quinta-feira, 21 de fevereiro de 2019

603.- Alma. Olhar da alma.



Não temos apenas
dois olhos.

Frágeis,
porém
suficientemente capazes
de iniciar o desenvolvimento
dos olhares internos.

O que nossos olhos sensíveis alcançam,
é apenas uma milésima parte,
do que os olhares íntimos,
abraçam.

O alcance dos olhos da mente,
e do espírito,
vai além do real,
do pensável,
e do imaginável,
vai até mesmo,
até o impossível.

É o olhar da alma
que alcança
o infinito
e vê o invisível

Feche os olhos da testa.

Abra os olhos da memória.
Abra os olhos da imaginação.
Abra os olhos dos pensamentos.
Abra os olhos do espírito,
e veja mais longe.


Quando lemos,
nossos olhares internos
criam cenários
e visualizamos personagens.


Quando escutamos,
nossos olhares íntimos
criam o clima
de acolhimento,
e nos enxergamos
no ambiente
que mais gostamos.


Quando olhamos
para as lindas paisagens,
nos vemos lá,
acompanhados,
das pessoas queridas.


Quando meditamos,
olhamos para dentro,
e encontramos o espírito,
que nos leva a ver,
com o olhar da alma.


Eneas Paulo Budel Bogucheski
Atualizado em 21/02/2019

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