Às
vezes pergunto
os
por quês
do
meu gosto
pela
pesca.
Há
sim,
motivos
internos,
misteriosos,
incompreensíveis.
Não
sou bom,
na
arte,
de
pegar peixes.
Surpreendo-me,
sendo
fisgado,
capturado,
envolvido,
pela
paz,
quietude,
e
pela beleza
do
ambiente.
Fui pescar no
Alagado.
E esqueci
que fui pescar.
A pesca
perdeu importância.
Fui fisgado,
como cão de caça,
farejando.
O silêncio
murmurava.
Calado,
contemplava.
Havia ali,
Algo escondido,
nas águas, nas
nuvens,
na mata.
Vi vestígios,
pegadas,
pinceladas.
Não preciso ver
o Invisível.
Basta-me pressentir,
interpretar,
reconhecer a Presença
nas artes da
natureza.
Eneas
Paulo Budel Bogucheski
Atualizado em 13/11/2018
Atualizado em 13/11/2018

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