Lá atrás
quando escrevi
sobre a Placenta
Quase Madura,
já antevia nossa
Terra
como uma
gigantesca Placenta.
Mas não estava
ainda claro
em minha
consciência.
A placenta
precisava maturar.
A intuição
necessitava de
nutrientes.
A convicção
demora para se
impor
sobre nossas
dúvidas,
quando o que se
pensa,
não é questão de
tempo,
mas de eternidade.
O tempo necessita
de preparação,
incubação,
evolução,
desenvolvimento,
formação e
educação.
Eternidade
é o bem
para o ser
que está pronto
para ser eterno.
Após milhões de
anos,
a placenta
ainda não
conseguiu gerar
um feto definido.
Ainda não vemos
a face da criança.
Mas já intuímos
como deve ser.
Um único feto.
Um único povo.
“Haverá um só rebanho
e um só pastor”,
João 10,16,
na linguagem dos
pastores
Haverá um só povo
e um único lar,
o céu.
Um único povo,
única família,
de irmãos,
e o Pai Criador.
“A Terra anseia
pela revelação
dos filhos do Pai
Criador”.
Romanos 9,19
Prevalecerá
a visão celeste.
O sonho e o
projeto
do Criador está
sendo gestado.
A Terra é uma mãe.
Uma mãe, perfeita,
capaz de gerar o
filho,
pois dispõe dos
nutrientes necessários
à formação do
feto,
levando-o à
maturidade.
Nessa placenta
não deveria haver divisões,
classes sociais, separações,
individualismos,
celebridades, poderes,
mas unidade,
igualdade, justiça e amor.
Aliás, a placenta
é sábia,
desenvolve-se
mesmo convivendo
com bactérias,
vírus,
maldades,
hemorragias, violências.
A placenta pode
apresentar problemas,
dificultando a
geração equilibrada do feto.
São estes
desequilíbrios que retardam
o surgimento da
face, da criança sonhada.
Os filhos já estão
sendo gestados.
Os órgãos do corpo
já estão
definidos,
mas não ainda,
integrados.
Falta uni-los num
só povo.
A placenta
limitada
e apertada,
tem a função,
de integrar todos
os órgãos
num só organismo,
acabado,
perfeito, em
perfeitas condições
de entrar numa
nova vida,
onde há oxigênio e
espaço infinito,
para todos.
Assim como do
parto de uma criança
ocorre o
nascimento para a vida na Terra,
a morte, nesta
Terra
é a porta de entrada
para a Vida
Eterna.
... II ...
Agora, as reflexões,
a tomada de consciência,
a responsabilidade.
Se você perceber,
com clareza,
que o planeta Terra
é uma imensa placenta,
gestando um único povo,
uma verdade global,
abrangente,
um ideal a perseguir,
uma visão a defender,
terás de tomar uma decisão
mais madura do que a placenta.
Provocar o diálogo,
expor aos seus amigos
essa visão da vida na Terra,
e gastar suas energias
semeando este ideal desejável,
para si, para seus filhos e netos,
é um empreendimento de cunho divino.
Supõe a escolha
do valor da unidade.
Unir tudo e todos
em torno deste ideal
perfeito, ideal para todos.
Não dar chances
para que divisões tomem conta
das nossas conversar.
Escolher este e rejeitar aquele,
não é a norma de relacionamento,
entre nós, iguais, irmãos e irmãs.
Não são as pessoas que brigam
se agridem, atacam e defendem
que promovem o amadurecimento do feto,
do povo.
Não convém
coçar a ferida
com unhas sujas.
Não é sábio criticar
sem apresentar soluções.
Todos somos chamados
a construir, não a destruir.
Quem está criticando,
não está ajudando a melhorar,
mas a piorar, a ver mais defeitos,
a destruir o que já está quase feito.
Ora, quem não tiver defeito,
atire a primeira pedra.
Certamente algumas pedras
serão endereçadas a nós mesmos,
por omissões.
Prêmio Nobel da paz,
para a melhoria do mundo,
nunca foi dado para críticos,
demolidores, mas para os construtores,
para aqueles que enxergam
que a humanidade
caminha e amadurece
com a consciência
de que somos
uma única grande família.
Eneas Paulo Budel Bogucheski
Publicado no FACE em 20 07 2022
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