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Continuação
da 1ª Parte publicada no nº 162.
O amor
é a energia atômica
que existe em todo ser humano:
se explodir, salvará o mundo.
A experiência das ações afetivas
produzidas pelo amor
é uma das mais fantásticas
experiências humanas.
Esse 'fantástico'
é produzido por aquilo
que é sobre natural em nós.
As experiências humanas
são marcadas mais pela característica egoísta
do que pelas características crísticas da
pessoa.
As experiências divinas,
nos humanos,
são, já, experiências
de quem tem algo de eterno
dentro de si. É algo sobre natural.
Então, o amor
é uma das ‘coisas’ essenciais da vida.
Devemos buscar aperfeiçoar cada vez
mais
este potencial, especial.
Todos estamos capacitados
com esta ferramenta.
Basta ativá-la
para transformar tudo
o que está à nossa volta.
O essencial
é investir todas as fichas
no modo de ser e existir
fundamentado nas leis do amor.
O amor é essencial para o ser humano.
Amar é a essência,
a alma, a energia,
o combustível aditivado
que levará o ser humano
a ser promovido
para a categoria de divino,
filhos e filhas do Amor.
Amar o nosso Pai dos Céus
acima de todas as coisas
e amar o nosso próximo
como a nós mesmos,
é a Lei Divina,
a essência divina
revelada a nós,
humanos, terráqueos,
destinados ao céu.
Este é o estilo de vida
escolhido pelo Heipo.
Esta é a filosofia
e a ciência da vida
escolhida pelos irmãos do Heipo.
Esta é a Lei
que, obedecida,
nos levará
à evolução
e à realização humana.
O amor
é a energia atômica
que existe em todo ser humano:
se explodir, salvará o mundo.
O amor
é a maior força,
força sobrenatural
acoplada à natureza humana,
que nos dá as condições
para superarmos os limites
que experimentamos.
Este é o valor máximo
que existe, potencialmente,
no ser humano.
A lei mais paradoxal
que existe na Terra,
foi transmitida,
ensinada e
testemunhada
pelo personagem Jesus
Cristo:
- para ser rico, é só
praticar a lei do amor:
- quanto mais se ama,
mais se tem,
mais bem faz,
- não empobrece o
doador,
- enriquece muito
mais aquele que dá
- enriquece também
aquele que recebe.
Até o pouco, ou muito
pouco,
é suficiente.
São Francisco de Assis
entendeu e disse:
“É dando que se
recebe”.
Nada de amor, nadica,
faz faltar atmosfera,
faz faltar o que mais
precisamos.
A experiência da falta de amor
é a negação da vida
e de tudo o que vive.
É a pior das experiências,
porque nos mantém
na linha dos instintos
e da animalidade.
Não somos mais simplesmente humanos.
Já somos Deusinhos.
Não fazer a experiência do amor
é a mesma sensação
de quem sente falta de ar.
É estar fora da órbita,
fora da nave, desequilibrado,
sufocado pelos acessórios.
Fazer experiências afetivas
é alimentar o que de eterno
existe em cada um de nós.
Andando pelas estradas da vida,
queremos e procuramos
uma companhia.
Depois que achamos,
fica mais fácil a vida.
A dois,
em algum lugar
montamos nossa tenda
ou construímos uma casa
ou um apartamento
para nos abrigarmos.
E a casa ou o apartamento bruto,
transforma-se num lar,
e neste lar, construímos nosso ninho.
O ninho é como um aconchego,
um colo de mãe.
Ainda que tenhamos 100 anos,
sentimos saudades
do colo e do carinho afetuoso
da nossa mãe.
Quem somos nós?
Eternos insatisfeitos.
Estamos sempre insatisfeitos
quando sentimos a falta do amor.
Somos carentes humanos.
Em que plano humano
da nossa espetacular
e frágil existência,
contém um diferencial,
que nos dá segurança
e a gostosura de viver?
O plano racional,
por mais completo que seja,
por mais curiosidades contemple,
e respostas encontre,
e mistérios decifre,
ainda nos deixa
com o sentimento
de que ‘algo’ ainda nos falta.
Mas o que é que ainda nos falta?
Já temos tudo.
Pelo mais, em promessas,
pelo mais ainda,
em possibilidades.
Mas, e o agora?
Por que choro?
Por que me entristeço?
Por que razão existe a depressão?
Por que ainda sinto um vazio?
Por que não me sinto plenamente satisfeito?
É no plano afetivo,
onde se aloja o amor,
a parte mais essencial do ser humano.
Não somos seres racionais.
Nossa essência é emotiva.
Somos seres emotivos.
Emoção é nosso ser.
Não digo ‘sou’ racionalmente.
Sou quando SINTO que sou.
Não me contento em escutar: ‘Te amo’.
Me contento sim, em sentir teu carinho.
É no coração?
Não só no coração.
É sim, em todo o nosso ser.
Somos unidade.
A experiência da unidade
é algo essencial.
Não podemos viver
sentindo qualquer sintoma
de divisão interna.
É no plano afetivo
que nós adquirimos
a plena capacidade
para atingir a maturidade
e a satisfação
das nossas necessidades básicas.
Não só no racional.
Veja como é importante
perceber a unidade existencial
do nosso ser.
Quando nos sentimos amados,
e quando amamos,
é que nos sentimos gente,
entidade, pessoa.
