Com a perda da simplicidade
nos tornamos pesados,
falsos,
desnecessários,
para os outros.
Sobrecarregamos
nossa cabeça
e o coração
com pedras,
material de construção
impróprias
para o tipo de vida
que ansiamos.
A multiplicidade
e a complexidade
nos pune
com o estresse
e o sentimento de desorientação,
e de perda.
Onde está a simplicidade
dentro das infinitas aberturas
do nosso ser, pensar e agir?
Se não estamos com ela,
quem está ao nosso lado,
percebe imediatamente.
Se estamos cheios de coisas supérfluas,
e vazios de nós mesmos,
em nada contribuiremos
com os outros.
Só somos complemento,
quando somos originais.
Tem tanta gente procurando
a simplicidade perdida.
Estamos todos de acordo,
que a simplicidade
é algo gostoso
que nos presenteia
com o sentimento da satisfação,
de unidade,
paz e serenidade.
uma pena,
solta,
de um
pássaro,
leve,
a esvoaçar,
passeando,
por sobre a terra,
soprada,
pelos lábios dos anjos,
amparada,
antes de cair,
na inspiração
do poeta.
Ajudemo-nos
a reencontrar
a simplicidade.
Se reconhecermos
que da simplicidade precisamos,
como companheira diária,
tratemos de encontrá-la
ou de reencontrá-la.
Caso ela não nos acompanhe,
perdidos estaremos,
mais uma vez,
neste dia,
e frustraremos
nossos companheiros
de caminhada.
A simplicidade
do espírito de infância,
nasce da inocência,
da coerência,
da vivência,
dos dons recebidos
junto com a vida.
A vida que se ganha,
é a vida que se doa.
Não são necessárias a cobiça,
a ganância,
a vontade irracional,
de querer,
conhecer
e ter,
sempre mais.
Não é necessário adquirir,
gastar-se,
morrer,
de tanto trabalhar.
Se reencontrarmos
a simplicidade,
reencontramos a alegria
de ser
e de viver.
A simplicidade,
é a expressão
do que é uno e perfeito,
nasce na esfera do espírito,
das escolhas,
e do desapego das coisas,
e de nós mesmos,
do nosso ego
mal-educado.
O que leva a ganância,
de querer ter e ser,
cada vez mais
se o que temos,
a vida,
já é suficiente?
as lições da
simplicidade
teremos
alcançado
o elevado
grau
de perceber,
no natural,
o
sobrenatural.
Experimente
estar,
aí,
sem cargas,
sem nada.
Eneas Paulo
Budel Bogucheski
Atualizado
em 11/02/2019
Atualizado
em 15/01/2024.

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