sábado, 1 de fevereiro de 2014

47.- Órfãos. Fazemos mais a experiência de órfãos do que de filhos legítimos.





 

Somos bilhões de pessoas

habitando neste planeta Terra. 


O ideal da vida é que todos fossem normais, alegres, bondosos, trabalhadores, solidários e fraternos, pois que temos um Pai nos céus e nós nos amparamos como irmãos aqui na terra. 


Mas não é isso que assistimos

nos jornais todos os dias. 


Alguma coisa está errada

dentro deste planeta. 


A programação

dos nossos computadores vitais

deve estar com algum vírus. 


Onde está nosso Pai?

Ou, talvez a pergunta seja outra:

Por que vivemos como órfãos,

como se não tivéssemos Pai? 


Somos desobedientes

e teimamos viver na fase da adolescência.

 

Resistimos passar para as outras fases

onde a evolução espera nossa chegada

e a consequente participação.

 

Até onde somos parecidos

com nosso Pai celestial? 


Ou quando

nos comportamos

como filhos dele? 


Se tivéssemos a convicção profunda de que realmente somos filho do Pai do céu,

não agiríamos com atos injustos,

com nossos irmãos. 


Se tivéssemos a convicção profunda

de que somos filhos do Pai do céu,

não seríamos infiéis,

incoerentes,

mentirosos,

zombadores

e superficiais.

 

Como não possuímos esta consciência ideal,

bem arraigada em nossa personalidade,

somos filhos do jeito que somos,

isto é, filhos imperfeitos,

órfãos do Papai vivo. 


É justamente

por isso que necessitamos

do Pai educador,

Pai professor,

Pai acolhedor,

Pai misericordioso

e Pai paciente. 

 

Somos teimosos.

 

Somos egoístas, fechados e orgulhosos.

 

Penalizamos nós mesmos. 

 

Nós escolhemos

o tipo de vida

sem sabor

e sem cores.

 

Somos rebeldes,

'tipo' adolescente,

imaturos. 

 

Teimamos em viver

como órfãos. 

 

A incapacidade

ou falha em perceber

a filiação divina ou celestial,

nos deixa numa situação de cegos,

carentes e mendigos.

 

Será falha, defeito, teimosia,

desequilíbrio ou desobediência?

 

Ou será a busca da autonomia? 

 

Em várias ocasiões da vida

fazemos a experiência de orfandade. 


Fazemos mais frequentemente

a experiência de órfãos

do que de filhos naturais.

 

Vivemos sem importar-nos

com a verdade fundamental

do nosso existir na história

na qual estamos envolvidos. 

 

Vivemos como se o Deus Pai

não existisse.

 

Vivemos sem sentir,

sem dar importância

à dimensão celestial. 

 

Não sentimos a ausência

do nosso Pai na nossa vida. 


Não temos ambições

referentes ao céu.

 

Viver como órfão,

não é o céu.

 

É aceitar

viver a vida no inferno,

como se fosse natural. 

 

 

Viver como órfão

é teimar em querer viver sem pai.

 

É querer ser na vida um órfão,

sem pai e sem mãe.

 

Uma pessoa feita por Ele,

para Ele, vivendo afastada Dele,

é um fracasso em potencial.

 

É viver

como peixe fora da água.

 

É viver

fora de órbita. 

 

Quanto mais longe do nosso Pai,

mais falta Ele faz,

mais saudades sentimos,

mais sofremos com a Sua ausência.

 

E sentimos um peso,

uma ânsia, uma falta de não sei o quê.

 

Esse vazio nos deixa sem norte e sem sul, sem teto e sem lar, sem bússola ou GPS, com sede, com fome e com frio, e com um mal estar permanente.

 

Sirva de aviso,

do inferno fugir.

 

 

Sirva de convite,

para de tudo o mais,

se saciar.

 

 

Por outro lado,

muitos de nós,

vive como filhos do Pai,

criador do céu e da terra.

 

Dentro deste vasto mundo

no qual vivemos,

experimentamos

a tentação

de querermos resolver todos os problemas

com a varinha mágica.  

 

Idealizamos ganhar o prêmio da mega sena,

e, sozinhos.

 

Queremos resolver todos os problemas do universo, principalmente aqueles que mais nos preocupam.

 

Temos uma vontade inconsciente de sermos donos de todos e de tudo.

 

Iludimo-nos

querendo desempenhar

o papel de deus.

 

Não temos ainda esta capacidade

porque nos faltam muitos atributos Dele.

 

Temos só alguns.

 

 

Se cultivássemos a certeza

de que somos os herdeiros dos céus,

aí sim o procuraríamos para receber já, antecipadamente, os recursos da sua fortuna.

 

 

Se nos comportássemos realmente

como filhos do nosso Pai dos céus,

todos os nossos atos

estariam carregados de ternura,

carinho,

compaixão,

misericórdia,

compreensão,

ajuda,

apoio,

sustento,

entre nós, seus filhos.

 

Estaríamos sendo sempre uma resposta

a qualquer tipo de necessidade

que o nosso irmão ou irmã

estivesse necessitando.

 

 

E com estes talentos,

nova terra construiríamos

e faríamos o céu já aqui na terra,

e traríamos o nosso Pai

para morar aqui conosco.

 




 

Eneas Paulo Budel Bogucheski                

Atualizado em 06/02/2016

eneaspb@gmail.com






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