segunda-feira, 11 de fevereiro de 2019

493.- Simples. Simplesmente, simplifique.



Com a perda da simplicidade

nos tornamos pesados,

falsos,

 desnecessários,

para os outros.


Sobrecarregamos

nossa cabeça

e o coração

com pedras,

material de construção

impróprias

 para o tipo de vida

que ansiamos.


 A multiplicidade

e a complexidade

nos pune

com o estresse

e o sentimento de desorientação,

e de perda.


Onde está a simplicidade

dentro das infinitas aberturas

do nosso ser, pensar e agir?


Se não estamos com ela,

quem está ao nosso lado,

percebe imediatamente.


Se estamos cheios de coisas supérfluas,

e vazios de nós mesmos,

em nada contribuiremos

com os outros.


Só somos complemento,

quando somos originais.


Tem tanta gente procurando

a simplicidade perdida.


Estamos todos de acordo,

que a simplicidade

é algo gostoso

que nos presenteia

com o sentimento da satisfação,

de unidade,

paz e serenidade.


A simplicidade é como

uma pena,

solta,

 de um pássaro,

leve,

a esvoaçar,

passeando,

por sobre a terra,

soprada,

pelos lábios dos anjos,

amparada,

antes de cair,

na inspiração

do poeta.


Ajudemo-nos

a reencontrar

a simplicidade.


Se reconhecermos

que da simplicidade precisamos,

como companheira diária,

tratemos de encontrá-la

ou de reencontrá-la.


Caso ela não nos acompanhe,

perdidos estaremos,

mais uma vez,

neste dia,

e frustraremos

nossos companheiros

de caminhada.


A simplicidade

do espírito de infância,

nasce da inocência,

da coerência,

da vivência,

dos dons recebidos

junto com a vida.


A vida que se ganha,

é a vida que se doa.


Não são necessárias a cobiça,

a ganância,

a vontade irracional,

de querer,

conhecer

e ter,

sempre mais.


Não é necessário adquirir,

gastar-se,

morrer,

de tanto trabalhar.


Se reencontrarmos

a simplicidade,

reencontramos a alegria

de ser

e de viver.


A simplicidade,

é a expressão

do que é uno e perfeito,

nasce na esfera do espírito,

das escolhas,

e do desapego das coisas,

e de nós mesmos,

do nosso ego

mal-educado.


O que leva a ganância,

de querer ter e ser,

cada vez mais

se o que temos,

a vida,

já é suficiente?


Quando aprendermos

as lições da simplicidade

teremos alcançado

o elevado grau

de perceber,

no natural,

o sobrenatural.


Experimente

estar,

aí,

sem cargas,

sem nada.



Eneas Paulo Budel Bogucheski

Atualizado em 11/02/2019

Atualizado em 15/01/2024.

eneaspb@gmail.com






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