domingo, 16 de março de 2014

103.- Arte. As obras de arte sussurram que somos obra inacabada.







Vemos e admiramos

as obras de arte

como construções

perfeitas.







A arte é,

no momento,

expressão da beleza,

da perfeição, e também,

figuras e símbolos proféticos.







Toda obra de arte

é amostra

de como tudo deveria ser:

bela mensageira,

atraente e perfeita.









A arte

carrega todos os símbolos das perfeições

de um mundo que aguardamos.







Todo e qualquer tipo de arte

nos atrai,

provocando emoções

em nossas entranhas.







Toda arte

contém mensagens

daquilo que sonhamos

como ideal.







Toda obra de arte

é mensagem

de perfeição.







Fala-nos

do que ainda não foi,

alcançado por todos nós.







Grita-nos, alerta-nos

 de que temos muito a fazer

até que todas as nossas ações

e comportamentos

se encaixem

dentro do conceito

de arte.







A arte

está e existe

em quase todas as partes do mundo,

na natureza ecológica

e na nossa natureza humana,

nas nossas obras e principalmente,

na obra do Artista Maior, nosso Deus.







Estamos cumprindo

a ordem do Criador:



Administrem

e embelezem meu jardim.

Dominai

e embelezai a terra

e tudo o que ela contém.

Levem à perfeição

tudo aquilo

que possui capacidades

para evoluir. 







Tudo o que ainda não é arte,

possui potencial para ser.







Tudo o que ainda não é arte,

é culpa do atraso

provocado

por administradores

gananciosos.







De tanto perderem tempo

com interesses mesquinhos

e egoístas,

acabaram perdendo

o prazo da entrega das obras.







A arte

é tudo aquilo

que de mais bonito,

atraente e perfeito existe.







Não será a arte,

um símbolo,

uma mensagem do futuro,

para nós, no hoje da vida?







Porque a arte nos atrai?







Porque nos identificamos com ela.

Algo de nós mesmos está escondido

na obra inacabada que somos.





E nos envolvemos,

e nos emocionamos,

melancolicamente,

com qualquer coisa

boa, bonita, benfazeja.





A arte

diz,

sem nada dizer,

para chegarmos mais perto,

porque ainda estamos longe demais

para perceber os detalhes,

os pequenos detalhes

da perfeição.  







A arte,

na fisionomia das pessoas,

chamamos beleza.









A arte

nos monumentos de pedra,

bronze, aço, barro, madeira,

chamamos escultura.







A arte

nos relacionamentos afetivos,

carinhosos, entre as pessoas,

chamamos amor.









Sentimos falta da arte

quando deixamos

de nos relacionar com ela,

por um determinado tempo.









Se faz falta,

é importante.







Se a arte é virtual,

admiramos,

mas não satisfaz.









Queremos que a arte

seja concreta.









Desejamos possuir

objetos de arte.









Existe a real necessidade

de trazer arte

para a realidade vivida.







A arte

é uma mensagem

a ser decifrada.









Ela tem muito

a nos comunicar.









E nós temos muito

a escutar

e a ler nela.









Talvez a arte

seja já,

uma segunda ou até mesmo,

uma terceira dimensão

que teremos que alcançar

através dos passos da evolução.









A arte atrai.







Sim, a arte provoca-nos.









As obras de arte

questionam nosso comodismo,

cutucam a falta de empenho

em desenvolver os talentos

que deixamos dormindo

nos aposentos pequenos

da nossa vida sem ideais.









Como não são obras muito comuns,

são raras, frutos do esforço,

exige de cada um de nós,  

ir atrás,

onde elas se encontram.









Sair,

colocar o pé na estrada

andar,

ir atrás,

com suor, pesquisas

visitas, perguntas.











Mais mérito há,

quando decidimos,

e nós mesmos,

a construímos.









Vejam bem,

percebam que não é comum

corrermos atrás

do que não é bonito

e não é bom.









A arte atrai,

porque possui valores,

e se tem valores,

exerce atração.







Dentro de cada obra de arte

existem mais valores,

do que por fora.







Se ficarmos apenas

 na contemplação do exterior,

não extrairemos

todas as mensagens

nelas contidas.







Não é só na periferia,

na superfície

que existem mensagens.







Não queremos

só o passageiro,

o momentâneo.







Queremos sim,

sentir o prazer produzido

pelas sinfonias,

poesias,

obras de arte,

discursos memoráveis,

melodias inesquecíveis,

como algo que seja mais duradouro,

mais permanente,

desejo escondido,

do eterno.









O que desejamos,

no fundo mesmo,

é que estas emoções

nos projetem

mais para frente,

despertando ideais

de perenidade.









Na arte

procuramos perceber

que existe o lado de dentro

 das coisas.









O que é que está por trás

ou por dentro

de uma obra de arte?









Está uma vida inteira,

às vezes.









Na história

de uma obra de arte,

está a teimosia

ou a persistência

de um artista,

em terminar a obra

de tal forma perfeita

que só falta falar,

e cantar.









Não esqueçamos

que cada pessoa

é uma obra de arte,

idealizada pelo Criador,

para ser imortal.









Todos os textos publicados no Heipo’s World

procuram mostrar esta arte inacabada

que é o ser humano.







Procura mostrar

que atrás da aparência

do Heipo mendigo e andarilho

esconde-se o herdeiro

dos bens celestiais. 









Tudo o que é arte,

fala, grita,

sussurra

esperando, desejando,

sonhando ser reconhecida

e amada.









Toda arte

contém mensagens

de eternidade.









Contém elementos de beleza,

de harmonia,

de perfeição,

atributos divinos

esparramados

no jardim da Terra.









A arte é,

de certa forma,

algo do futuro

já presente no hoje.









É a arte perfeita

habitando

no mundo imperfeito.









É a arte,

avisando

que tem algo mais,

lá na frente.









Lá no futuro

já está pronta,

 uma galeria imensa,

onde caberá todos nós.









No momento,

toda obra de arte

é mensagem da perfeição,

elemento do futuro

já presente

no hoje

da nossa história.






Eneas Paulo Budel Bogucheski
Atualizado em 18/02/2017


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