Conhecer
o egoísmo, esta potência humana, é condição de sucesso ou fracasso existencial.
Egoístas
nascemos.
Egoístas
crescemos,
e
às vezes, egoístas morremos.
A
nossa promoção de animais
para
humanos
dá-se
através da superação
dos
nossos instintos básicos
pelo
domínio da nossa capacidade racional, afetiva e espiritual.
O
maior em qualidade
deve
ter o comando
sobre
o menor em possibilidades.
Se
a nossa natureza bruta é animal.
Se
nossa natureza educada é humana.
Falta
ainda alcançar
a
natureza divina, a perfeita.
Temos
consciência da nossa evolução
em
direção à perfeição.
Nossa
consciência
está
subordinada
a
uma escala de valores,
comuns
a todos nós,
irmãos
que somos.
O
natural da vida
é
usarmos todas as nossas capacidades
para
crescermos
e
ajudarmos os outros
a
crescerem e atingirem
a
estatura de filhos do Deus Pai eterno.
Temos
um personagem
que
foi referencia e modelo,
e
se apresentou a nós,
dizendo:
Eu sou o caminho, verdade e vida.
Não
perderemos
nossa
condição original
de
desobediência egoística
se
não seguirmos o modelo
Jesus
Cristo.
Domar
o egoísmo
exige
a decisão
por
um estilo de vida altruísta,
que
requer atenção
e
policiamento constante
em
nossa maneira de ser, pensar e agir.
O
egoísmo
é
causador de confusão e desordem.
Não
permite
que
se enxergue a si mesmo
como
servidor.
O
egoísta
não
percebe,
que
tudo o que é e que tem,
veio
através dos outros.
O
egoísta
inverte
os papéis:
o
maior é aquele que serve,
não
o que é servido.
Em
vez do bem a fazer,
está
atento aos benefícios a usufruir.
O
egoísta
é
um míope, um aluno da vida,
em
constante reprovação,
pois
permanece na condição
de
quem está com o umbigo
ainda
atado.
Daí
a preocupação constante
com
o próprio umbigo,
seu
mundinho fechado.
Anestesiado,
sob
o efeito do sangue suga,
o
egoísta não sente a dor,
mas
não curte a alegria.
É
um embalsamado,
como
uma múmia.
Quem
olha para si,
não
ilumina o mundo.
Fechado
em si,
não
se abre para o mundo.
Fechado
em si,
constrói
e fortalece
sua
própria prisão.
Os
egoístas,
de
tão egoístas,
possuem
as suas próprias fronteiras.
Escolhem
seus próprios limites.
Usam
óculos curvilíneos.
Quando
se escapa destas fronteiras,
entra-se
no clima da fraternidade universal.
Aí
não há mais fronteiras.
O
egoísta
é
possuidor de uma personalidade
marcada
pelo resmungo,
porque
nada recebe.
Nada
recebe
porque
se mantém
com
as mãos fechadas.
Dá
a impressão
que
os egoístas
querem
ocupar o lugar do próprio Deus,
pois
que desejam ser admirados,
cultuados,
servidos,
bajulados,
e escutados.
A
auto suficiência
leva-os
a prescindirem
do
Pai Salvador.
O
egoísmo
gera
a morte
e
tudo mais que a ela se relaciona.
O
contrário,
o
amor é aquela qualidade
que
concentra a atenção fora de si.
Esta
atitude provoca a saída
em
direção à vida
e
tudo o mais que a ele se relaciona.
Fechar-se
em si mesmo,
causa
a própria perdição,
pois
que o ser humano
não
é o seu próprio modelo,
nem
o seu próprio fim.
Ninguém
é modelo
para
si mesmo.
Quem
tem a si mesmo
como
referência,
acaba
ficando sozinho.
O
egoísta
não
presta atenção aos demais,
por
isso não percebe suas carências
ou
necessidades.
Achamos
importante
conhecer
estes aspectos
da
nossa personalidade
para
saber como escapar
das
armadilhas que ele nos prepara.
Outros
escritores escreveram sobre o egoísmo.
Transcreveremos
algumas citações:
O egoísmo
é resultado
da miopia
intelectual.
Ruy Barbosa de
Oliveira
Entramos
irrevogavelmente
em um caminho
que nos levará às
estrelas.
A não ser que,
por uma monstruosa
capitulação ao egoísmo
e à estupidez,
acabemos nos
destruindo antes disso.
Carl Sagan.
Procurar apenas
o proveito próprio
em tudo só traz
aborrecimentos.
Aborrecimento é o
sintoma do egoísmo.
Confúcio
O amor ao nosso Pai
do céu
produz santos e
mártires.
O amor aos
semelhantes
aponta os cientistas
e sábios.
