quinta-feira, 14 de fevereiro de 2019

529.- Crítica. Quem sou, quem somos?





A função da crítica,
é a mais fácil que existe
dentro das figuras 
e expressões gramaticais.

Mais fácil 
do que qualquer coisa.

E nada revela tanto,
a imaturidade,
e a ignorância de uma pessoa,
quando critica 
algo ou alguém.

É muito mais fácil criticar,
algo feito ou dito,
do que,
esforçar-se,
para criar algo novo,
por exemplo,
um reconhecimento,
ou um elogio.

Só quem conhece largamente,
profundamente,
verticalmente,
tem autoridade,
para criticar.

Me escondo sempre,
atrás dos meus defeitos,
atualizados.

Meus erros,
e meus defeitos,
fazem parte
da minha biografia.

Em cada olhar,
a cada gesto,
cada palavra,
falada ou escrita,
revelo algo novo,
ou renovado,
que não é mais o eu,
que você conheceu.

Não sou esgotável,
nem definível.

Você não consegue
dar um conceito
ao meu ser,
a quem sou.

Só consegue
pronunciar
parte,
do meu nome,
e contar só um pouquinho,
do que faço,
malfeito.

Eneas Paulo Budel Bogucheski
Atualizado em 03/01/2019

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