domingo, 21 de fevereiro de 2016

285.- Amor. O amor é energia atômica: se explodir salvará o mundo. (2ª Parte) veja tb n 162



·       Continuação da 1ª Parte publicada no nº 162.

 

O amor

é a energia atômica

que existe em todo ser humano:

se explodir, salvará o mundo.

 

 

A experiência das ações afetivas

produzidas pelo amor

é uma das mais fantásticas

experiências humanas.

 


Esse 'fantástico'

é produzido por aquilo

que é sobre natural em nós.

 

 

As experiências humanas

são marcadas mais pela característica egoísta

do que pelas características crísticas da pessoa.

 

 

As experiências divinas,

nos humanos,

são, já, experiências

de quem tem algo de eterno

dentro de si. É algo sobre natural.

 

 

Então, o amor

é uma das ‘coisas’ essenciais da vida.

 Devemos buscar aperfeiçoar cada vez mais

este potencial, especial.

 

Todos estamos capacitados

com esta ferramenta.

 

 

Basta ativá-la

para transformar tudo

o que está à nossa volta.

 

 

O essencial

é investir todas as fichas

no modo de ser e existir

fundamentado nas leis do amor.

 

 

O amor é essencial para o ser humano.

 

 

Amar é a essência,

a alma, a energia,

o combustível aditivado

que levará o ser humano

a ser promovido

para a categoria de divino,

filhos e filhas do Amor.

 

 

Amar o nosso Pai dos Céus

acima de todas as coisas

e amar o nosso próximo

como a nós mesmos,

é a Lei Divina,

a essência divina

revelada a nós,

humanos, terráqueos,

destinados ao céu.

 

 

Este é o estilo de vida

escolhido pelo Heipo.

 

 

Esta é a filosofia

e a ciência da vida

escolhida pelos irmãos do Heipo.

 

 

Esta é a Lei

que, obedecida,

nos levará

à evolução

e à realização humana.

 


O amor

é a energia atômica

que existe em todo ser humano:

se explodir, salvará o mundo.

 


O amor

é a maior força,

força sobrenatural

acoplada à natureza humana,

que nos dá as condições

para superarmos os limites

que experimentamos.

 

 

Este é o valor máximo

que existe, potencialmente,

no ser humano.

 


A lei mais paradoxal

que existe na Terra, foi transmitida,

ensinada e testemunhada

pelo personagem Jesus Cristo:

- para ser rico, é só praticar a lei do amor:

- quanto mais se ama, mais se tem,

mais bem faz,

- não empobrece o doador,

- enriquece muito mais aquele que dá

- enriquece também aquele que recebe.

 

Até o pouco, ou muito pouco,

é suficiente.

 

 

São Francisco de Assis entendeu e disse:

“É dando que se recebe”.

 

 

Nada de amor, nadica,

faz faltar atmosfera,

faz faltar o que mais precisamos.

 

 

A experiência da falta de amor

é a negação da vida

e de tudo o que vive.

 

 

É a pior das experiências,

porque nos mantém

na linha dos instintos

e da animalidade.

 

 

Não somos mais simplesmente humanos.

Já somos Deusinhos.

 


 Não fazer a experiência do amor

é a mesma sensação

de quem sente falta de ar.

 

 

É estar fora da órbita,

fora da nave, desequilibrado,

sufocado pelos acessórios.

 

 

Fazer experiências afetivas

é alimentar o que de eterno

existe em cada um de nós.

 

 

Andando pelas estradas da vida,

queremos e procuramos

uma companhia.

 

 

Depois que achamos,

fica mais fácil a vida.

 

 

A dois,

em algum lugar

montamos nossa tenda

ou construímos uma casa

ou um apartamento

para nos abrigarmos.

 

E a casa ou o apartamento bruto,

transforma-se num lar,

e neste lar, construímos nosso ninho.

 

O ninho é como um aconchego,

um colo de mãe.

 

Ainda que tenhamos 100 anos,

sentimos saudades

do colo e do carinho afetuoso

da nossa mãe.

