sábado, 1 de fevereiro de 2014

48.- Céu. Preparando as ferramentas para construir o céu.





     A terra, que está sob os nossos pés,

                já a conhecemos suficientemente

 

Sob o céu
tudo ainda
nos é insuficiente.

 

Mas já tem coisa escrita.

 

E todos temos intuições.

 

E de tanto escutar, ler e imaginar, desejamos.

 

Podemos afirmar que a terra já está pronta?
 


A terra já atingiu o seu pleno estágio de desenvolvimento?

 

Nós achamos que a terra já atingiu o pleno desenvolvimento do ponto de vista geológico e material.

 

Da mãe terra,
não esperamos mais nenhuma novidade.

 

Há indícios de involução.

 

Há sintomas de doenças
no planeta Terra. 

 

A terra
sofre o processo do envelhecimento,
de desgaste natural
e também sofre a ação inconsequente
e gananciosa
das pessoas humanas. 

 

A terra

está em processo de destruição?

 

Pensando neste problema surge a necessidade de nos anteciparmos, imaginando alternativas.

 

Iremos morar em outro lugar, no futuro?

 

Não que queiramos abandonar a terra aos projetos destruidores.

 

Não estamos desprezando a terra*. * Sugerimos a leitura do livro do escritor Leonardo Boff: Ecologia, Mundialização e Espiritualidade. Editora Ática. 

 

 

Herdeiros da terra já fomos,
estamos sendo
e não fomos suficientemente
maduros e responsáveis.  

 

Na condição de herdeiros dos céus,
os espaços infinitos
atraem nossa atenção
e despertam nossa curiosidade.

 

Será o céu será nossa próxima morada?
 

Ousamos pensar sobre a existência ou sobre a necessária construção de um lugar para morarmos no futuro.

 

Este lugar até pode ser o céu.

 

Se a nossa morada na Terra foi um estágio ...
acho que estamos reprovados, até o momento.

 

Se o céu não existe,
acho melhor nos empenharmos
e começarmos
a projetá-lo e a construí-lo.

 

Tamanha obra não é só para nós.

 

Talvez o nosso Pai já o tenha construído,
exatamente pensando em garantir-nos um lugar,
caso não consigamos construir na terra
um ambiente parecido com o céu.

 

Muitas dúvidas
e perguntas vão surgindo.

 

Será que o céu já está preparado?

 

Podemos pensar que o nosso Pai que mora lá,
já o tenha feito plenamente, pois que é Deus. 

 

Pelo que aprendemos no catecismo, Deus criou o céu e a terra, de uma vez por todas. 

 

Parece que não é bem assim. 

 

Nós, pessoas humanas, representantes do Criador na terra, somos trabalhadores, artífices, fazedores. Estamos administrando a Terra.

 

A história conta que a construção do mundo foi feita lentamente, pelos homens.

 

Deus construiu as bases e nos deu ferramentas.

 

Se Ele ajudou, foi de noite, enquanto estivemos dormindo.

 

Ele faz as coisas mais difíceis.

 

Nós fazemos as fáceis.

 

O Heipo acha que o céu deve ser construído por nós humanos, para ser merecido como recompensa.

 

A casa pronta é o resultado de planejamento, aquisição de materiais e ferramentas e as mãos envolvidas na obra. Passos devem ser dados.

 

 Nós, como filhos, recebemos do nosso Pai algumas responsabilidades. 

A principal é a de sermos administradores deste mundo, desta Terra, e também, do Universo.

 

Para Deus, o Criador do Universo, ‘mundo’ deve ser apenas uma parte, um jardim, digamos.

 

Nós habitamos atualmente neste jardim.

 

Para nós, humanos, este é o nosso mundo.

 

Nele estamos, nele nos envolvemos, nele vivemos todas as nossas experiências.

 

Em algumas das responsabilidades recebidas e aceitas naturalmente, por nós, neste mundo, demonstramos que fomos responsáveis.

 

Em outras, não aceitas pelo nosso orgulho e ignorância, demonstramos que fomos imaturos, irresponsáveis, teimosos, típico comportamento de adolescente, demonstrando rebeldia.

 

Tomamos conhecimento dos personagens que por aqui passaram e os atos que os colocaram nos trens e aviões dos livros, e hoje os tornamos presentes. Na Bíblia, com os profetas, o Jesus Cristo, os apóstolos, os discípulos. Na Igreja com os Teólogos, padres, bispos, cardeais e Papas. Nas nações, estados e cidades, com os presidentes, governadores, senadores, prefeitos e vereadores.

 

Nos livros científicos, os cientistas com suas descobertas e invenções; nos livros filosóficos as teorias existenciais, idealistas e utilitaristas, as correntes diversas do pensamento e interpretações, fornecendo sínteses que facilitam a caminhada nas estradas e a construção de novos caminhos.

 

Nos livros acadêmicos estão as conquistas dos educadores, as pesquisas que lograram sucesso e amenizaram os sofrimentos, o trabalho dos estudantes e as profissões dos cidadãos.  

