domingo, 16 de março de 2014

101.- Escritor. Expor-se ou esconder-se? Correr o risco ou omitir-se? Arriscar-se ou morrer na areia movediça?



O escritor, ao escrever, se expõe.

 

O leitor,

em silêncio,

sem buzina,

ao ler,

se compara,

se examina

e decide

continuar

ou mudar

seu rumo.

 

 

Se o escritor

se expõe ao sol,

se queima.

 

Já sabe as consequências.

 

 

Se gosta do sereno da noite,

umedece e lubrifica a pele.

 

Escolhe as consequências.

 

 

O escritor

que escreve,

se expõe.

 

 

O leitor que lê,

ativa o senso crítico.

 

 

Ao exercer o senso crítico

revela quem fala:

ou é a razão ou é o coração;

ativa o julgamento

ou ativa a compreensão.

 

 

O escritor pode engordar,

se recebe elogios.

 

 

O escritor,

possivelmente,

receberá censuras.

 

 

O escritor,

se ficar abalado,

poderá desistir

e enterrar seus talentos,

sua sensibilidade,

sua maneira

de ver as pessoas,

de ver o mundo,

de ver a verdade

de ver e a mentira,

pode enterrar suas ferramentas,

pode aprisionar sua liberdade,

e pode suicidar toda a humanidade.

 

 

O escritor,

se for missionário,

receberá com alegria

os comentários e sugestões.

 

 

Se for maduro,

vai preferir ser criticado

a ser elogiado.

 

 

Se elogiado,

correrá o risco

de engordar o ego.

Os e-feitos colaterais

tenderão a prejudicar

seus feitos.

 

 

Criticado,

avaliará

e consertará

o que não corresponder

à verdade.

 

 

Vai procurar compreender

mais do que ter convicções

de que foi entendido.

 

 

Expor-se,

hoje em dia,

é uma grande virtude.

 

Tantos possuem medo

de abrir

e revelar

o mundo misterioso

que é.

 

 

Expor-se,

hoje em dia,

é missão muito difícil.

 

Exige maior conhecimento

de si mesmo, do que

qualquer outro tipo de cultura.

 

Exige coragem

para ficar

em frente do espelho

e perceber que,

o que aparece

não corresponde

ao que não aparece.

 

 

Compartilhe com alguém

os tesouros que você carrega

dentro do vaso que você é.

 

Você se enxerga

como vaso de barro,

vaso de porcelana,

vaso de chumbo,

vaso de prata

ou vaso de ouro?

 

 

Você enxerga como humano,

a história dos humanos?

 

 

 

Dá para avaliar sim,

se você sabe

o que está cultivando

lá dentro

do teu vaso.

 

 

       A tendência à depressão e ao pessimismo é fruto da teimosia dos seres humanos em ficarem recordando ou presenteando-se com o que há de menos bom naquilo que fizeram e foram, naquilo que somos agora.

 

       A tendência ao entusiasmo, à alegria e à fartura de boas companhias deve-se ao fato de as pessoas que estão à nossa volta, estarem convivendo com uma personalidade simpática, animada, extrovertida, alegre e otimista. Alguém que se conhece e reconhece como portadora de virtudes e talentos... e de esperanças.  

 

Acorde os talentos

que estão dormindo

ou acomodados.

 

Percebes a diferença?

- A sabedoria

está em trocar hábitos

que reduzem nosso potencial

por hábitos

que amplificam

as coisas boas que pensamos,

somos e planejamos.

 

 

Eneas Paulo Budel Bogucheski

Atualizado em 12/03/2016.

eneaspb@gmail.com

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