Convém
construir bem a base humana
para que a
perfeição divina caiba nele.
Acredito
que cada um de nós
já teve
momentos de reflexão,
com seus
botões,
sobre o
ser que é,
a vida que
tem
e que está
contente
ou
descontente
consigo
mesmo.
Não é por
acaso
que
estamos aqui,
vivos, na
vida.
Fomos
chamados à existência.
E aqui
estamos.
Não
pedimos para nascer,
mas,
recebemos gratuitamente
este
extraordinário presente,
a vida
pensante, consciente.
Quem nos
fez,
deve ter
pensado num projeto.
Deve ter
pensado assim:
- vou
construir uma criatura,
várias
criaturas,
- e vou
lhes dar todas as faculdades e capacidades
para
ela crescer, aprender,
conhecer-se,
conhecer o mundo,
perguntar,
achar respostas,
e
finalizar a obra que comecei.
Eu (O
Criador) começo a obra,
criando e
dando-lhe todas as ferramentas
que vai
precisar durante a vida,
e ela (eu,
você) que termine o que comecei.
E aqui
estamos nós.
Projetos
inacabados, místicos,
meio
humano, meio divino.
Sou, somos
um projeto,
projetados
para outro mundo.
Estamos no
mundo
mas não
somos deste mundo.
Quem vai finalizar
este projeto?
E como?
Não
podemos
passar a
responsabilidade
para
outros.
Não é uma
atitude madura.
Sou eu
quem decido
o que
fazer de mim.
É você
quem é o responsável
pelo
projeto que foi iniciado
e que cabe
a cada um finalizar,
afinal,
você tem, você recebeu
todas as
ferramentas.
Finalizar
a obra,
conhecer-se,
pesquisar,
aperfeiçoar-se,
evoluir,
são as
condições que foram colocadas
sob a
responsabilidade de cada criatura.
Se você
pensar um pouco,
parar,
avaliar a história,
vai
perceber que eu,
você,
todos nós,
individual
ou coletivamente,
somos um
projeto divino.
Começa
aqui,
mas não
finaliza aqui.
Se eu (nós,
cada um) somos humanos,
mas fomos
criados por um Deus-Pai divino,
a quem
cabe a responsabilidade de finalizar,
dar
direção, dar acabamento a este projeto
humano e
divino, simultaneamente?
Até onde
chegamos
dentro
deste ponto de vista?
Hoje, mais
vividos, experimentados,
frequentando
as escolas, faculdades
e
dificuldades da vida,
cada um já
se conhece,
já
respondeu ou encontrou
muitas
respostas para uma multidão
de
perguntas.
Tenho
certeza
de que
você vai dizer:
“eu sei
o que sou,
mas não
tanto quanto
o que
ainda posso ser”.
Se o
futuro olhar para trás,
e de lá olhar
para cada um de nós,
o que ele
vê?
- Uma
promessa?
- Um ponto
de interrogação?
- Uma
dúvida?
- Uma obra
de arte esperando retoques?
- Ou um
projeto não finalizado?
Quem levará até o final
o projeto que sou?
Não sou um
projeto solitário,
e egoísta.
Estamos todos
com uma
mesma missão.
Não vou
sozinho.
Não estou
só.
Não me
finalizo,
só com
minhas mãos.
A nós
convém pedir ajuda
uns aos
outros, como irmãos.
Todos,
todos fazemos parte
de um
imenso contexto
de uma
cadeia-alimentar.
Minha
obra, minha missão
está
envolvida com a sua.
Só consigo
dar continuidade
no meu
projeto se ele estiver
envolvido
com o seu.
Sou feito
por aqueles
que
convivem comigo.
Sou feitor
e benfeitor.
Sou o
tijolo e sou a massa
que janta
os tijolos.
Sou o que
sei e aprendi.
Sou
o que
aprendo
e entendo.
Sou
o que não
me contaram
ou que esconderam
de mim.
Sou o que
me falta
e sou o
que me sobra.
Sou
a estrada
na qual
caminho.
Sou a luz,
e as vezes
caminho
nas
trevas.
Sou
a pequenez
e a grandeza
que há no
mundo.
Sou
promessa.
Sou ilusão
e decepção.
Ajudo e
decepciono.
Sou metade
do que posso ser.
Não estou
feito.
Estou
ainda,
cheio de
defeitos.
- Quem
terminará
essa obra
inacabada?
- Quem me
ajudará
finalizar-me?
- Sei quem
não sou.
- Não sei
bem
quem ainda
posso vir a ser.
- Sou
terráqueo?
Mas só
isso?
- E o
espaço
acima da
minha cabeça,
para quem será?
- Sou
relativo, visível.
Muita
gente me trouxe até aqui.
Meus pais
me criaram
e foram
embora.
Me
deixaram,
como um
projeto inacabado.
Não quero
ser descartado,
nem
tampouco,
desperdiçado.
O que sou
me diz
que não
sou lixo,
resto de
uma multidão.
Tenho
valor, tenha dignidade,
tenho um
projeto a finalizar.
Onde está
a essência
de quem
sou?
Qual é a
minha verdadeira natureza?
Só humana?
Não, não
pode ser só isso.
Na
natureza humana
existem
fronteiras,
limites,
morte, s
túmulos
fechados.
Meu
espírito tem sede.
Tenho
ainda expectativas não satisfeitas.
Perguntas,
ainda sem respostas.
Agita-se
dentro de mim
a alma que
sou,
e que não
cabe
dentro de
mim.
Não me
acostumo com limites,
nem com
conceitos
que já se
transformaram
em
preconceitos.
Não é para
baixo,
para a
terra,
que devo
olhar.
É para ver
quem
serei.
É em cima
que estão
as aberturas
que me
levarão a ser mais livre.
Quem fui,
fui.
Quem sou
escolhe
quem serei.
Quero viver
mais lá,
na ponta,
na beira
da
possibilidade
do que
posso ser.
Se eu não
conseguir ser
o ideal
projetado,
não quero
ser coisa alguma.
Mas qual
ideal
foi
projetado?
Onde
encontro
a planta
do meu projeto?
Quem foi o
engenheiro?
O que
sustenta
quem sou
é o que
quero ser.
Quando
decido ser
o que sou
capaz de ser
a paz
aparece
e me
fortalece,
dizendo:
siga.
Siga
procurando as pessoas,
que se
fazem as mesmas perguntas
e desejam
encontrar respostas
comuns a
todos nós.
Afinal,
somos projetos inacabados.
E a
finalização do projeto,
é minha, e
cabe a mim,
cabe a
cada um de nós,
encontrar
o Engenheiro,
o
Arquiteto,
envolver-se
e
conversar com Ele,
pedindo
ajuda e,
ajudando-nos
uns aos outros.
Somos
imagem e semelhança
do filho
do Deus Criador.
Eneas
Paulo Budel Bogucheski
Atualizado
em 11/02/2016.
Publicado
no Blog em 11/06/2016
Atualizado
em 09/06/2024.
Publicado
no FACE em 09/06/2024.
eneaspb@gmail.com

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