sábado, 15 de fevereiro de 2014

57.- Tempo. Estamos no tempo.




Tempo é algo

que temos disponível

vinte e quatro horas do dia e da noite.       
       

Ás vezes, nem notamos a sua existência.

 

Às vezes, percebemos o quanto ele demora a passar.


Raras vezes sentimos o tempo passar voando, fazendo vento, roçando e brincando com nossos cabelos. 

 

Nada é mais próximo,

mais íntimo,

mais nosso

do que o tempo. 


           O tempo é nosso. 


            Somos donos dele. 


            E fazemos dele e nele o que queremos. 


            Se somos amigos, ele é nosso amigo. 

 

Se nos fazemos inimigos,

nos tornamos seus escravos.


Se o tentamos matar,

ele resiste,

e acaba antes conosco,

pois ele não morre nunca. 


Se o valorizamos,

ocupando-nos com ele,

nos enriquecemos.

 

É no tempo

e com o tempo

que construímos nossa história. 


E se somos bons e úteis,

o tempo nos transportará

lá para frente

e seremos úteis

para nossos irmãos do futuro. 


E talvez até nos tornemos imortais, como ele.

 

Parece-me que o tempo

é o que de eterno existe,

envolvendo-nos. 


Parece ...

Seja como for, é necessário pensar nele

com seriedade

e perceber nele

alguma mensagem para nós,

agora.

 

O tempo existe

enquanto se experimenta

a demora. 


Puxa!, como demora para passar o tempo...”. 


O tempo deixa de existir

quando se produz qualquer coisa

mais rapidamente.

 

Quanto mais depressa, mais rápido ‘vivenciarmos’ as coisas e a realidade,

menos tempo gastamos,

vivenciando ou experimentando

o processo tempo.

 

A experiência do tempo

é um fenômeno que deverá,

no futuro, levar a algumas descobertas

e a assumir as devidas consequências. 


Uma coisa é certa:

haverá mudanças no tempo. 

 

Do tempo

ninguém ganha nenhuma corrida. 


Ele não existe como corredor

que molha a camisa.

 

Ele não existe

como substantivo masculino concreto. 


Ele é, de qualquer forma, um ser virtual. 

 

Ou sei lá, talvez você saiba

ou alguém sabe mais alguma coisa

sobre o tempo. 


Mas o que é certo

é que não podemos ser indiferente com ele. 

 

Só existe uma forma de ganhar dele:

sendo muito rápido, tão rápido

que ele nem seja percebido,

tão rápido que não dá nem para contar

quanto tempo ficou para trás.

 

Mas ele não é invencível. 

 

Veja um exemplo: quando estamos fazendo ou curtindo alguma coisa gostosa, afetiva, afetuosa, querida, desejada, apreciavelmente bom, não sentimos o tempo passar ....

 

por analogia,

 

podemos tirar uma conclusão sobre eternidade: Se, quando estamos curtindo coisa boa, não sentimos o tempo passar, então será assim quando estivermos juntos com o Deus Pai,

o Sumo Bem, o Sumo Bom. 


Ali, jamais o tempo passará,

ou então, não sentiremos mais a experiência

do tempo.

 

Esta é já uma profecia sobre eternidade. 

 

 

Muito se fala sobre o tempo.

 

Sempre, desde sempre se falou nele.

 

Estou pesquisando ele bem de pertinho.

 

Quero ver se consigo descobrir algum segredo dele que fará bem para todos nós.

 

 

Acredito que se fizermos uma viagem até o futuro, de lá traremos novidades.

 

Aí poderemos desafiar o tempo

e dizer para ele:

até hoje vencestes;

de hora em diante, nós venceremos.

 

Seremos unidos e juntos,

nos imortalizaremos.

 

O momento presente do tempo

é uma fortuna.

 

Uma fortuna que não temos consciência de tê-la e que não sabemos gastá-la.

 

A vida está passando depressa demais e não sabemos segurá-la ou freia-la, e por isso temos a sensação da superficialidade, da fuga dos bons momentos. 

 

Se conseguirmos segurar a vida que passa, faze-la reduzir a velocidade, então, poderemos ampliar cada minuto ou esticá-lo.

 

Cada manhã se tornará mais longa,

cada tarde mais comprida,

cada noite mais cheia,

e teremos nas mãos

a sensação de fruição

de prazeres, delícias,

contemplação de valores

e degustação de sabores.

 

 

Eneas Paulo Budel Bogucheski         

Atualizado em 11/02/2016

eneaspb@gmail.com
 
 
 

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