O egoísmo pode prejudicar-nos.
Pode manter-nos
fechados.
E pode atrasar nosso desenvolvimento,
e ainda pode aumentar o tempo
de sofrimento na terra.
Sócrates,
um dos maiores filósofos da História ensinava que o princípio da sabedoria está
no conhecimento de si mesmo.
Quem somos nós?
Somos uma potência desconhecida ou pouco
conhecida.
Se fôssemos suficientemente conhecidos de nós mesmos não
entraríamos em tantas frias ou em tantos infernos, ou viveríamos mais em paz
conosco mesmos e com todos os outros.
Conhecer-se a si mesmo é m tema caro, caríssimo para o Heipo.
Muitos textos virão à tona. (Leia o primeiro
texto sobre o egoísmo: A fina linha que separa a alta estima do egoísmo, nº 52)
É impressionante
como o egoísmo
nos fecha
para realidades
gritantes,
libertadoras,
que estão provocando
o ser humano.
É impressionante
a teimosia do ser
humano
em manter-se apegado
ao já conquistado,
porém fechado,
mundo passado.
É impressionante
como o ser humano
não quer admitir
que precisa mudar,
abrir-se, arriscar.
Se o mundo até hoje
vivido
e experimentado
não nos realizou,
significa que as
fórmulas
ou os meios usados
não foram os
corretos.
Por estas e outras
causas,
é necessário estudar quem somos,
principalmente,
como o egoísmo,
nosso hóspede e
parceiro,
nos prejudica,
atrasando nosso
amadurecimento.
O termo
egoísmo foi criado no século XVIII para indicar a atitude de quem dá
importância predominante a si mesmo ou aos seus próprios juízos, sentimentos ou
necessidades, e pouco ou nada se preocupa com os outros. Dicionário de
Filosofia, Nicola Abbagnano, Editora Martins Fontes – São Paulo 2007.
O
egoísmo é tratado, visto, estudado em muitos livros atuais com o termo ‘ego’.
Se existe uma
guerra aprovada pela moral, somente uma guerra é necessária ser travada,
permanentemente.
É a interminável
guerra contra o egoísmo.
Desde o nascimento
até o final da vida, todo ser humano é convocado a entrar no exército dos
fortes, para lutar na guerra contra o egoísmo.
Desconhecer ou
ignorar este adversário é profecia certa: não conseguiremos continuar a
escalada da evolução.
No caminho da
evolução encontraremos sempre, muitos inimigos, como o comodismo, a rotina, e a
eterna preocupação com nosso próprio mundo pessoal. Estes inimigos não se apresentam como
inimigos. São muito íntimos. Moram no porão ou no sótão da nossa própria casa. Estão
conosco mas lutam contra os ideais da evolução.
O egoísmo mora
dentro da nossa própria casa, gostamos dele, o alimentamos e até admiramos suas
estratégias.
Ele sabe como
agradar e buscar atenção.
Sabe como
persuadir e sabe como esquivar-se.
É um esperto em
todas as posições, tanto no ataque como na defesa, no planejamento estratégico,
e principalmente nas vitórias.
E não é tudo: nas
derrotas se torna um personagem manipulador.
Enquanto não nos
conscientizarmos de que o egoísmo é um inimigo a ser conhecido, enfrentado e
vencido, não estaremos preparados para receber o diploma de aptos à maturidade
no campo da vida.
Todas as espécies
que surgiram no caminho da evolução e permaneceram egoístas, extinguiram-se ou
suicidaram-se.
Não foram
exterminados por causas externas mais desapareceram vítimas de fechamento em
torno das suas próprias preocupações ou do seu próprio reinado.
Causas internas,
divisões e conflitos causam ruínas de impérios pessoais e internacionais.
Um ponto de
partida para esta reflexão é convencer-se de que as nossas atitudes egoísticas
impedem e dificultam a evolução da espécie humana, projetados para a vida em
fraternidade.
O ideal da
fraternidade está na unidade a ser conseguida pelo empenho de cada um, num
envolvimento pessoal num projeto maior, comunitário. “Não é bom que o homem
ou a mulher estejam só”.
Um dos grandes
obstáculos à unidade é o individualismo.
O individualismo,
outro nome camuflado, ou outra peruca do egoísmo é o apego às nossas ideias,
aos nossos pontos de vista e às preferências pessoais.
O individualismo e
o egoísmo são irmãos gêmeos. É por causa do egoísmo que se erguem barreiras
pelas quais isolamos e excluímos quem é diferente de nós, quem não concorda com
nossos pontos de vista, quem se opõe às nossas birras.
Individualismo é
separação, é cada um por si, é prejuízo na certa.
Por razões
essencialmente evolutiva, o egoísmo é um inimigo a ser conhecido e combatido.
O egoísmo procura
nos manter no estagio conquistado.
Há mundos externos
esperando serem conquistados.
Somente entrando
em projetos solidários e societários, em equipe, em organizações, clubes,
associações, grupos, é que estaremos dando os passos seguintes na conquista dos
campos maiores.
A fraternidade só
existe quando os interesses pessoais são inseridos, enxertados e enriquecidos
com os interesses das várias unidades pessoais. Aí está o resultado: a força do
conjunto.
Eneas
Paulo Budel Bogucheski
Atualizado
em 09/02/2016
Nenhum comentário:
Postar um comentário