desde
criança,
ver
o invisível.
Não
sei de onde veio
ou
como nasceu este desejo.
Mas
por que querer ver o invisível,
se o visível é tanto, e tão belo mensageiro?
É
porque o que é visível, é passageiro.
E
o que quero é algo que dure para sempre.
Que
não me iluda e que me contente plenamente.
Nas
idas e vindas na caminhada da vida
vamos
encontrando paisagens agradáveis,
mas
também subidas, penhascos, precipícios.
De
cada uma das experiências, aprendemos.
Todas
ajudam a tirar conclusões,
que
se transformam em regras de vida.
Lá
pelas tantas,
de
tanto andar,
alegrar
e sofrer,
já
queremos descansar,
parar
de procurar,
fixar
mais o olhar
naquilo
que não passa.
Rodar,
rodar, rodar,
causa
tonturas.
Retira-nos
o bom senso,
afasta-nos
da realidade.
É
hora de parar.
Fechar
os olhos,
fixar
a atenção
no
que não gira.
Olhar
com
os olhos fechados.
É
outra dimensão,
provocante,
assustadora,
desafiadora
e perigosa.
Pode
te tirar deste mundo.
E
te transportar para outra dimensão.
Se
não vemos bem com os olhos abertos,
e se,
para ver melhor, temos de fechar os olhos,
como
é isso?
Existem
técnicas.
-
Quer aprendê-las?
-
Feche os olhos.
-
O que vês?
Nada,
você responde.
-
Sim, nem começastes o treinamento
e
já queres ver?
-
Submeta-se aos treinamentos.
-
Feche os olhos.
-
O que vês?
Nada
ainda.
-
Preste atenção.
-
Só preste atenção
aos
teus olhos.
-
Sinta-os fechados,
sem
nenhuma tensão.
-
Agora, com as mãos,
tampe
seus olhos.
-
Observe que ao aproximar suas mãos,
você
perceberá que escureceu um pouco.
-
Encoste as suas mãos nos olhos.
Tampou-os.
Percebeu a escuridão?
-
Segundo passo:
Vá
até um quarto.
Repita
o exercício acima.
Agora,
com os olhos fechados,
dirija
a sua face para a lâmpada.
Sempre
com os olhos fechados,
você
deverá perceber
uma
cor alaranjada,
quase
vermelha.
Terceiro
passo:
Vá
lá fora, com os olhos fechados
e
dirija sua face para o sol.
Olhe
para o sol com os olhos fechados.
Desvie
o seu rosto do sol,
voltando-se
para a sua sombra.
Faça
este movimento várias vezes
até
perceber claramente
as
diferenças de tonalidades claro-escuro.
Essa
é a primeira etapa,
onde
você aprenderá
a
despertar sua sensibilidade
de
percepção espiritual,
com
uma sutil diferença
da
percepção sensitiva.
Agora
vamos para a segunda parte.
Repita
várias vezes o exercício
de
tapar/destapar os olhos fechados,
diante
de ambientes claros e escuros.
A
partir de agora você deverá focar
a
atenção em percepções.
O
que você percebe?
Começa
o trabalho de ajustar
a
sutileza, a fineza, a qualidade
da
“visão” através dos olhos fechados.
É
bem aqui que está
a
porta de acesso
ao
mundo espiritual,
à
dimensão do espírito.
Não
é mais você, seus olhos,
que
está vendo ... É a sua alma.
A
alma
enxerga
os valores invisíveis
que
são de natureza eterna.
A
alma vê o que é eterno.
A
alma não se deixa iludir
pelas
visões passageiras.
Ela
enxerga,
mesmo
que esteja no escuro.
E
se você estiver interessado(a)
em
aprofundar-se
por
este caminho cego,
entre
em contato comigo.
Eneas
Paulo Budel Bogucheski
41 98854-5166
13/07/2022.

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