Já nascemos prontos,
completos.
Tudo o mais
que a sociedade quer
impor,
são acessórios,
desnecessários.
Quando prestamos
atenção
e tomamos consciência,
logo percebemos,
que perdemos,
a simplicidade,
no meio de tantas
coisinhas.
Vejamos:
A cultura
imposta pela
sociedade ocidental
e capitalista, cria
em nós,
necessidades
postiças,
como perucas,
como enfeites
externos,
como a moda,
a cultura da beleza,
a cultura do físico,
das aparências.
E como não sabemos
tomar conta
de nós mesmos,
entramos na onda.
E perdemos
nossa originalidade.
E passamos a viver
angustiados,
procurando,
desgastando-nos
atrás de supérfluos,
esquecendo
o que já somos.
Somos só e tão
somente
simples humanos.
Humanos simples.
Estudamos,
assistimos filmes,
conferências,
vídeos.
Escutamos palestras,
fazemos cursos
e devoramos livros.
E pouco melhoramos.
Tudo o que nos faz
andar, pensar,
apreender e falar,
convém que seja
buscado,
como aperfeiçoamento
da nossa
personalidade,
do nosso caráter,
do espírito,
da alma.
O que aprendemos
só tem utilidade
se nos transformarmos
em humanos melhores,
e se acrescenta algo
ao nosso padrão de ser,
e se responde às
expectativas
dos outros, nossos
irmãos.
Há um só tipo
de comportamento
útil,
necessário, eficaz,
eficiente.
Há uma única
expectativa
por parte daqueles
que estão convivendo
conosco.
Nada se espera
de extraordinário.
Nenhum gesto heroico
produz
o que a simples
presença,
de entrega e
envolvimento
sugere.
Eneas Paulo Budel Bogucheski
Texto já publicado, desmembrado.
Atualizado em 15/01/2024

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