solte,
liberte,
deixe suas folhas
voarem.
Deixe a alma dizer
a senha do entre,
e participe do show.
A folha,
sábia folha,
criancinha,
se abandona,
plaina, voa,
dança, sem saber
sem mesmo querer saber,
para onde o ritmo
e os balanços
a levam.
Vá até lá,
no meio da mata
ou sente-se
diante de uma árvore.
Abra seus olhos e veja,
acompanhe uma folha,
caindo,
sem peso,
plainando.
Depois,
feche seus olhos
e imagine-se
naquela folha,
plainando,
viajando,
nunca,
nunca mais,
no solo pousando.
Eneas Paulo Budel
Bogucheski
Atualizado em 26/07/2018
Atualizado em 26/07/2018

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