Faltam apenas dez por cento
para finalizar a obra.
Pessimismo? Não.
Nada de pessimismo.
Apenas a observação
e constatação
de que realmente falta
muito pouco
para transformar-nos
naquilo que devemos ser.
Faltam algumas pinceladas aqui,
uns apertos ali, lixadas lá,
reduzindo as críticas racionais,
amolecendo o coração,
treinando-o
para a sensibilidade artística.
O autor da obra,
deixou, intencionalmente,
a obra inacabada,
sem finalizá-la?
Ou, com méritos
deixou essa responsabilidade
para a própria obra,
auto terminar-se?
Prefiro escolher
que eu sou responsável
por finalizar a obra que Ele começou,
descobrindo a motivação do Artista,
meu Mestre eterno.
É mérito meu, esculpir-me,
embelezar-me, deixar-me pronto,
entregar-me, devolver-me ao Criador.
As
intuições que pressinto,
as
ficções que imagino,
escrevo
e você lê,
e
as experiências que fazemos,
fazem-nos
sentir
o
que já é ser eterno,
sem
ainda ser.
Nesse
intervalo,
o
tempo passa,
e
não percebemos
o
tempo passar.
Será
essa a sensação
de
sentir,
que
não somos daqui?
Eis
que somos
e
estamos
morando
no tempo.
No
Céu,
o
meu e nosso Pai,
o
Artista que nos criou,
o
Perfeito,
está
sempre a atrair,
e
a chamar: Vem’.
Existe uma ânsia,
uma vontade ou um sonho
que arde dentro de cada um de nós,
pessoas humanas realmente,
e divinas potencialmente.
O que há de humano em nós,
contenta-nos ou revela
a falta de algum
nutriente.
O que há de divino em nós
manifesta-se como sede
que não sacia,
como obra de arte,
inacabada.
Este é o título do livro
que estou tentando finalizar:
Somos Obra de Arte Inacabada.
Mas, para completar o pouco que falta
convém a nós, entrar em contato com as artes,
artes dos artistas, pintores, músicos,
poetas e
profetas.
Onde vamos encontrar
as luzes, as cores, os sons,
as palavras, as imagens ou personagens,
que nos eternizem,
nos transformem
em obras eternas?
Eneas
Paulo Budel Bogucheski
Atualizado em 01/07/2022

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