É aqui, bem aqui,
na esfera afetiva,
que vemos que temos valor,
dignidade, conteúdo interno,
grandioso e misterioso.
Esta dignidade
nos traz o sentimento
de uma realização quase plena.
Lembremo-nos o exemplo
da experiência que sentimos
quando nos enamoramos de alguém
ou de alguém que diz que nos ama.
Recordemos o exemplo
dos nossos pais e amigos íntimos.
Relembremos
a lição dos grandes romances,
dos belos filmes,
das histórias dos personagens amantes
e amados.
Foi o amor e a paixão
que mudaram o rumo da história,
embelezaram o cenário da terra.
Foi o sentir-nos amados
que despertou em cada um de nós,
as mais altas virtudes.
Foram os sentimentos de amor
que despertaram em nós
os mais altos ideais.
Foi o amor
que as mães dedicaram aos seus filhos
que esculpiram as nobres personalidades
da história.
É o amor,
o tema mais repetido
e mais trabalhado nas novelas
e, por isso, na vida
é o amor que buscamos
como alimento e razão da vida.
É no amor,
que estão guardados ou escondidos,
os segredos do sucesso
em todas as áreas da vida humana
e, além do mais,
é no amor que estão
as soluções
dos problemas da humanidade.
É no amor
que está a resposta
para a manutenção da vida plena,
no hoje.
É com o amor
enxertado nos projetos futuros
que estará a fórmula
da construção do futuro querido,
desejado e esperado
por toda a humanidade.
As pesquisas
nas quais se espera
a concentração dos esforços
e as respostas últimas,
estão, na sua raiz,
no plano afetivo.
No palco do cenário da vida,
a lanterna, com seu facho de luz
deveria estar focado no amor
como personagem principal,
como já o é nas novelas
e filmes de sucesso.
Nós, estaremos no palco
e na platéia, como atores,
artistas, e espectadores,
interpretando nosso verdadeiro papel,
de verdade.
Uma das grandes revelações
contidas no Novo Testamento,
inaugurado pelo Jesus Cristo disse:
“Deus é amor,
e quem permanece no amor,
permanece no Deus
e o Deus permanece nele”.
1ª Epístola do São João Capítulo 4, versículo
16.
Seria conveniente ler
e assimilar todo o capítulo 4 e 5
que aprofundam esta revelação.
Que conclusões práticas
podemos tirar deste princípio?
Ainda não estamos prontos para concluir.
Apenas começamos.
Por favor,
me ensinem a conjugar o verbo amar.
Por favor,
ensinem todos os alunos da vida,
conjugar o verbo amar
em todos os tempos e modos.
Não sou cantor nem poeta,
mas gostaria de ser o cantor do amor,
o fazedor de trovas da compreensão,
o construtor de rimas sobre a tolerância.
Não sou compositor,
mas gostaria de ser o autor
de canções de acolhimento.
Ainda não sou escritor,
mas gostaria de ser o guru
das lições da bondade,
o apaixonado dos olhares de aceitação,
o sábio no conviver suave e afetuoso,
o incentivador da alegria e do entusiasmo,
o descobridor dos gestos
que realizam meus semelhantes.
Estes gestos da personalidade do Heipo,
são aqueles que todos esperam e gostam,
porque fazem bem
e são respostas
às expectativas mais profundas
da personalidade humana,
e da nossa vida.
No fundo, no fundo,
somos carentes afetivos.
Na verdade verdadeira,
nós nos realizamos
como pessoas
quando amamos
e quando somos amados.
Se colocarmos em prática
o ensinamento do Mestre Jesus Cristo:
“Amai-vos uns aos outros ...
como Eu vos amei”,
haverá uma total revolução
e a evolução
alcançará logo a plenitude.
Me ensine amar, você que já sabe.
Me convença
que preciso amar,
você que superou
todos os problemas da vida,
porque foi amado(a).
Eu sei que cada um de nós anda,
corre e vive atrás deste alimento.
Que nós saibamos
conjugar o verbo amar
em todos os tempos,
modos e lugares.
Quantos de nós
já perceberam esta profunda verdade.
Todos nós sabemos,
em teoria,
desse fundamento
da nossa existência.
E, mesmo sabendo,
continuamos carentes.
Continuamos carentes
porque ainda não aprendemos
a amar com aquele que é o Amor.
Já nos referimos a Ele. J
á apontamos onde conhecê-Lo.
É por causa da nossa fraqueza,
da nossa instabilidade,
da nossa imperfeição
que precisamos repetir,
repetir e insistir,
insistir até que finalmente
aprendamos esta lição,
e nos convençamos
com as convicções
adquiridas pela experiência.
Especialistas,
doutores na arte do amor,
eis a nossa ambição e vocação maior.
Uma última advertência:
não quero enganar vocês.
Não é o amor que resolverá
e responderá todas as questões vitais,
e sim, ATITUDES AMOROSAS.
Amor ativo. Amor ação.
O amor concreto,
serviçal, doador,
solidário, acolhedor,
pacificador, perdoador,
atencioso, ouvinte,
companheiro ...
Este é o amor essencial,
a alma da existência.
Amar,
nestas dimensões,
é viver a dimensão divina
que já está dentro da dimensão humana,
como dom e herança antecipada a ser praticada
aqui e agora, na Terra.
Eneas Paulo Budel Bogucheski
Atualizado em 22/02/2016.
eneaspb@gmail.com
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