A beleza e a bondade
são duas personalidades femininas
que ‘mexem’ conosco,
atraindo-nos,
provocando alterações
nos sentimentos
e pensamentos
e mudança
no comportamento.
Tantas paisagens, cenas,
cenários e canários,
montanhas, rios e mares,
cidades, prédios, construções,
filmes, livros, vídeos, fotografias,
pessoas, pessoas belas e bondosas.
Tudo e todos,
carregando elementos
de beleza e bondade.
Onde há beleza,
e bondade,
sob qualquer forma,
visível ou escondidas
nos sentimos agraciados
e valorizados...
... quando percebemos
e curtimos.
Somos pessoas afortunadas.
Dentro de cada um de nós,
existem antenas sintonizadas
para a bondade e a beleza
das coisas e das pessoas.
Veja, sinta e perceba que você possui estas capacidades. Chamamos isto
de dom.
Dom recebido e vivenciado é bom.
Dom recebido e ignorado
é potência e energia
não explorada.
São capacidades
que nos enchem de entusiasmo,
e que nos dão a sensação
de que somos ricos, milionários.
E como é bom
fazer estas experiências.
Existem dois tipos de belezas
na mulher e no homem.
Uma é interior
e a outra exterior.
A beleza exterior
atrai e semeia lembranças.
A beleza interior cativa.
Faz nascer e crescer o amor,
e semeia sementes de motivações.
Sinto-me gente
quando de repente
olho na minha frente,
e cheio de espanto me encanto
com as belezas que vejo:
belezas estonteantes:
as crianças, vivas e transparentes,
as mulheres, vivas e sedutoras,
as mulheres, vivas e sedutoras,
os homens, fortes e alegres.
Belezas vivas
das árvores,
dos rios, montanhas,
animais, pássaros,
nuvens e sons.
A natureza,
esta estonteante beleza,
diante da qual
ajoelho-me
qual menino grato
por um punhado de balas.
A beleza é
este conjunto de elementos
que agregam valores
em torno da unidade.
Uma única realidade
composta por cores, formas,
curvas, altura,
redondeza e charme.
Atrai
porque é
"uma" unidade,
composição
de vários
elementos
enriquecedores.
Na simplicidade
há mais cargas e charme.
A simplicidade é fecunda,
tem seiva e raízes.
A superficialidade
é vazia e passageira,
sem raízes, sem vitaminas.
Um pouco de beleza
produz um vulcão
dentro deste forno em brasa
no qual me transformo.
Deem-me um pouco de beleza,
por favor
e mantenham-me vivo
para sempre.
Jamais esquecemos
as coisas boas e belas.
Precisamos deste combustível
que nos transforma em adoradores,
em amantes,
em irmãos de todas as criaturas,
regressando à infância
da inocência original.
Que nossa face
se mantenha com expressões de alegria
e caminhe de mãos dadas
com as ‘tias’ Simpa-tia e a Empa-tia.
Nossos olhos,
abrimos naturalmente todos os dias
para ...
para contemplar
as belezas e as bondades existentes.
Somos mais facilmente atraídos
por aquilo que agrega mais valores.
Não fixamos tanto o olhar
nos defeitos e imperfeições
ainda existentes.
Nossos olhos
possuem a tendência
a desempenhar a função
de canais de entrada.
Se fixarmos o foco nestes valores,
teremos os tesouros
que enriquecem nossa vida,
cada vez mais.
Muitas outras pessoas,
como nós, possuem olhos perfeitos
e não contemplam tudo isso.
O dom existe. Apenas não foi ativado ainda.
Possuem os olhos bons,
sem lentes e sem óculos,
e não veem.
Esta indiferença
deixa-nos tristes.
E sabemos quantos não enxergam,
por problemas físicos ou doenças.
Ver as belezas,
é estar capacitado
a ler as cartas de dedicação
do nosso Pai
por cada um de nós.
Ver assim
é uma forma de agregar valor.
Angustio-me
quando passo perto de pessoas belas,
cheias de saúde, perfeitas,
andando e correndo nas estradas da vida
para manter a forma,
porém, com seus semblantes fechados
e carrancudos
transmitindo mensagens
de quem ainda não encontrou
o espelho na vida.
Aí então tenho vontade de dizer:
complete a sua maquiagem
com um sorriso nos lábios
e um brilho no teu olhar.
Atentos ao belo e à bondade
procuramos nos jardins, as flores.
Andando e correndo,
junto conosco,
espíritos fechados,
tristes, a se esgotar,
sem saber para onde ir,
nem para onde direcionar o olhar.
