A nossa essência pessoal
se
manifesta ansiosa e insatisfeita.
Portanto,
como humanos,
racionais
e inteligentes,
nada mais
coerente
do que
buscar a origem,
conhecer
a finalidade
e reencontrar
a originalidade.
No
inconsciente
permanece
a fórmula
da nossa
identidade.
Quando
sufocamos
ou
perdemos
nossa
maneira original de ser,
deixamos
de exercer
domínio
absoluto
sobre as
decisões profundas
que
necessitamos tomar.
Perder a
originalidade
é como
emprestar roupas
e estilos
de vidas
de outras
pessoas
e viver
como se
fôssemos
as outras
pessoas.
Neste
estilo de vida
ocorrem
incoerências,
e
aparecem os desequilíbrios
e
insatisfações.
A função
ou
profissão de imitadores
não
realiza.
Vestir
roupas
e
máscaras de outros,
despersonaliza-nos.
O
resultado é esse:
nossa
vida torna-se oca,
vazia,
desbotada, sem sentido,
faltando
motivação,
necessitando
da bússola orientadora.
Permanece
a sensação
de um
vazio
que quer
ser preenchido.
Desejamos
ardentemente
que as
alegrias
não sejam
passageiras.
Quando
não vivenciamos
a nossa
própria personalidade,
personalidades
de empréstimos
não
correspondem
à
coerência íntima
que a
verdade impõe
na nossa
consciência.
A falta
da paz
nos
questiona e desafia,
exigindo
a busca
de uma
definição
para este
conflito interno.
A verdade
é dura,
mas real
e faz bem.
Por isso,
é importante
buscarmos
conhecer
a verdade
sobre nós mesmos:
de onde
vim,
para onde
vou,
qual a
finalidade
da minha
vida.
Uma das
verdades
é que
cada um de nós
é
preguiçoso
quando se
trata
de
escolher e lutar
por uma
escala de valores
que farão
surgir
de dentro
de cada um de nós
o artista
escondido ou dorminhoco.
O eu
verdadeiro
manifesta
a originalidade,
lá onde a
pombinha da paz fez ninho.
Eneas
Paulo Budel Bogucheski
02/07/2022

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