terça-feira, 19 de fevereiro de 2019

580.- Simplicidade. Perdemos a simplicidade no meio da cidade.


Já nascemos prontos,

completos.

 

Tudo o mais

que a sociedade quer impor,

são acessórios,

desnecessários.

 

Quando prestamos atenção

e tomamos consciência,

logo percebemos,

que perdemos,

a simplicidade,

no meio de tantas coisinhas.

 

Vejamos:

A cultura

imposta pela sociedade ocidental

e capitalista, cria em nós,

necessidades postiças,

como perucas,

como enfeites externos,

como a moda,

a cultura da beleza,

a cultura do físico,

das aparências.

 

E como não sabemos

tomar conta

de nós mesmos,

entramos na onda.

 

E perdemos

nossa originalidade.

 

E passamos a viver

angustiados,

procurando,

desgastando-nos

atrás de supérfluos,

esquecendo

o que já somos.

 

Somos só e tão somente

simples humanos.

Humanos simples.

 

Estudamos,

assistimos filmes,

conferências,

vídeos.

 

Escutamos palestras,

fazemos cursos

e devoramos livros.

 

E pouco melhoramos.

 

Tudo o que nos faz

andar, pensar,

apreender e falar,

convém que seja buscado,

como aperfeiçoamento

da nossa personalidade,

do nosso caráter,

do espírito,

da alma.

 

O que aprendemos

só tem utilidade

se nos transformarmos

em humanos melhores,

e se acrescenta algo

ao nosso padrão de ser,

e se responde às expectativas

dos outros, nossos irmãos.

 

Há um só tipo

de comportamento útil,

necessário, eficaz, eficiente.

 

Há uma única expectativa

 por parte daqueles

que estão convivendo conosco.

 

Nada se espera

de extraordinário.

 

Nenhum gesto heroico

produz

o que a simples presença,

de entrega e envolvimento

sugere.

 


Eneas Paulo Budel Bogucheski

eneaspb@gmail.com

Texto já publicado, desmembrado.

Atualizado em 15/01/2024















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