Qual preparo físico ou espiritual
incentiva a alegria de viver?
Talvez olhar para cima.
Com certeza, olhar para fora.
Adquirir hábito
de não perder o nascer do sol
ou admirar e sol indo dormir,
pintando e enfeitando o horizonte
no entardecer.
O sol é um grande elemento,
nosso grande amigo,
que vem clarear,
distanciando a noite que nada deixa ver, escondendo muitas outras
belezas,
que amanhã deixará ver.
O sol, com sua grandeza
e sua sabedoria,
mantém-se suficientemente longe
para não nos queimar
e suficientemente perto
para nos aquecer.
Ele vem todos os dias,
vem para nos ajudar,
para facilitar nosso olhar,
feito para o dia, para as luzes,
para a contemplação das belezas.
E olha que o sol mora meio longe de nós.
Mesmo assim giramos em torno dele.
Tudo o que existe de bom,
de belo e de grande
fora de nós mostra
e demonstra
que o que há dentro de nós
é maior ainda,
como a nossa capacidade
de olhar tudo isso
e de curtir a sensação gostosa
de saborear todas estas maravilhas.
Imagine a falta do Sol em nossa vida.
Como seria?
Uma viagem maravilhosa nos espera.
Quem não gosta de viajar?
Por que é gostoso viajar?
Você já imaginou viajar
de olhos fechados?
Vivamos então
com todos esses elementos bons
que existem dentro de nós,
e fora também.
Atendamos a esta vontade
de viajar
que carregamos dentro de nós.
E valorizemos
todos estes elementos
internos e externos.
Sejamos sábios.
Agregar valores
é aumentar as possibilidades.
Vivamos de acordo
com o que há de mais excelente em nós.
Cultivemos
o que há de bom dentro
de cada um de nós.
Concentremo-nos
nas possibilidades.
Nós temos mais
do que dez minutos para viver.
Valorizemos cada instante da vida.
Quase tudo o que nós vemos é colorido.
Se cada um de nós
valoriza as cores
e tudo o que é colorido,
como nossos amigos
nos valorizariam mais
caso tivéssemos esta preocupação
de colorir a vida deles
quando estivéssemos com eles.
Não somos pintores.
Alguns são.
Se não temos todos os talentos
dos artistas pintores,
temos em nós, um artista escondido,
capaz de colorir a vida das pessoas
que convivem ao nosso lado.
Podemos sim, colorir a nossa vida
e a nossa viagem.
Decidamos aplicar esta arte
em nossa vida:
a arte de colorir a vida dos outros.
Andemos com lápis de cor
nas mãos e na língua.
Decoremos frases fortes,
motivadoras, enriquecedoras
e repitamos continuamente,
enxertando-as na nossa cabeça.
Exploremos todas as potencialidade
e capacidades que temos,
como algo que ganhamos de presente,
talvez ainda guardados
ou escondidos e que não vestimos ainda.
Existem sim, muitas qualidades
que conquistamos pelejando a vida inteira
para integrá-las nosso jeitão próprio de viver.
Mas há também outra realidade.
Nas andanças e correrias da vida,
muitos de nós acabamos perdendo
nossa verdadeira personalidade.
Nos solavancos das estradas,
caiu nossa imagem original.
Quando perdemos a original,
compramos máscaras.
Quando perdemos nossa originalidade,
não gostamos que nos vejam como somos.
Nosso eu profundo
vestiu roupagens
da cultura da moda.
Os ídolos da moda são frágeis,
quebradiços e enfermos.
É uma triste realidade
sentir-se perdido,
sem o convívio alegre e festivo
com o nosso eu verdadeiro.
Recuperemos
nossa originalidade.
Há uma alegria duradoura
nesta conquista.
Reativemos a bússola
para os ideais que nos inspiram.
Ainda há tempo.
Estamos vivos.
Tratemos a nós mesmos
e os outros pela inspiração
do bom humor.
E o espelho revelará a vida
e tudo o que nos circunda,
com arte e bom humor.
Estejamos atentos
a todas as maravilhas
das coisas comuns.
Nelas há beleza e bondade.
Adquirir a ciência de observar
a beleza e a bondade,
em tudo e em todos,
pode ser a fonte de mudanças.
Deixe-se seduzir.
Pode ocorrer uma mudança para melhor.
Eneas
Paulo Budel Bogucheski
Atualizado
em 20/02/2016.
eneaspb@gmail.com
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