Dizemos
que somos adultos
e
independentes,
quando
aprendemos a viver
a partir
dos pensamentos.
Tudo,
tudo,
direcionamos
para a
cabeça,
esquecendo
que a vida
brota,
das
batidas do coração.
Opomos
resistências,
duvidamos,
defendemos,
retardamos,
racionalizamos,
porque não
demos oportunidades
para o
coração
manifestar-se.
A cabeça
está tão
cheia,
de
preocupações,
amarrada
nos apegos,
enroscada
nos
preconceitos,
paralisada
pelos medos,
fechada
nas
inseguranças,
prejudicada
pelas
desconfianças
desequilibrada
pelo
excesso,
vazia
dos
valores simples
da vida,
como as
pulsações,
do
coração.
A mente é neutra, indiferente, insensível.
Não sente, não vibra, não se emociona.
Se somos tristes e frustrados,
somos culpados,
por não deixar,
o coração
se expressar.
E nos apresentamos por aí,
como adultos, sérios demais,
proporcionando vexames,
sofrendo,
de dores de cabeça,
complicando a vida,
dividindo,
separando-se.
Agora que sabemos dos nossos defeitos mentais
podemos ir atrás do que o coração mais deseja.
É de carinho, ternura e afeto que sobrevivemos.
Estes são os nutrientes do coração sensível.
Vivemos abertos para as expressões emotivas.
É disso que temos fome. Fome existencial.
A mente
pode viver cheia,
aliás, está sempre cheia.
O coração
nunca pode sentir-se vazio, desabitado.
Se assim for, a vida perde direção e sentido.
O que colocamos dentro do coração,
é isso que vai criar as consequências.
Se colocamos flores, teremos perfume,
se colocarmos afeto, ternura e carinho,
teremos alegrias, saúde psicológica
e contentamento.
Se o coração para de bater,
morremos.
Se o coração vive, recebe e dá amor,
se entusiasma, se anima
e vive mais.
É o coração afetivo
que estabelece ligação
de amizade com os outros
e com o mundo divino.
Deus é amor.
Quem permanece no amor
permanece em Deus e Deus nele.
Isso sim é vida.
Atualizado em 05/02/2019

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