segunda-feira, 18 de fevereiro de 2019

575.- Imortalidade. A caminho da imortalidade




Não, nãos somos
só humanos, destinados à morte.

É a imortalidade que busco,
teimosamente.

Nas janelas
abertas
da nossa infância,
existe uma saudade 
lá de cima,
 
do infinito.

No silêncio, 
na madrugada,
há uma linguagem diferente, 
latente,
nunca sufocada. 

Se os dias são claros demais
e impedem nossa visão,
a noite fecha os olhos,
e responde para o coração.

Quem sou eu,
na minha infância inocente?

Sou um ser humano
com potencial espiritual
que olha para cima,
aberto ao ilimitado.

Sou imagem e semelhança
com o meu Pai, o Cientista,
o criador da Terra e dos Céus
que tudo cria, por amor
para ser eterno.

Prefiro ser iludido
e viver nessa esperança
a sofrer numa triste vida
sem saída,
para a imortalidade.

Eneas Paulo Budel Bogucheski
Atualizado em 24/08/2018

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