Um fino e sutil
mistério,
não totalmente
explicado,
vivido numa calma
tensão,
esconde
uma ansiedade
ou uma expectativa
na profundidade estrutural
da qual somos feitos:
duas naturezas,
uma humana e outra divina.
O que há de humano em
nós
já conhecemos
e quase esgotamos
todo o conhecimento
disponibilizado.
Aquilo que de divino há em nós,
a 'imagem e
semelhança'
com nosso Criador’,
está coçando.
Andarilho somos,
caminhantes.
Caminhamos,
procurando.
Procurando
encontros.
Procurando
respostas.
Nas estradas da vida
por onde andamos, já
sabemos.
Por onde andaremos?
Saberemos.
Escolheremos e
definiremos
onde queremos ir.
Quase todos os
caminhos conhecemos.
Quase todos os
caminhos percorremos.
Por eles andamos com
segurança
e às vezes com medo.
Muitos caminhos
nos levaram a lugar
nenhum.
Poucos caminhos
nos deram alegria e
satisfação .
Outro caminho tem.
Sabemos que tem.
Outro caminho devemos
arriscar .
Uma nova Terra deve
existir.
Não gostamos de
fronteiras.
Não gostamos de
limites.
Não gostamos de
delimitações.
Nós temos muito em
comum:
não gostamos de
limites.
Algo nos atrai.
Sentimos
uma saudade
que chama,
acena
e espera.
Encontramos resistências?
Quem está no comando?
É
a senhora Razão
e
o senhor Pensamento.
A
senhora Razão abandonar ?
Dispensar
o Senhor Pensamento?
Ousaremos
esta inovação?
Deixar
a razão
e
o pensamento
de
lado?
Descartá-los?
Será
que este casal já deu
todas
as dicas que tinha
e
agora devemos buscar
recursos
novos,
além
deles?
Será
que o poder
das
potências racionais
esgotaram-se?
Será
que a dona Razão
e
o senhor Pensamento
já
não conseguem doar mais nada?
Já
serviram?
Haverá
outra faculdade de conhecimento,
mais
aperfeiçoada?
Até
às fronteiras eles nos levam.
...
Só até as fronteiras.
Até
as fronteiras
não
vemos nada de novo
....
eles já nos avisaram de tudo.
A
razão e o pensamento
insistem
em não deixar arriscar.
Só
com eles convivemos todo este tempo.
Estamos
acostumados com eles.
Para além das
fronteiras
deve estar algo
que não tem
fronteiras.
Mas
a razão diz que não há mais nada.
Mas
somos teimosos.
Não
desistimos
se
existem alternativas.
Existe
no meio uma barreira.
E
então, a razão e o pensamento,
caminhando
de mãos dadas,
chegaram
até o limite, a fronteira,
e
morreram.
Do
lado de cá,
a
razão, o pensamento e a morte.
E
do lado de lá?
Quem
é que serve de apoio?
Quem
é o professor ou o manda chuva?
Não
dá para ir mais adiante, por enquanto.
Estamos
procurando se existem meios para pularmos ou atravessarmos a barreira que está
aí, na frente, bem no caminho.
Haveremos
de desistir?
Quem
escolheremos para nosso guia,
daqui
para a frente?
O
senhor Medo ou a Senhora Fé?
Eneas
Paulo Budel Bogucheski
Atualizado
em 25/02/2016
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