 

 

Quem somos nós?

Eternos insatisfeitos.

Estamos sempre insatisfeitos

quando sentimos a falta do amor.

 

 

Somos carentes humanos.

 

 

Em que plano humano

da nossa espetacular

e frágil existência,

contém um diferencial,

que nos dá segurança

e a gostosura de viver?

 

 

O plano racional,

por mais completo que seja,

por mais curiosidades contemple,

e respostas encontre,

e mistérios decifre,

ainda nos deixa

com o sentimento

de que ‘algo’  ainda nos falta.

 

 

Mas o que é que ainda nos falta?

 

 

Já temos tudo.

Pelo mais, em promessas,

pelo mais ainda,

em possibilidades.

 

 

Mas, e o agora?

Por que choro?

Por que me entristeço?

Por que razão existe a depressão?

Por que ainda sinto um vazio?

Por que não me sinto plenamente satisfeito?

 

É no plano afetivo,

onde se aloja o amor,

a parte mais essencial do ser humano.

 

Não somos seres racionais.

Nossa essência é emotiva.

Somos seres emotivos.

Emoção é nosso ser.

 

Não digo ‘sou’ racionalmente.

Sou quando SINTO que sou.

Não me contento em escutar: ‘Te amo’.

Me contento sim, em sentir teu carinho.

 


É no coração?

Não só no coração.

É sim, em todo o nosso ser.

 

Somos unidade.

A experiência da unidade

é algo essencial.

 

Não podemos viver

sentindo qualquer sintoma

de divisão interna.

 

É no plano afetivo

que nós adquirimos

a plena capacidade

para atingir a maturidade

e a satisfação

das nossas necessidades básicas.

 

 

Não só no racional.

Veja como é importante

perceber a unidade existencial

do nosso ser.

 

 

Quando nos sentimos amados,

e quando amamos,

é que nos sentimos gente,

entidade, pessoa.

 

 

É aqui, bem aqui,

na esfera afetiva,

que vemos que temos valor,

dignidade,  conteúdo interno,

grandioso e misterioso.

 

 

Esta dignidade

nos traz o sentimento

de uma realização quase plena.

 

 

Lembremo-nos o exemplo

da experiência que sentimos

quando nos enamoramos de alguém

ou de alguém que diz que nos ama.

 

 

Recordemos o exemplo

dos nossos pais e amigos íntimos.

 

 

Relembremos

a lição dos grandes romances,

dos belos filmes,

das histórias dos personagens amantes

e amados.

 

 

Foi o amor e a paixão

que mudaram o rumo da história,

embelezaram o cenário da terra.

 

 

Foi o sentir-nos amados

que despertou em cada um de nós,

as mais altas virtudes.

 

 

Foram os sentimentos de amor

que despertaram em nós

os mais altos ideais.

 

 

Foi o amor

que as mães dedicaram aos seus filhos

que esculpiram as nobres personalidades

da história.

 

 

É o amor,

o tema mais repetido

e mais trabalhado nas novelas

e, por isso, na vida

é o amor que buscamos

como alimento e razão da vida.

 

 

É no amor,

que estão guardados ou escondidos,

os segredos do sucesso

em todas as áreas da vida humana

e, além do mais,

é no amor que estão

as soluções

dos problemas da humanidade.

 

 

É no amor

que está a resposta

para a manutenção da vida plena,

no hoje.

 

 

É com o amor

enxertado nos projetos futuros

que estará a fórmula

da construção do futuro querido,

desejado e esperado

por toda a humanidade.

 

 

As pesquisas

nas quais se espera

a concentração dos esforços

e as respostas últimas,

estão, na sua raiz,

no plano afetivo.

 

 

No palco do cenário da vida,

a lanterna, com seu facho de luz

deveria estar focado no amor

como personagem principal,

como já o é nas novelas

e filmes de sucesso.