O egocentrismo, ou o
egoísmo
só abre caminho aos
inúteis.
Aloísio Derossi Costa
Enquanto o ser humano
estiver centrado em
si mesmo,
encerrado nos muros
do egoísmo,
será vítima
das próprias
armadilhas.
Ignácio Larrañaga
Somente a admiração
é capaz de tirar o
ser humano
do isolamento
egocêntrico
e libertá-lo das auto
complacências
e auto suficiências.
É condição primária
ser livre de si mesmo
para poder admirar e
adorar.
Ignácio Larrañaga
Para poder amar,
a primeira condição
é não amar-se
desordenada
e exclusivamente a si
mesmo.
O que se opõe ao amor
é o egoísmo.
Os filhos do egoísmo
são:
o orgulho, o ódio, o
ressentimento,
o rancor, a vaidade,
a inveja,
a vingança, o tudo
para mim
e nada para você,
o desejo de
apropriação,
a arrogância, a
agressividade,
a tensão e o medo.
Estes são os
instintos selvagens
que lançam irmão
contra irmão,
separam, escurecem,
obstruem
e destroem o amor e a
unidade.
Inácio Larranaga
Importa à pessoa
humana
estender o olhar para
fora de si
a fim de descobrir as
dimensões
do mundo e concluir
que todo ele
não se pode curvar
diante de uma das
suas pequeninas parcelas.
Dentro deste ponto de
vista,
não há lugar para o
egoísmo
e ninguém pretenderá
polarizar
as atenções de toda a
humanidade,
para os seus casos
particulares.
Que é afinal, a vida
de cada um
senão esse período de
tempo
que lhe é dado para
conseguir
sua própria
destinação temporal e eterna, criando, ao mesmo tempo,
condições favoráveis
para que os outros
também o consigam.
É justamente este o
critério
que estabelece as
grandes diferenças
observadas nas
reações dos homens,
sempre que é
atingido,
irremediavelmente seu
pequeno mundo.
Aloísio Derossi Costa.
Vocês
perceberam que nós,
humanos,
somos naturalmente egoístas.
Muita
gente acha que é mesmo,
natural
que seja assim.
Mas
não é.
É
uma doença curável.
Tratável.
Tem
cura.
Vejamos
alguns remédios, vacinas, cirurgias...
Todas
as realidades que existem fora de nós funcionam como “acenos”, convites, iscas,
chamadas, advertências, sinais,
atrações
e seduções,
para
nos tirar de dentro de nós mesmos, insistindo que olhemos,
escutemos,
prestemos atenção
no
que está fora de nós.
Uma
das grandes sínteses,
facilitadoras
e libertadoras da vida
é
saber que somos naturalmente egoístas
e
sobrenaturalmente anjos.
Todo
o esforço para alcançar a maturidade
leva
a libertar-nos da limitação do ego.
Se
permanecermos egoístas
ficaremos
sempre na dimensão humana.
Se
permanecermos egoístas,
acabaremos
com a extinção desta espécie,
pois
a dimensão divina
exige
a superação deste instinto
que
é mais de natureza animal que humana.
A
passagem para a natureza divina
supõe
a ultrapassagem deste limite
ou
desta fronteira.
O
Cristianismo
possui
a fórmula,
a
receita médica,
quando
recomenda
amar
o próximo
como
a si mesmo,
fazendo
do serviço
ou
do agir em favor do próximo,
o
remédio contra o egoísmo.
A
cura
é
obtida com a realização
de
si mesmo.
“O cristão maduro,
domador do egoísmo,
é um cavaleiro da
esperança.
Ele sabe que o fim da
história é feliz
e já foi mostrado e
garantido
pela Ressurreição do
Jesus Cristo.
Sabe do seu futuro
absoluto:
ser assumido pelo
Paizinho dos céus,
de forma semelhante
como Jesus Cristo foi
assumido.
A máxima felicidade
do seu eu
é extrapolar e
encontrar-se aceito
na profundidade do Tu
divino.
Isso vem significar
concretamente
para a nossa situação
terrestre:
só a situação
abraâmica
de quem larga tudo,
se aliena e se perde
no outro
garante a verdadeira
hominização.
É no sair de si, no
aventurar-se
que se encontra e se
ganha
a casa paterna.
Se quiser ficar,
egoisticamente,
em casa e morar em si
mesmo,
a pessoa humana perde
o lar
e seu próprio eu”.
Leonardo Boff.
Concluímos que temos as capacidades especiais
de discernimento para avaliar nossas atitudes, e estamos interessados na nossa
promoção para o próximo estágio.
Conhecer-se a si mesmo
é o princípio da Sabedoria.
Sócrates
Eneas
Paulo Budel Bogucheski
Atualizado
em 23/02/2016.
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