sábado, 13 de fevereiro de 2016

283.- Arte. Numa e Noutra. Duas artistas no palco da arte.


 


O estudo da arte, dos objetos de arte deve se transformar em objetivos a ser incorporados na nossa cultura, a curto prazo.

 

Para começar ou para dar continuidade ao que já sabemos, fiz uma pesquisa sobre o tema.

 

Criei duas personagens (Numa e Noutra) para incorporar dois tipos de atitudes que podemos ter diante da arte. 

 

Numa

é a personagem que é familiar

à correta visão da arte.

 

Noutra

é a personagem que vê tudo

dentro do conceito de normal e rotineiro.

 

Vejam como as duas são diferentes.

 

Numa

desperta o entusiasmo, a alegria e a vibração;  procura visualizar curvas, formas, entonações, expressões, cores e charmes.

 

Noutra,

a naturalidade acompanha os passos da observação e cai na rotina.

 

Numa,

o espírito e todas as potencialidades está totalmente presente;

 

Noutra,

parece estar ausente, longe dali,

pensando em outra coisa,

fugindo de onde está,

imaginando-se noutro lugar,

perdendo o momento

e a integração

com quem ou com qual objeto

está envolvida.

 

Um dos princípios da unidade pessoal é estar totalmente presente, com todo o seu ser, com todos os sentidos alertas e atualizados ali onde se encontra.

 

Isto é sabedoria conquistada,

ensinada pelos grandes inventores,

escritores, pensadores e personagens históricos que mudaram o rumo da história.

 

As duas personagens femininas,

de novo, diante de uma mesma realidade.

 

Numa

a sensação de liberdade toma conta;

 

Noutra

inexiste qualquer reação ou sentimento nobre.

 

Numa

há a percepção da unidade de vários elementos que afirmam o triunfo da ordem sobre o caos;

 

Noutra,

há a observação de objetos diversos, bonitos, elegantes e atraentes, porém, comuns e rotineiros. Objetos normais, comuns em todos os dias.

 

Numa

há o despertar de uma sensação de poder,

um poder interior de possuir o que vê,

um poder de interiorizar

as perfeições que observa.

Henry Wadsworth Longfellow.

 

Noutra

a observação simples,

de quem vê e não transfere para o interior

o que vê.

 

Numa,

a observação de uma obra de arte

é um passo do conhecido

para o desconhecido.

Gibran Kahlil Gibran.

 

Noutra,

a observação de uma obra de arte é um ato

de visualizar a ação de um artista

na transformação de uma pedra bruta,

numa escultura. Uma ação comum.

Simplesmente um ato de tirar lascas.

Nada, nada de extraordinário.

Uma total apatia,

 

Numa,

a arte leva a uma viagem,

além do que se vê;

a uma outra dimensão da vida.

Mais além, mais longe,

mais cheia de significados,

como um símbolo,

plena de conteúdos e mensagens.

 

Noutra

as obras de arte,

são vários objetos artísticos,

expostos em museus ou praças ou palcos,

e mesmo na natureza.

 

Numa,

a arte é uma busca que se inicia;

 

Noutra,

é apenas um encontro que satisfaz.

 

Numa,

a arte é a certeza

que o ideal de uma ideia

pode ser concretizado.

É a curtição

de que um sonho

pode ser realizado.

Aristóteles

 

Noutra,

a arte é apenas uma ideia concretizada,

é um sonho conquistado e finalizado.

 

Numa

sabe que a arte é uma trilha

que leva de volta,

da fantasia à realidade

e da realidade à fantasia.

Sigmund Freud

 

Noutra

sabe que a arte é uma obra a mais,

entre tantas,

no mundo possível da realidade. 

 

Numa

tenta perceber que a arte

é já mais da metade do caminho

para a perfeição.

Madame De Puisieux.

 

Noutra

vê na arte,

uma obra perfeita,

sem defeitos.

 

Numa

é uma entre tantas personagens

que vê a arte como fruto do esforço

para criar, além do mundo real,

um mundo mais humano, (André Maurois), querido e desejado pelo Criador e Pai Eterno;

 

Noutra

é uma entre tantas personagens

que vê a arte

onde não há desordem,

não há conflitos,

não há desvios,

não há burocracias nem politicagem.

 

Numa,

existe a convicção

de que a arte

é uma expressão dos mistérios

mais ricos e profundos da natureza humana,

a expressão de valores eternos

que existem na interioridade

do homem e da mulher.

Papa João Paulo II.

 

Noutra,

a arte é uma certeza

da capacidade natural do ser humano,

e a expressão de um ser dotado da racionalidade, afetividade e operosidade artística.

 

Numa,

a arte é uma linguagem

que emprega elementos da fé

e do mistério,

não esgotando conteúdos,

e acenando um algo a mais.

Papa João Paulo II.

 

Noutra,

a arte é uma linguagem

que encanta pelos valores

que revelam no que está sendo observado,

não ultrapassando os limites da fronteira racional.

 

Numa

aprendeu que a arte

é a capacidade de expressar

o invisível por meio do visível.

Eugène Fromentin.

 

Noutra,

acredita que a arte

é a capacidade visível

de expressar as perfeições humanas

que podem ser divulgadas e conhecidas.

 

Numa,

a arte consiste em perceber

que em todas as coisas

está uma recordação

do paraíso perdido,

a ser de novo, reconquistado.

Phil Bosmans.

 

Noutra,

a arte consiste em perceber

que em todas as coisas,

está potente e latente,

à espera de decisões e ações nossas,

a possibilidade de fazer qualquer coisa

de uma maneira mais perfeita.

 

Numa e Noutra,

a arte é um valor humano.

 

Numa e Noutra,

a arte é uma linguagem.

 

Numa e Noutra,

querem decifrar esta linguagem.

 

Numa

está sempre com sede;

 

Noutra

está sempre saciada.

 

Numa e Noutra

a arte existe.

 

Numa e Noutra,

a arte faz falta.

 

Numa e Noutra,

a arte complementa

e aperfeiçoa.

 

Não é do mundo da arte,

a superficialidade e a rapidez.

 

É do time da arte,

a admiração,

a concentração,

a calma,

a paz e o silêncio,

as boas intenções

e as intenções boas

colocadas na prática.

 

Duas irmãs professoras.

 

Podemos aprender muito,

com as duas.

 

 

Eneas Paulo Budel Bogucheski

Atualizado em 13/02/2016

eneaspb@gmail.com

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