 

Nas enciclopédias da vida, atualizamos no hoje, o passado que já foi presente.

 

E o hoje, é um presente grávido do futuro.

 

Nós somos os construtores do futuro.

 

Somos os responsáveis pelo futuro que construiremos.  

 

Vemos estes homens todos, nossos antecessores, como personagens que muito se assemelharam à imagem e semelhança com o Deus Pai Criador.

 

Criador da Terra e do Céu.

 

Somos semelhantes em muita coisa com nosso Pai: liberdade, pensamento criativo, espiritualidade, capacidade de construir e mudar a face da terra, capacidade de amar afetivamente e efetivamente.

 

Muitas vezes, com uma nova invenção ou descoberta, a história mudava de rumo e antecipava a chegada do que era somente esperança.

 

Este agir na terra, dos filhos do Pai do céu, era um agir em vista da terra.

 

O agir dos filhos, na terra, já foi, de mansinho, o sonho e a esperança de um mundo cada vez melhor, mais parecido com o que idealizamos como o céu.

 

O progresso provocado e produzido pelos nossos antepassados, proporcionou para nós o suavizar da caminhada, a redução da jornada.

 

Presenteou-nos com o aumento dos anos de vida.

Melhorou a qualidade da nossa vida, reduziu sofrimentos, antecipando e apressando a chegada do futuro, um estilo de vida melhor do que foi.

 

Deus Pai criou o Universo todo, sendo a terra apenas um astro, um planeta, uma casa de campo do Criador, ou um jardim dentro da multidão de outros planetas, estrelas e galáxias esparramadas no espaço Infinito.

 

O planeta terra na sua forma bruta levou milhões ou bilhões de anos para evoluir do nada para o primeiro reino, o reino mineral.

 

E depois, lentamente, mais alguns milhões ou bilhões de anos a evolução se empenhou para chegar ao reino vegetal.

 

O reino vegetal para dar condições de vida para o reino animal levou mais alguns milhões ou bilhões de anos.

 

A passagem do reino animal para o reino humano também levou alguns milhões de anos.

 

Veja como a lei básica e universal da vida é a lei da evolução.

 

Estamos, mesmo que lentamente, construindo um mundo melhor.

 

Nossos ancestrais andavam de quatro.

 

Levantou a cabeça e ficou em pé.

 

Quando começou a andar só com os pés, começou a usar as mãos para socializar-se e comunicar-se.

 

 

Até levantarmos a cabeça e olharmos para cima, levou mais algum tempo.

 

E o reino humano está sendo feito pelo homem e pela mulher que agem e escrevem a história. 

 

A história é evolutiva e conta para nós hoje, que o homem ainda está construindo a terra e aperfeiçoando-a.

 

 

E deverá torná-la perfeita, um lugar ideal de vida e de projeção para a cidade celeste. 

 

 

Evolução é o processo que está nas entrelinhas deste levantar-se e subir, lentamente, onde o homem e a mulher receberam a responsabilidade de administrar a Terra.

 

Mas não será aqui ainda o céu.

 

Ou será aqui o lugar a ser transformado em céu?

 

Se não for aqui, o Heipo tem certeza de que estamos construindo as “escadas” para chegar lá.

 

A terra e todos os reinos existentes no universo, bem como cada elemento, é um Livro que contém senhas, códigos e sinais que exigem interpretação.

Todos os elementos fornecem pistas. 

 

Todo e qualquer elemento possui uma utilidade.

 

Às vezes, um elemento sozinho não serve para nada, mas combinado, pode gerar outros elementos.

 

 Basta conhecer um pouco de física, de química, de engenharia, de bichos e humanos, para conhecer e confirmar esta outra lei da agregação e unidade dos elementos diferentes.

 

A História lida e interpretada por quem está dentro dela e também como quem olha “de cima”, fornece-nos elementos para muitas conclusões. 

 

O aprendizado do momento está exigindo-nos a decifrar e a ler o invisível através das coisas visíveis.

 

É através da leitura dos elementos e das perfeições do universo que antevemos um Autor Perfeito e eterno.

 

Quem já lei o livro do escritor Erich Von Däniken*, Eram os deuses astronautas? Faço esta pergunta para que o leitor vá associando algumas linhas deste texto a uma visão mais abrangente sobre o tema que estamos conversando. *Erich Anton Paul Von Daniken 14/04/1935. É escritor suíço. Autor do Best-seller “Eram os Deuses Astronautas?”. Nasceu em Zofingen, Suiça.

 

A partir de agora, o que acabamos de ler poderá nos comprometer.

 

Poderá haver um despertar da responsabilidade pessoal e social.


Poderão ocorrer novas mudanças e a percepção de que devemos investir todas as capacidades dentro do campo da lei da evolução e da agregação. 

 

 

 

 

Eneas Paulo Budel Bogucheski                

Atualizado em 06/02/2016

eneaspb@gmail.com 
 

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