou filósofas.

 

 

 

Todo ser humano

que possui a capacidade racional equilibrada deveria fazer o curso de filosofia,

ou pelo mais,

ler e estudar biografias de filósofos.

 

 

Perceberiam como é importante filosofar, conhecer com profundidade

as razões e finalidades

da aventura de ser e existir.

 

 

 

A fé é um valor inicial. 

       A filosofia é um valor intermediário. 

                      A ciência é o valor definitivo.

 

 

Todos gostamos

de cultivar valores.

 

 

São os valores que respondem

às carências e aos problemas humanos.

  

 

O cientista sabe

que a vida é importante,

por isso, só busca os valores

que dão sentido à sua vida

e à vida dos outros.

 

 

Só busca soluções.

É uma pessoa prática.

Por isso, é necessário chegar lá.

Deixar o mundo virtual

e construir o mundo real.

 

 

 

O cientista

quer antecipar

a chegada do futuro,

quer amenizar o sofrimento,

quer construir o céu, aqui na Terra,

o quanto antes.

 

 

 

Eneas Paulo Budel Bogucheski

Atualizado em 25/02/2016.

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