Para além,
muito além
dos egoísmos individuais,
dos egoísmos de classes,
dos egoísmos nacionais,
convém abraçar, sorrir,
trabalhar, servir.
Dom Helder Pessoa Câmara.
Somos naturalmente
egoístas.
Mas existe remédio
contra essa doença:
todas as realidades que existem fora de nós
funcionam como
“acenos”, convites,
iscas, chamadas, advertências,
sinais, atrações, seduções,
para nos tirar de dentro de nós mesmos,
insistindo que olhemos, escutemos,
prestemos atenção no que está fora de nós.
O egoísmo leva à
morte.
Vários tipos de
morte.
Quando se escapa dos
limites
e das fronteiras do
egoísmo,
entra-se no clima e
no mundo
da fraternidade
universal.
Aí não há mais
fronteiras.
O foco não é mais
fechado
ou curvilíneo.
A atenção é na
direção
de quem está na
frente
ou no lado,
em baixo
ou logo acima.
A porta de escape do
egoísmo
é através da porta do
amor,
a qualidade
que concentra a
atenção
mais para fora de si.
Essa atitude provoca
a saída
em direção à vida.
O egoísmo
nos mantém
solitários,
aprisionados
no nosso pequeno
mundo.
O egoísmo nos fecha,
nos isola
e nos empobrece
e por isso,
nos entristece.
Isso é que é viver no
inferno:
teimar em viver no
mundo egoístico.
O mundo ideal,
o céu, por assim
dizer,
é viver em paz
e harmonia com os
outros.
O altruísmo
nos
liberta para o mundo dos outros,
nos alegra, porque nos coloca a servir.
O maior
demonstrador
de que uma pessoa não deixou
o egoísmo armar tenda na vida dela
são as atenções e preocupações
com as pessoas
que estão vivendo ao seu lado,
na
sua família, no seu condomínio,
bairro, cidade ou nação.
A evolução
naturalmente se observa
quando pessoas humanas
agem movidas
por princípios de
solidariedade
e espiritualidade.
Olhamos todos para a
mesma direção
para o bem comum.
Quando pessoas agem
como irmãos e irmãs,
estão demonstrando
mentalidade superior,
evolução continuada
em direção à
perfeição.
Eneas
Paulo Budel Bogucheski
Atualizado em 09/02/2016
Atualizada em 22/07/2024

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