sábado, 16 de fevereiro de 2019

552.- Deus. O Deus da noite.



Em tempos de escuridão,
quando não se aprendeu
a andar por caminhos suspensos,
a noite tem lá sua utilidade.

De dia,
de mãos dadas com a lógica:
cansaço,
estresse,
envelhecimento.

À noite,
abre-se o palco
da convivência
com os mistérios:
sono,
descanso,
sonhos,
rejuvenescimento.

Se o Deus se esconde,
persisto.

Se Tu és invisível,
inacessível,
não desisto.

De noite,
sem recursos,
fecho os olhos,
e então,
te surpreendo,
e quase te vejo.

Não está, assim,
tão distante.

Na escuridão,
está presente,
aqui dentro,
nos meus desejos
e me faz companhia.

Eneas Paulo Budel Bogucheski
Atualizado em 18/11/2018

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