precisa
fazer parte das lições
mais
importantes do livro da vida.
Trata-se da
característica
das grandes personalidades,
dos
grandes personagens
que experimentaram e vivenciaram
a virtude da adoração e da gratidão.
A arte de adorar
produz nos humanos
alguns
efeitos
com características
e sabores
sobrenaturais.
Temos sim,
em nossa estrutura humana,
componentes
sobrenaturais,
gratuitamente acoplados
em nossa caixa de ferramentas.
Só aos que quiserem.
Não precisamos forçar tanto,
pois que não deixamos de ser humanos
enquanto estivermos por aqui.
O que queremos realçar
é a gostosa experiência
que fazemos quando ‘adoramos’.
É uma experiência que amplia,
enriquece, sublima e eleva
nossas poucas experiências
bem humanas,
elevando-as a um
nível
que não
ousamos subir,
por
falta de conhecimento
e
de prática.
É um novo desafio
que propomos
dentro da cadeira pedagógica
do amor:
conquistar essa ciência,
dentro da faculdade
ou da universalidade
do amor.
Através
dessa ciência
a pessoa
centra o foco de atenção
no seu Criador
e em todas as suas criações,
ativa a faculdade da admiração,
e através dos seus efeitos,
desemboca na
gratidão.
É o que se
chama
‘viver em
estado de graça’.
Adorar
é um ato de sair de si,
e o efeito é sentido dentro
de si mesmo,
no sentimento
de gratidão.
Gratidão
ao Pai
Criador do céu e da terra
e a todas as criaturas e elementos
que compõem o universo.
O
sentimento da gratidão,
é consequência.
É o resultado
do ato de admirar e
adorar.
Admirar é sair de si
e encontrar lá fora,
motivos, razões
e fundamentos
de admiração
e adoração.
Estas são
atitudes enriquecedoras,
pois
trazemos para dentro de nós
o que é
belo, harmonioso,
cheio de
conteúdos e significados
que
realizam e despertam em nós
a
nobreza.
Se
soubéssemos adorar,
dizia Frei
Ignácio Larrañaga*,
atravessaríamos
a vida,
como a
calma dos grandes rios.
Frei Ignácio Larrañaga 04/05/1928-30/10/2013, foi sacerdote capuchinho
espanhol, fundador das Oficinas de Oração, pregador de retiros, escritor,
criador dos Encontros de Experiência com Deus. Autor de dezenas de livros:
Mostra-me teu Rosto, O silêncio de Maria, O Sentido da Vida, As Forças da
Decadência, Suba Comigo, entrre outros.
Transcrevemos
um pequeno trecho
sobre o
adorador
na visão
do Frei Ignácio.
“O adorador é uma pessoa,
com uma consciência
dominada pela surpresa.
A surpresa
é um desprendimento,
um sair de si mesmo,
sair daquelas amarras,
apropriações e aderências,
mediante as quais
a pessoa ata a si mesma
e às demais criaturas
ao seu elo central.
Somente a admiração
é capaz de tirar o ser humano
do isolamento egocêntrico
e libertá-lo
das autocomplacências
e autossuficiências.
É preciso ser livre
até de si mesmo
para poder admirar
e adorar”.
Vamos
buscar
outra
personalidade
que também
fez a experiência
de adorador.
Procuremos
penetrar
na
personalidade
do cidadão
italiano,
Francisco
de Assis*.
São Francisco de Assis 05/07/1182-04/10/1226. Foi religioso e
santo Italiano. Nasceu e morreu em Assis, Itália. Foi o fundador da Ordem
Religiosa dos Franciscanos. É o patrono da Ecologia. Foi o autor do Hino ao
irmão Sol e da Oração “Senhor Fazei de Mim um Instrumento da Sua Paz”.
Foi
ele uma das poucas pessoas
que mais
próximo chegou,
identificando-se
a aproximando-se
da
personalidade do Jesus Cristo.
Ao
conhecer mais profundamente
a
personalidade deste homem,
através
dos livros,
conseguimos
perceber
como ele
recuperou
a
inocência original,
a leveza
dos passos,
o carinho
e a ternura,
a empatia
com todas as criaturas
a ponto de
chamá-las, todas,
de irmãs.
Suas
palavras e atitudes
foram de
louvor,
adoração
e
gratidão.
Eis a
manifestação
do
Francisco de Assis,
através do
Cântico das Criaturas:
“Altíssimo,
onipotente, bom Senhor,
teus são os louvores,
a glória, a honra
e toda benção.
A ti, somente,
altíssimo, eles convêm,
e nenhum homem
é digno de te imitar.
Louvado seja, meu senhor,
com todas as tuas criaturas,
especialmente o senhor irmão sol,
que faz o dia e, por ele, alumia.
E ele é belo e radiante,
com grande esplendor,
de ti Altíssimo,
traz imagem.
Louvado seja, meu senhor,
pela irmã lua e pelas estrelas.
No céu formaste-as claras
e preciosas e belas.
Louvado seja, meu senhor,
pelo irmão vento
e pelo ar e pelas nuvens
e pelo sereno da noite,
e por todo tempo,
pelo qual às tuas criaturas
dás sustento.
Louvado seja, meu senhor,
pela irmã água,
a qual mui útil é
e humilde
e preciosa
e casta.
Louvado seja, meu senhor,
pelo irmão fogo,
pelo qual iluminas a noite.
Ele é belo e alegre, robusto e forte.
Louvado seja, meu senhor,
por nossa irmã, a mãe terra,
a qual nos sustenta e governa,
e produz diversos frutos
com coloridas flores
e ervas.
Louvado seja, meu senhor,
por aqueles que perdoam por teu amor
e suportam doenças e tribulações.
Felizes
os que sustentam
e promovem a paz,
que por ti serão coroados.
Louvado seja, meu senhor,
pela irmã nossa, a morte corporal,
da qual nenhum vivente pode escapar.
Felizes os que se encontrarem
na tua santíssima vontade,
a quem a segunda morte
não lhes fará
nenhum mal.
Louvai e bendizei, o meu senhor,
e agradecei-lhe
e servi-o
com grande humildade”.
Nestas
poucas linhas
percebemos
como
acontece
a prática
da adoração.
É focar a
atenção
nos
elementos
e
criaturas externas,
procurando
motivos,
razões,
argumentos
e
fundamentos,
do ato de
admirar
e adorar.
Assim
também acontece
quando
estamos diante
de
qualquer obra de arte.
Assistir
ao pôr do sol,
sempre que possível,
é um bom exercício
para ir praticando
e aperfeiçoando,
até chegar a ser
adorador.
Ah, se aprendêssemos
a adorar,
não sobraria tempo
para julgar
nem criticar,
porque estaríamos
mais concentrados
no que é bom
e belo,
agradável,
construtivo
e eterno.
Eneas
Paulo Budel Bogucheski
Atualizado
em 29/08/2015
Atualizado
em 03/09/2019
Atualizado
em 05/07/2022
Publicado no Blog em 25/10/2023

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