quarta-feira, 10 de agosto de 2022

796.- Eternidade, Eternidade... não me deixe inquieto!


Eternidade, Eternidade,

por que me provoca,

me impacienta?

 

Não conhece ainda

meus limites?

 

- Menino teimoso,

deixe que eu desperte

o que de grandioso

tens aí, dentro de ti.

 

- Não queiras brincar de rolimã,

só lá, na Terra,

no alto das montanhas,

se podes mais,

rolar,

surfar,

deslizar,

pelo infinito,

pelas estrelas

e galáxias,

nos outros jardins

que preparei para ti”.

 

Por que insistir neste tema,

neste assunto,

lá de longe,

interminável?

 

Por que não,

se é para lá

que estamos indo?

 

Quem é que está interessado

nessa situação ou condição,

que não é preocupação urgente,

nesse momento?

 

Ora, exceto o eterno,

tudo é vão, nesta vida,

ou tudo deve ser

ponte e meios

de acesso.

 

Se há algo de infinito

em nossa natureza

por que não nadar,

desde já, nas águas

do oceano eterno?

 

Nossa natureza,

é altruísta,

não é olhar

para baixo,

para os túmulos,

mas para cima,

para os espaços infinitos

que nos aguardam.

 

Fomos feitos para outro fim,

não aquele que olhamos,

mas para aquele outro

que contemplamos,

e desejamos.

 

No nosso peito

carregamos,

o coração,

em nossa alma,

um vulcão,

ansioso para explodir

e revelar,

o que de imenso,

de eterno,

já nos habita.

 

O que é isso,

ou aquilo,

comparado

com a eternidade?

 

O maior

é sempre referência

para o menor.

 

O que é importante,

serve se referência

para o que não tem importância.

 

O que permanece

para sempre

se impõe

sobre o que desaparece.

 

Se há esse discernimento

nas capacidades racionais,

afetivas e espirituais,

há também em cada um de nós,

a capacidade para escolher

e definir um caminho.

 

Alguém de fora,

um dia, entrou neste mundo,

semeou palavras

e promessas eternas,

e voltou de onde veio.

 

Deixou ensinamentos e orientações

para quem o escutasse e o seguisse.

 

Nenhum outro ser desta terra

teve tamanha autoridade

para dizer:

EU SOU O CAMINHO,

EU SOU A VERDADE,

EU SOU A VIDA.

 

Se o homem

é finito,

de tanto olhar

para o Infinito,

e desejá-lo,

esticará sua natureza

e incorporará pelo desejo,

a imensidão que já habita

sua alma imortal.

 

Alguém de lá,

te chamou

“Venha”.

 

Eneas Paulo Budel Bogucheski

Atualizado em 27/06/2022

eneaspb@gmail.com

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