quarta-feira, 12 de março de 2014

93.- Espírito. Somos humanos subordinados à lei do envelhecimento. Rejuvenescemos subordinados à lei do Espírito.





 

Neste jeito de andar,

e nas estradas da vida,

nosso corpo vai desgastando

e a sabedoria vai amadurecendo.

 

 

Como pedra bruta,

o tempo e a vida,

os personagens

e suas ferramentas,

vão tirando lascas

e vão transformando-nos

em estátuas quase perfeitas,

que chegam a falar,

chorar

e

amar.

 

 

Nosso perfil humano

e as nossas ações

falam muito da nossa humanidade,

da nossa maneira de viver

como natureza humana.

 

 

Não podemos esquecer

que há mais uma natureza escondida

atrás da natureza humana.

 

 

É a natureza divina.

 

 

Atrás da aparência

do Heipo mendigo,

andarilho e terráqueo,

há a verdadeira personalidade do Heipo,

herdeiro dos céus, celestial.

 

 

Nossos valores interiores

emitem conceitos,

através das nossas palavras,

demonstrando que somos mais

do que aparentamos.

 

 

 A não ser que nossos relacionamentos

e as trocas de palavras

sejam vãs e infrutíferas.

 

 

Envelhecendo,
nos preparamos
para um estilo de vida
eterno e imortal.

 

 

Se lermos a vida

e tudo o que dentro dela contém

através deste ponto de vista,

certamente conquistaremos a sabedoria.

 

 

Sabedoria

que é algo mais

do que simples conhecimento.

 

 

Sabedoria

que é conhecer a origem

e a finalidade da vida,

contemplando as dimensões

de profundidade e verticalidade,

levando ainda em consideração

o contexto todo do universo

nas duas dimensões visíveis e invisíveis.

 

 

A tendência do ser humano

é permanecer apenas na dimensão

do mundo visível e na dimensão horizontal,

onde tudo o que acontece

cai dentro da nossa visão

e sentidos orgânicos.

 

 

Nesta dimensão

está a rotina

que atua como

fator anestesiante

e acomodante.

 

 

 

Mas há algo mais do que só isso.
 

Há profundidade a ser pesquisada.
 

Há a verticalidade a ser considerada.
 

Há o vasto mundo desconhecido
e inexplorado, o mundo invisível.

 

 

Se não considerarmos estas dimensões,

estaremos ignorando

que dentro do vazio visível,

pode estar um cheio

de valores invisíveis.

 

 

Desde que nascemos

estamos vivenciando

um processo de envelhecimento lento,

gradativo e degenerativo

na nossa parte biológica e material.

 

 

Algumas coisas em nós

estão a morrer.

 

 

Outras coisas em nós,

estamos a matar.

 

Matamos quando ficamos

apáticos e indiferentes

a estas outras dimensões

ou outros mundos.

 

 

Existem advertências e avisos,

profecias e poesias,

beliscando a sensibilidade,

para não falecer.

 

 

Numa determinada data,

um ponto final

na frase da nossa vida,

e no relógio do nosso tempo,

registrará um último suspiro.

 

 

Nada mais existirá

da nossa presença material

neste mundo.

 

 

Até o pó,

que dos nossos ossos sobrarem,

desaparecerão.

 

 

Permanecerá,

por um tempo,

as lembranças de quem fomos,

na memória dos nossos parentes

e amigos mais próximos.

 

 

No entanto,

não obstante

e milagrosamente,

estaremos confiantes,

apegados nas promessas

endereçadas aos que aceitaram

vivenciar os princípios da fé,

frutos do esforço

e da decisão

pessoal.

 

 

Estes elementos

estão na dimensão

da verticalidade

e da profundidade.

 

 

Estamos paradoxalmente

e simultaneamente

vivendo um outro processo

de evolução,

lenta,

gradativa,

sem limites,

sem barreiras,

sem limitações,

que vai até o infinito

dentro do campo do crescimento.

 

 

É a dimensão não visível,

de um futuro

do qual estaremos fazendo parte

como material imaterial

e invisível,

mas eterno.

 

 

Envelhecer,

nesta visão,

é caminhar para a plenitude

do desenvolvimento

ao qual estamos aptos

a conquistar.

 

 

Este é um processo

de aquisição de potencias

que jamais deixarão de existir,

através das nossas capacidades espirituais.

 

 

Envelheço e rejuvenesço.

 

  

Quando esta semente
desaparece,
ou morre,
aparece
nova forma
de vida.

 

 

Será a semente,
um símbolo,
uma mensagem
desta transformação?

 

 

Envelheço e rejuvenesço

simultaneamente

naquilo que sou neste mundo

e naquilo que potencialmente

poderei ser no outro mundo.

 

 

Algo fica.

Mas não fica para sempre.

 

 

Algo vai.

Mas vai, vai para sempre.

 

 

Algo que hoje é imaterial,

as potencialidades cognitivas,

afetivas e espirituais,

talvez passarão

a ser a nova maneira de ser

um novo ser,

uma semente que brota,

explode

e se torna um novo,

um novo ser vivo,

que viverá

para sempre.

 

 

Se será assim, não sei.

Mas se for assim, já estou ensaiando.

 

 

Já sou muito mais do que fui.

 

 

Já deixei de ser aquilo

que não quis que eu fosse.

 

 

Semeei, plantei, replantei

e cultivei aquelas pérolas,

aqueles ‘bens’ que no futuro

poderá ser um tesouro

a ser Infinitamente esbanjado.

 

 

Será, de alguma forma,

a minha maneira de ser,

imortal.

 

 

É para lá que vou.

 

 

É para lá
que estou arrumando as malas.

 

 

Tá com inveja?

 

 

Faça o mesmo.

 

 

Tchau e até breve.

 

 

Caríssimo amigo, você poderá ler nestas últimas frases e questionar se tudo isso é apenas linhas escritas para compor um texto, montagens literárias, revelações ou uma profecia.

 

Seja como for, como autor destas reflexões coloco nelas toda minha esperança. 

 

Neste estilo de vida, vivi como Heipo. Te confesso que foi muito melhor, pois enchi de vida e esperanças meus dias de envelhecimento nesta terra.

 

 

Se cultivei essa esperança

e com essa esperança adormecerei,

espero acordar rejuvenescido.

 

 

Eneas Paulo Budel Bogucheski

Atualizado em 29/02/2016. 

eneaspb@gmail.com 




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