Somos assim,
desconhecidos,
inexplorados,
ausentes
ou distantes
de nós mesmos.
De vez em quando,
provocados,
surpreendemo-nos,
como reagimos,
diante de qualquer arte
ou de algo grandioso,
fabuloso ou misterioso.
Aqui, algo tão grande
e tão misterioso,
tão perto, tão eu.
Como é bom saber
que ainda há algo a descobrir.
Por isso,
nos sentimos atraídos,
mais pelos mistérios,
do que por aquilo
que já
conhecemos.
Se nos revelam um mistério,
preferimos que não nos contem.
Se nos contam, ainda assim,
não nos sentimos satisfeitos.
Sou, cada um é,
um mar sem fundo,
um infinito insaciável,
um céu a ser preenchido.
Eneas Paulo Budel Bogucheski
Atualizado em 30/12/2018
Atualizado em 30/12/2018

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