É a falta da água,
que nos deixa com
sede,
que motiva buscar a fonte.
As
carências,
percebidas,
impulsionam
a
busca do que falta.
Carência
não
percebida
produz
anemia.
Anemia
não tratada, mata.
Se
falta,
existe
algo
que é alimento,
que é virtude,
que é resposta,
que está lá para ser procurado
que
está lá para ser encontrado.
Se existe a falta.
Existe aquilo que completa.
Foram os desvalores,
os melhores
professores,
curadores das
anemias.
Foi a falta de amor
que sentimos na nossa
vida
que nos transformaram
em humanos
apaixonados.
Foi
a indiferença
que sentimos,
nas atitudes de
distanciamento
e olhares desfocados,
que nos tornaram
mais sensíveis aos
outros.
Foi a injustiça
com que nos trataram
que despertaram
sentimentos de
respeito
e dignidade
nas relação com os
outros.
Foi a humilhação
que experimentamos
em muitas situações
da vida
que nos ensinaram
a ser mansos
e compreensivos.
Foram os momentos
em que sofremos
agressão e violência
que aprendemos,
e decidimos ser
mansos.
E foram os erros que
cometemos,
que causaram
divisão dentro de nós,
que nos ensinaram
a buscar a unidade e
a paz.
Foi o barulho,
a agitação,
a pressa, o estresse
que nos tornaram
amantes do silêncio.
Foi a falta da
oração,
que nos mantinha
vazios, ocos, furados
que nos conduziram
para o encontro.
Foi a falta do Jesus
Cristo Eucaristico
que nos mantinha
famintos da eternidade,
que nos fez entrar no
caminho da fé.
Foi a falta de
encontro
com a palavra divina,
que nos mantinha sem
norte e sem sul,
que fez nascer a
decisão
de buscar e amar
o nosso Pai
acima de todas as
coisas.
Foram os desvalores,
os melhores
professores.
Foram as carências
que impulsionaram
a busca do que
faltava.
Eneas
Paulo Budel Bogucheski
Atualizado
em 23/02/2016
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