O escritor, ao
escrever, se expõe.
O leitor,
em silêncio,
sem buzina,
ao ler,
se compara,
se examina
e decide
continuar
ou mudar
seu rumo.
Se o escritor
se expõe ao sol,
se queima.
Já sabe as consequências.
Se gosta do sereno da
noite,
umedece e lubrifica a
pele.
Escolhe as consequências.
O escritor
que escreve,
se expõe.
O leitor que lê,
ativa o senso
crítico.
Ao exercer o senso
crítico
revela quem fala:
ou é a razão ou é o
coração;
ativa o julgamento
ou ativa a
compreensão.
O escritor pode
engordar,
se recebe elogios.
O escritor,
possivelmente,
receberá censuras.
O escritor,
se ficar abalado,
poderá desistir
e enterrar seus
talentos,
sua sensibilidade,
sua maneira
de ver as pessoas,
de ver o mundo,
de ver a verdade
de ver e a mentira,
pode enterrar suas
ferramentas,
pode aprisionar sua
liberdade,
e pode suicidar toda a
humanidade.
O escritor,
se for missionário,
receberá com alegria
os comentários e
sugestões.
Se for maduro,
vai preferir ser
criticado
a ser elogiado.
Se elogiado,
correrá o risco
de engordar o ego.
Os e-feitos
colaterais
tenderão a prejudicar
seus feitos.
Criticado,
avaliará
e consertará
o que não
corresponder
à verdade.
Vai procurar
compreender
mais do que ter
convicções
de que foi entendido.
Expor-se,
hoje em dia,
é uma grande virtude.
Tantos possuem medo
de abrir
e revelar
o mundo misterioso
que é.
Expor-se,
hoje em dia,
é missão muito
difícil.
Exige maior conhecimento
de si mesmo, do que
qualquer outro tipo
de cultura.
Exige coragem
para ficar
em frente do espelho
e perceber que,
o que aparece
não corresponde
ao que não aparece.
Compartilhe com
alguém
os tesouros que você
carrega
dentro do vaso que
você é.
Você se enxerga
como vaso de barro,
vaso de porcelana,
vaso de chumbo,
vaso de prata
ou vaso de ouro?
Você enxerga como
humano,
a história dos
humanos?
Dá para avaliar sim,
se você sabe
o que está cultivando
lá dentro
do teu vaso.
A
tendência à depressão e ao pessimismo é fruto da teimosia dos seres humanos em
ficarem recordando ou presenteando-se com o que há de menos bom naquilo que
fizeram e foram, naquilo que somos agora.
A
tendência ao entusiasmo, à alegria e à fartura de boas companhias deve-se ao
fato de as pessoas que estão à nossa volta, estarem convivendo com uma
personalidade simpática, animada, extrovertida, alegre e otimista. Alguém que
se conhece e reconhece como portadora de virtudes e talentos... e de
esperanças.
Acorde os talentos
que estão dormindo
ou acomodados.
Percebes a diferença?
- A sabedoria
está em trocar
hábitos
que reduzem nosso
potencial
por hábitos
que amplificam
as coisas boas que
pensamos,
somos e planejamos.
Eneas Paulo Budel Bogucheski
Atualizado em 12/03/2016.
eneaspb@gmail.com
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