quarta-feira, 10 de agosto de 2022

801.- Ver o invisível. Quando quero ver, fecho os olhos.


Desejo ardentemente,

desde criança,

ver o invisível.

 

Não sei de onde veio

ou como nasceu este desejo.

 

Mas por que querer ver o invisível,

se o visível é tanto, e tão belo mensageiro?

É porque o que é visível, é passageiro.

E o que quero é algo que dure para sempre.

Que não me iluda e que me contente plenamente.

 

Nas idas e vindas na caminhada da vida

vamos encontrando paisagens agradáveis,

mas também subidas, penhascos, precipícios.

 

De cada uma das experiências, aprendemos.

Todas ajudam a tirar conclusões,

que se transformam em regras de vida.

 

Lá pelas tantas,

de tanto andar,

alegrar e sofrer,

já queremos descansar,

parar de procurar,

fixar mais o olhar

naquilo que não passa.

 

Rodar, rodar, rodar,

causa tonturas.

Retira-nos o bom senso,

afasta-nos da realidade.

 

É hora de parar.

Fechar os olhos,

fixar a atenção

no que não gira.

 

Olhar

com os olhos fechados.

 

É outra dimensão,

provocante, assustadora,

desafiadora e perigosa.

 

Pode te tirar deste mundo.

 

E te transportar para outra dimensão.

 

Se não vemos bem com os olhos abertos,

e se, para ver melhor, temos de fechar os olhos,

como é isso?

 

Existem técnicas.

 

- Quer aprendê-las? 

 

- Feche os olhos.

 

- O que vês?

 

Nada, você responde.

 

- Sim, nem começastes o treinamento

e já queres ver?

 

- Submeta-se aos treinamentos.

 

- Feche os olhos.

 

- O que vês?

 

Nada ainda.

 

- Preste atenção.

 

- Só preste atenção

aos teus olhos.

 

- Sinta-os fechados,

sem nenhuma tensão.

 

- Agora, com as mãos,

tampe seus olhos.

 

- Observe que ao aproximar suas mãos,

você perceberá que escureceu um pouco.

 

- Encoste as suas mãos nos olhos.

Tampou-os. Percebeu a escuridão?  

 

- Segundo passo:

Vá até um quarto.

Repita o exercício acima.

Agora, com os olhos fechados,

dirija a sua face para a lâmpada.

 

Sempre com os olhos fechados,

você deverá perceber

uma cor alaranjada,

quase vermelha.

 

Terceiro passo:

Vá lá fora, com os olhos fechados

e dirija sua face para o sol.

Olhe para o sol com os olhos fechados.

Desvie o seu rosto do sol,

voltando-se para a sua sombra.

 

Faça este movimento várias vezes

até perceber claramente

as diferenças de tonalidades claro-escuro.

 

Essa é a primeira etapa,

onde você aprenderá 

a despertar sua sensibilidade

de percepção espiritual,

com uma sutil diferença

da percepção sensitiva.

 

Agora vamos para a segunda parte.

 

Repita várias vezes o exercício

de tapar/destapar os olhos fechados,

diante de ambientes claros e escuros.

 

A partir de agora você deverá focar

a atenção em percepções.

 

O que você percebe?

 

Começa o trabalho de ajustar

a sutileza, a fineza, a qualidade

da “visão” através dos olhos fechados.

 

É bem aqui que está

a porta de acesso

ao mundo espiritual,

à dimensão do espírito.

 

Não é mais você, seus olhos,

que está vendo ... É a sua alma.

 

A alma

enxerga os valores invisíveis

que são de natureza eterna.

 

A alma vê o que é eterno.

 

A alma não se deixa iludir

pelas visões passageiras.

 

Ela enxerga,

mesmo que esteja no escuro.

 

E se você estiver interessado(a)

em aprofundar-se

por este caminho cego,

entre em contato comigo.

 

Eneas Paulo Budel Bogucheski

eneaspb@gmail.com

41 98854-5166

13/07/2022. 

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