 

 

Nós, estaremos no palco

e na platéia, como atores,

artistas, e espectadores,

interpretando nosso verdadeiro papel,

de verdade.

 

 

Uma das grandes revelações

contidas no Novo Testamento,

inaugurado pelo Jesus Cristo disse:

Deus é amor,

e quem permanece no amor,

permanece no Deus

e o Deus permanece nele”.

1ª Epístola do São João Capítulo 4, versículo 16.

 

 

Seria conveniente ler

e assimilar todo o capítulo 4 e 5

que aprofundam esta revelação.

 

 

Que conclusões práticas

podemos tirar deste princípio?

 

 

Ainda não estamos prontos para concluir.

 

 

Apenas começamos.

 

 

Por favor,

me ensinem a conjugar o verbo amar.

 

 

Por favor,

ensinem todos os alunos da vida,

conjugar o verbo amar

em todos os tempos e modos.

 

 

Não sou cantor nem poeta,

mas gostaria de ser o cantor do amor,

o fazedor de trovas da compreensão,

o construtor de rimas sobre a tolerância.

 

 

Não sou compositor,

mas gostaria de ser o autor

de canções de acolhimento.

 

 

Ainda não sou escritor,

mas gostaria de ser o guru

das lições da bondade,

o apaixonado dos olhares de aceitação,

o sábio no conviver suave e afetuoso,

o incentivador da alegria e do entusiasmo,

o descobridor dos gestos

que realizam meus semelhantes.

 

 

Estes gestos da personalidade do Heipo,

são aqueles que todos esperam e gostam,

porque fazem bem

e são respostas

às expectativas mais profundas

da personalidade humana,

e da nossa vida.

 

 

No fundo, no fundo,

somos carentes afetivos.

 

 

Na verdade verdadeira,

nós nos realizamos

como pessoas

quando amamos

e quando somos amados.

 

 

Se colocarmos em prática

o ensinamento do Mestre Jesus Cristo:

“Amai-vos uns aos outros ...

como Eu vos amei”,

haverá uma total revolução

e a evolução

alcançará logo a plenitude.

 

 

Me ensine amar, você que já sabe.

 

 

Me convença

que preciso amar,

você que superou

todos os problemas da vida,

porque foi amado(a).

 

 

Eu sei que cada um de nós anda,

corre e vive atrás deste alimento.

 

 

Que nós saibamos

conjugar o verbo amar

em todos os tempos,

modos e lugares.

 

 

Quantos de nós

já perceberam esta profunda verdade.

 

 

Todos nós sabemos,

em teoria,

desse fundamento

da nossa existência.

 

 

E, mesmo sabendo,

continuamos carentes.

 

 

Continuamos carentes

porque ainda não aprendemos

a amar com aquele que é o Amor.

 

 

Já nos referimos a Ele. J

á apontamos onde conhecê-Lo.

 

 

É por causa da nossa fraqueza,

da nossa instabilidade,

da nossa imperfeição

que precisamos repetir,

repetir e insistir,

insistir até que finalmente

aprendamos esta lição,

e nos convençamos

com as convicções

adquiridas pela experiência.

 

 

Especialistas,

doutores na arte do amor,

eis a nossa ambição e vocação maior.

 


Uma última advertência:

não quero enganar vocês.

Não é o amor que resolverá

e responderá todas as questões vitais,

e sim, ATITUDES AMOROSAS.

 

 

Amor ativo. Amor ação.

 

O amor concreto,

serviçal, doador,

solidário, acolhedor,

pacificador, perdoador,

atencioso, ouvinte,

companheiro ...

 

 

Este é o amor essencial,

a alma da existência.

 


Amar,

nestas dimensões,

é viver a dimensão divina

que já está dentro da dimensão humana,

como dom e herança antecipada a ser praticada

aqui e agora, na Terra.

 

 

 

          

Eneas Paulo Budel Bogucheski

Atualizado em 22/02/2016.

eneaspb@gmail.com 

 
 

 

 

 

 

Nenhum comentário:

Postar um comentário