Procurando cultivar
a visão teológica da vida.
Quando não olhamos a vida
dentro de um referencial eterno,
isto é, teológico,
os desequilibrios e confusões
fazem parte da vida,
atrapalhando a convivência,
a harmonia e a paz.
É por isso que as coisas
não se encaixam na vida,
pois o primeiro referencial da verdade
está na dimensão teológica,
(isto é, ver o mundo e todas as realidades
a partir do Deus Criador),
cuja visão da vida ensina
que somos uma única realidade,
irmãos uns dos outros,
irmãos de todos os elementos
da natureza.
A maioria da
humanidade
acha que a vida
normal, natural,
está dentro da esfera
dos pensamentos.
Pelos pensamentos
interpretamos o mundo.
Elaboramos conceitos
e preconceitos.
Avaliamos,
analisamos, comparamos,
criticamos e
julgamos.
Vivemos pensando.
Estamos sempre
pensando.
Quando estamos
pensando,
estamos
condicionando,
criando barreiras,
limites,
fronteiras,
definições fechadas.
Além do pensamento,
você acha que não tem
mais nada.
Mas tem.
De onde nascem o
amor, a alegria,
a criatividade, a
paz?
Nascem da
consciência.
O que é a
consciência?
– É aquela dimensão
pessoal,
individual,
imaterial,
que está livre
de qualquer
condicionamento limitante.
- É a liberdade
interior, a presença,
a percepção clara da
unidade,
da fraternidade
universal.
Como chego a este
nível?
- Prestando atenção.
Dar total atenção
a alguém ou a alguma
coisa.
Não pensar nada.
Apenas observar,
olhar,
admirar, contemplar.
Olhar, amando.
Se pensar, separa.
Se prestar atenção,
unifica.
Une-se com o objeto
amado.
É por isso que, muitas vezes,
em muitos casos,
falar, estraga.
Calar, silenciar,
admirar,
é amar.
Os pensamentos
não te dão alegria.
Amar, traz alegria,
paz,
serenidade e
contentamento.
Amar é embebedar-se,
sem razões ou
ambições.
Amar também pode ser expressado
pelo olhar,
admirando,
envolvendo-se,
misturando-se,
deixando-se
beber.
Eneas
Paulo Budel Bogucheski
Atualizado
em 11/11/2021

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