terça-feira, 9 de fevereiro de 2016

274.- Ego. As estratégias do ego dentro da nossa própria casa.



A insistência, repetir, repetir revela a intenção de demonstrar a importância que se deve dar ao texto editado.
 

Placas de alerta estão expostas por aí.
 

Só não enxerga quem não quer.

É impressionante

como o egoísmo

nos fecha

para realidades gritantes,

libertadoras,

que estão provocando

o ser humano.

 

É impressionante

a teimosia do ser humano

em manter-se apegado

ao já conquistado,

porém fechado,

 mundo passado.

 

É impressionante

como o ser humano

não quer admitir

que precisa mudar,

abrir-se, arriscar.

 

Se o mundo até hoje vivido

e experimentado

não nos realizou,

significa que as fórmulas

ou os meios usados

não foram os corretos.

 

Por estas e outras causas,

 é necessário estudar quem somos,

principalmente,

como o egoísmo,

nosso hóspede e parceiro,

nos prejudica,

atrasando nosso amadurecimento.

 

O egoísmo é uma força inteligente. Usando de recursos sutis, envolve, amarra, desvia, superficializa, embota, tira a sensibilidade, acomoda e faz amizade com o comodismo, com a preguiça e com a rotina.

 

Se não opomos resistências,

amolecemos e acabamos no seu taxo.

 

Se lutamos,

fortalecemos nossos músculos

e mais fortes nos tornamos.

 

À inclinação natural ao comodismo

se opõe o posicionamento de prontidão,

alerta, atenção e ação.

 

Para derrotar um inimigo

é preciso conhecê-lo.


Conhecer as fontes e os efeitos do egoísmo é já meio caminho andado para superá-lo e vencê-lo.

 Sabemos que o egoísmo nos limita, dificultando com isso, nosso campo de visão.

Ele quer e força-nos a permanecer no nosso próprio mundo.

O egoísmo limita-se ao campo individual.

O egoísmo é comparado a um repolho que cresce envolvendo-se em si mesmo, em camadas que não permitem nenhum espaço, nem mesmo para o ar.

É um ser fechado mesmo. É diferente da couve flor que cresce para fora, explodindo em flores.

Para continuarmos nossa reflexão, vamos procurar deixar bem claro uma coisa: O egoísmo como sujeito não existe. Nem a preguiça existe. Nem tampouco a rotina existe.

Para afirmar que o egoísmo não existe, nem a preguiça existe, nem o comodismo, pergunto se você já viu o egoísmo de mãos dadas com a preguiça, indo ao cinema, passeando nas ruas da cidade? Não viu e nunca vai ver. Agora, com certeza, você já viu, já conhece muitas pessoas com atitudes egoísticas e atitudes preguiçosas e acomodadas.

 

Então você percebeu como o egoísmo, a preguiça e a rotina se encarnam em nós, muito sutilmente e promovem preconceitos nas pessoas.

É ... preconceitos: “Estão me chamando de preguiçoso ... e eu não sou”.  Mas o bicho preguiça se instalou na minha e na nossa vida.

 

Existem sim atitudes egoístas

nas pessoas.

 

Egoísta

é a atitude de uma pessoa

que tem visão curta,

visão estreita,

visão limitada

ao pequeno mundo pessoal

ou grupal.

 

A pessoa egoísta

demonstra não ter visão universal,

internacional,  fraterna, e solidária.

 

A pessoa egoísta

é um aluno

que não passa de ano.

 

A pessoa egoísta

sofre de uma doença que limita,

provoca desequilíbrios

e sugere preconceitos.

 

Escondido, segura;

Disfarçado, amarra;

Camuflado, envolve,

e mantém a pessoa presa

num pequeno círculo,

impedindo o crescimento.

 

O bicho Sangue-Suga

é desta família.

 

Vegetação parasita

também é desta mesma família.

 

Pessoas com atitudes egoísticas

funcionam como atrasadores

da chegada do futuro.

 

O egoísmo encarnado

nas pessoas

produz um veneno

que limita as vitaminas

do crescimento.


É portanto, necessário conhecer o ego, em todas as suas estratégicas manifestações.

 

É um desafio

que precisa ser enfrentado.

 

É um espinho

a ser extirpado.

 

É um inimigo e concorrente

a ser derrotado.

 

Somos humanos, mas por causa do ego,

do egoísmo, somos ainda, muito desumanos.

 

Permanecem em nós,

as forças ocultas do egoísmo,

e em consequência deste desequilíbrio,

permanece em nós

um certo grau de imaturidade,

e um nível muito baixo de sensibilidade

 

Nascemos originais, mas as forças ocultas do egoísmo vieram morar em nossa casa e na nossa vida.  E sem percebermos foram dando apelidos para nós, dizendo que ‘egoístas crescemos’, e até, dizem as más línguas, ‘egoístas morreremos’.

 

A pessoa egoísta inverte os papéis: para o egoísta, o maior é aquele que é servido, aquele que tem o poder, que manda e pede o que quer e o que precisa.

O egoísta ...

em vez do bem a fazer,

está atento aos benefícios a usufruir.

 

A pessoa egoísta é míope,

um aluno da vida,

em constante reprovação,

pois permanece na condição

de quem está com o umbigo

ligado à placenta

de tudo e de todos.

 

Daí a preocupação constante

com os próprios interesses.

 

Anestesiado,

sob o efeito da filosofia de vida fundada sobre os próprios interesses,

a pessoa egoísta não sente a dor mas também não curte a alegria.

 

É uma pessoa insatisfeita,

permanentemente à procura do sentido da vida.

 

É um embalsamado, como uma múmia.

Fechado em si, não se abre para o mundo.

 

Fechado em si,

constrói e fortalece sua própria prisão.

 

Enquanto permanecer neste território,

individual e pequeno,

o clima e o tempo

estará sempre sujeito a contratempos,

desgostos, amarguras, decepções e  desilusões.

 

Todas as atitudes

serão tentativas de fugas, frustradas,

pois que teimam em permanecer

no seu próprio terreno.

 

A pessoa egoísta

é possuidora de uma personalidade

marcada pelo resmungo e pelas reclamações.

 

A promoção do reino animal para o reino dos humanos processou-se e continua no mesmo processo: evolui através da superação e aperfeiçoamento dos instintos básicos com o uso das  capacidades superiores.

 

Como seres humanos

temos consciência da evolução

em direção à perfeição.

 

Mas este processo não acontece naturalmente.

 

Há que se empregar os meios, as ferramentas,

o esforço de dar-se à luz,

saindo de si mesmo

em direção ao lá fora.

 

Nossa consciência está subordinada a uma escala de valores comuns a todos nós, irmãos que somos.

 

O natural da vida é usarmos todas as nossas capacidades para crescermos e ajudarmos os outros a crescerem e atingirem a estatura de filhos do Pai eterno. 

 

Domar as forças do egoísmo exige a decisão por um estilo de vida altruísta, que requer atenção e policiamento constante em nossa maneira de ser, pensar e agir.

 

Nosso escritor Ruy Barbosa de Oliveira disse que ‘o egoísmo é resultado da miopia intelectual’.

 

Por tabela está dizendo que quem teima em assumir atitudes egoístas ainda não entrou na estrada da evolução.
 

 

Eneas Paulo Budel Bogucheski

Atualizado em 09/02/2016

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