domingo, 2 de março de 2014

78.- Essência. Essencial. Se o essencial é invisível aos nossos olhos, como e onde vamos encontrá-lo?




 

 

„O essencial

é invisível aos olhos“.

Antoine de Saint-Exupèry.

 

 

Já nos desgastamos demais

correndo atrás de tantas coisas.

 

O que é que nos fez bem,

desde que nascemos?

 

Quais são os valores

que nos tornaram o ‘bem’

que hoje somos?

 

Já temos sabedoria suficiente

para avaliar

o que nos é essencialmente vital.

 

Hoje, ainda somos muito humanos.

Porém, essencialmente, somos mais divinos

do que humanos.

 

O humano que somos,

esconde o divino

no qual nos tornaremos.

 

É a essência divina

que já reside em nós

que cria as condições

para evoluirmos,

e conquistarmos mais qualidades,

e nos abrirmos para “algo mais”.

 

Na lógica,

a natureza bruta,

só humana,

nos mantém

na esfera

das experiências egoístas.

 

Divinamente,

somos seres amáveis,

evoluídos.

 

Humanos, curiosos, insatisfeitos,

com tanta coisa à nossa volta

e à nossa disposição,

ficamos confusos

e desorientados.

 

A verdade

é uma das coisas essenciais da vida,

agrada e agrega.

 

A mentira não agrada.

Não agrega.

 

A multiplicidade

de aberturas e oportunidades,

de profissões e diversões,

de cardápios e livros,

de buscas e encontros

e de caminhos alternativos

desviam-nos das nossas metas

e dos nossos ideais essenciais.

 

E aí, às vezes, nem percebemos

que estamos meio perdidos.

 

Achamos que é assim, natural,

e nos acostumamos com pouca coisa,

com poucas emoções, poucas alegrias,

reduzindo potencial,

esvaziando o andar

da poesia. 

 

O essencial

deixa de ter importância

ou passa despercebido.

 

Os interesses humanos

no dia a dia,

as tarefas múltiplas,

o barulho,

as preocupações

de múltiplas categorias

anestesiam nossas aspirações,

atrofiam nossa visão,

ensurdecem os ouvidos,

sufocam a sensibilidade,

afogam os altos ideais

nos pequenos riachos

de pouca profundidade.

 

Quase perdemos

a identidade pessoal.

 

Quase perdemos o gosto

pelos valores permanentes e absolutos.

 

Quase perdemos a órbita.

 

 

E a vida

quase fica sem importância.

 

Quase perde seu brilho.

 

E perde, perde sim,

cargas de valores.

 

Felizmente somos humanos,

abertos.

 

E porque somos abertos,

recebemos.

 

E tudo o que recebemos,

repassamos.

 

Nossos bens são universais.

 

Servem para todos.

 

Guardar

é próprio dos egoístas.

 

Quando crianças,

é próprio e natural este defeito.

 

Quando adultos,

aprendemos a partilhar.

 

Quando nascemos,

recebemos um pacotinho de sementes.

 

E semeamos por onde andamos.

 

Das sementes plantadas

a maioria produz frutos.

 

E colhemos frutos.

 

E de novo semeamos.

 

E damos mais frutos.

 

Assim é a vida,

cumprido uma missão.

 

Certamente já tomamos conhecimento

de que a vida é importante.

 

Sobre o essencial,

há uma frase famosa do escritor

Antoine de Saint-Exupèry.

 

É apenas com o coração

que se pode ver direito;

o essencial é invisível aos olhos“.

Antoine de Saint-Exupèry.

 

Aquilo que é essencial

está dentro da dimensão invisível.

 

Não percamos tempo com ilusões,

com aquilo que não retribui valor.

 

Descartemos as capas

e as máscaras inúteis.

 

Revistamo-nos

da verdadeira personalidade,

equipado com as qualidades

que o Heipo revela existir

em todas as pessoas.

 

Apliquemos nossos talentos

na busca e na conquista

dos valores que germinam o eterno.

 

Busquemos sem descanso

o Caminho, a Verdade e a Vida.

 

Apeguemo-nos ao essencial.

 

A coisa mais importante na

vida é saber o que é essencial”.

H. L. Mencken.

 

Primeiro o essencial,

significa organizar

e executar

suas prioridades essenciais.

Significa viver

e ser conduzido

pelos princípios

que você mais valoriza,

não por agendas

e forças à sua volta”.

Stephen R Covey.

 

 

As coisas essenciais

têm prioridade

sobre as que são meramente importantes,

de modo que as coisas importantes

só serão tratadas se forem essenciais”.

Luis J Halle.

 

Quanto mais envelheço,

mais sabedoria encontro

no antigo ensinamento

de fazer primeiro as coisas essenciais,

um processo

que muitas vezes

reduz os problemas humanos

mais complexos

a proporções desejáveis”.

Dwight D. Eisenhower

 

Achamos que essencial

seja tudo aquilo que enriquece

e dá brilho e motivação ao existir.

 

Então, o amor

é uma das ‘coisas’ essenciais da vida.

 

Todos estamos capacitados

com esta ferramenta.

 

Basta ativá-la

para transformar tudo

o que está à nossa volta.

 

O essencial

é investir todas as fichas

no modo de ser e existir

fundamentado nas leis do amor.

 

O amor

é essencial para o ser humano.

 

Outro elemento essencial

é a busca da unidade pessoal,

a integração

de todas as faculdades

e capacidades humanas

que nos unificam e plenificam.

 

Veja o exemplo do nosso corpo humano:

Tantos membros: cabeça, cérebro, braços, pernas, rins, fígados, coração, pulmão, estomago etc., pensamentos, imaginação, sentimentos, emoções, alegria, tristezas ... tudo dentro de uma única personalidade.

 

Quando tudo está em harmonia,

temos a saúde.

 

Falta algo,

a doença aparece.

 

Com bom humor,

há alegria.

 

Com estresse, raiva, tristeza,

aparecem desequilíbrios, amarguras, explosões,

divisões e desastres.

 

Perceba a importância

do equilíbrio e as boas consequências

que a unidade produz na

vida das pessoas.

 

Viu?

Só a Verdade

te promoverá

para outros níveis,

e outras dimensões.

 

Sabedoria

é procurar construir

uma filosofia de vida

baseada nestes três elementos essenciais:

Amor – Unidade – Verdade.

 

Voltaremos em outros oportunidades

com mais essência sobre os três temas.

 

Eneas Paulo Budel Bogucheski

Atualizado em 21/02/2016

eneaspb@gmail.com

 

Publicado no blog Heipo World em 28/08/2014 

e atualizado em 21/02/2016. Atualizado em 18/06/2024.



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