terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

66.- Arte. A arte nos atrai porque nos espelhamos nela.




Nosso sonho
é viver a vida
de uma forma ideal.



Como seria bom
viver como pensamos e imaginamos.
Mas, a pura realidade
é que acabamos vivendo
como podemos,
e às vezes,
acabamos de viver
como mágicos.  



Temos muitos exemplos
do que é o ideal
através da contemplação
das obras de arte. 



O ideal
é objeto de projetos
e nascem dos nossos sonhos.



A vida,
com o valor da arte agregado,
transforma em tesouro
o tempo que se investe
na admiração de tudo
o que cai sobre o nosso olhar.



Viver com arte
causa inveja e admiração,
e produz reflexões sérias
e profundas.



Adquirir esta arte,
a arte da admiração do que é bom,
bonito e belo,
eleva o ser humano
àquela estatura
na qual gostaríamos de estar,
permanentemente.  


Viver com sabedoria
é colocar a arte nas nossas ações.


O que é a arte, senão a perfeição?
O que é a arte, senão o que atrai,
por ser bonito, belo, bom, útil,
despertador,
motivador?


Colocar arte nas nossas ações
é justamente acrescentar
o elemento de bondade,
no que está faltando.


Refletir sobre o ato de existir,
de pensar,
de ser livre,
de olhar,
escutar,
e falar,
e ainda,
comunicar-se com tudo
o que está ao nosso alcance,
e que tudo isso é incrível,
espetacular
e extraordinário,
contrastando com tudo
o que é ordinário e comum,
faz de nós,
 mais humanos,
pessoas mais sábias,
mais perfeitas,
mais perto do ideal
                         da perfeição.


À primeira vista,
tudo parece comum e natural.


Mas, se descermos do avião
ou do trem do mundo,
e desligarmos o piloto automático,
e descermos
numa estaçãozinha do interior,
e nos dispusermos
a andar a pé e descalços
pelo chão da vida,
pelas trilhas da terra
e das florestas,
pelo leito dos pequenos riachos,
veremos coisas
que a velocidade
              não nos permite contemplar.


A vida
é a primeira dimensão do universo.


Arte são as pessoas,
ações e objetos,
beirando a perfeição,
dentro da vida.


A arte procurada,
a arte admirada,
a arte colocada na vida diária,
é o grande desafio,
é o que ansiamos ver,
          contemplar e curtir.


Nossa consciência 
não está treinada para a admiração. 
Está mais para a crítica, 
para o julgamento, para avaliações. 
E assim vivemos, fora de órbita, 
vazios, sem valores a curtir.


Convém consertar este desequilíbrio.



No ponto de partida,
comece experimentando
e definindo os sentimentos
que perpassam nosso ser,
quando contemplamos algo
que atrai, definido como arte.


Se já tivemos esta experiência
será fácil e gostoso, continuar.


Falta-nos sim, 
na Universalidade da vida, 
matricular-nos 
na disciplina 
da ciência da arte.


Quem está acostumado
a assistir o entardecer,
acompanhando o por do sol;

Quem se familiarizou
assistindo e escutando os DVD’s
do André Rieu,
do Circo Du Soleil,
dos filmes do Walter Disney;




Quem curte observar as andanças
ou voanças das nuvens
que passeiam todos os dias
sob as nossas cabeças;



Quem olha e percebe as cores,
as sombras engraçadas;



Quem presta atenção nas crianças,
nos filhos, no cônjuge, nos sorrisos,
nas pessoas, nos artistas,
....
Estes já estão quase diplomados(as).



Vivemos rodeados de obras de arte.


Estamos vivendo
dentro do universo artístico.


Um universo maravilhoso,
cheio de graças,
de coisas engraçadas
e bem feitas.


Equipado com muitas ferramentas 
e obras naturais fabulosas.


Muitas obras belas existem naturalmente.



Outras, já foram feitas 
por nossas próprias mãos, 
de humanos, meio divinos, 
filhos do grande Artista, 
criador de tudo e de todos.


Enxertar a arte
no existir
e comportar-se
e viver da maneira ideal,
é o ideal artístico
que contempla
uma das muitas expectativas
           que temos como seres humanos.



A vida,
vivida com arte
eleva-nos,
promove-nos
para o nosso verdadeiro patamar.



Artistas eternos, eis o que somos.




Interpretamos papéis
de seres extraterrestres,
ainda de maneira acanhada,
em vias de aperfeiçoamento.



Quando inserimos a arte
em tudo o que fazemos
nos tornamos aquele tipo de pessoa
para o qual fomos feitos.


Tudo o que vive,
contém elementos admiráveis.


Admirar
o que está na aparência,
e curtir os tesouros,
abaixo das superfícies
nas boas intenções,
é a mais rara das artes.


Arte maior
é descobrir tesouros internos,
íntimos,
profundos,
na raiz original do próprio Criador.



Quando esta experiência acontece
é como sentir o prazer
de participar como criador
de uma obra de arte.


Descobrir os mistérios
que estão por dentro,
no interior de todos os seres
nos revela o Mistério Maior,
o Criador de tais artes.


Animais andam com quatro patas.



Nós, humanos, aperfeiçoamos.
Colocamos arte no andar,
dançar,
bailar ...


Andar
já é um ato elegante,
principalmente, o andar feminino.


Dançar,
é um aperfeiçoamento
do simples ato de andar.


Dançar é colocar gingado,
misturando o natural e o perfeito,
o simples com o complexo, que atrai.


Atrai nossos olhos
e provocam reações internas,
e intensas
de contentamento.


No ato de dançar
unem-se vários elementos:
passos elegantes harmonizados
com gestos realizados em sintonia
com a música,
acompanhados de expressões de alegria,
de contentamento,
observados por olhares
de admiração.


Quanta aglutinação de valores.



Quanto mais valor agregado
maior é o valor e o conteúdo da arte.


O som natural
é algo gostoso de ouvir.


Nas notas musicais isoladas
não há arte.


Uma orquestra
executando códigos de uma partitura,
criando a unidade musical,
com múltiplos e diferentes instrumentos
de som, em harmonia,
provoca-nos o êxtase.


Onde mais está a arte?



A arte é um valor,
um grande valor
que expressa muito bem
o conceito de unidade,
princípio da realização humana,
e da unificação da humanidade
numa só família.



Em tudo o que estava disperso
e aconteceu a unidade,
ali nasceu a arte.




Porque não procuramos a arte
e não a encarnamos em nosso viver,
o quanto antes?



 A arte
está bem próxima de cada um de nós,
como um bem universal.




A arte é a mensagem trazida do futuro
para o presente, na qual lemos o ideal da
perfeição para o qual estamos destinados.





Eneas Paulo Budel Bogucheski
Atualizado em 18/02/2017


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