quarta-feira, 10 de agosto de 2022

799.- Eu, em busca da origem, da essência.


A nossa essência pessoal

se manifesta ansiosa e insatisfeita.


Portanto, como humanos,

racionais e inteligentes,

nada mais coerente

do que buscar a origem,

conhecer a finalidade

e reencontrar 

a originalidade.

 

No inconsciente

permanece a fórmula

da nossa identidade. 

 

Quando sufocamos

ou perdemos

nossa maneira original de ser,

deixamos de exercer

domínio absoluto

sobre as decisões profundas

que necessitamos tomar.  

 

Perder a originalidade

é como emprestar roupas

e estilos de vidas

de outras pessoas

e viver

como se fôssemos

as outras pessoas. 

 

Neste estilo de vida

ocorrem incoerências,

e aparecem os desequilíbrios

e insatisfações.  

 

A função

ou profissão de imitadores

não realiza. 

 

Vestir roupas

e máscaras de outros,

despersonaliza-nos. 

 

O resultado é esse:

nossa vida torna-se oca,

vazia, desbotada, sem sentido,

faltando motivação,

necessitando da bússola orientadora.


Permanece a sensação

de um vazio

que quer ser preenchido. 

 

Desejamos ardentemente

que as alegrias

não sejam passageiras. 

 

Quando não vivenciamos

a nossa própria personalidade,

personalidades de empréstimos

não correspondem

à coerência íntima

que a verdade impõe

na nossa consciência. 

 

A falta da paz

nos questiona e desafia,

exigindo a busca

de uma definição

para este conflito interno. 

 

A verdade é dura,

mas real e faz bem.

Por isso, é importante

buscarmos conhecer

a verdade sobre nós mesmos: 

de onde vim,

para onde vou,

qual a finalidade

da minha vida.

 

Uma das verdades

é que cada um de nós

é preguiçoso

quando se trata

de escolher e lutar

por uma escala de valores

que farão surgir

de dentro de cada um de nós

o artista escondido ou dorminhoco. 

 

O eu verdadeiro

manifesta a originalidade,

lá onde a pombinha da paz fez ninho.  

 

Eneas Paulo Budel Bogucheski

eneaspb@gmail.com

02/07/2022 

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