terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

52.- Alta estima. A fina linha que separa a ‘alta estima’ do baixo egoísmo.





Sócrates, um dos maiores filósofos da História ensinava que o princípio da sabedoria está no conhecimento de si mesmo.

       Quem somos nós?

       Somos uma potência desconhecida ou pouco conhecida.

       Se fôssemos suficientemente conhecidos de nós mesmos não entraríamos em tantas frias ou em tantos infernos, ou viveríamos mais em paz conosco mesmos e com todos os outros.

       Conhecer-se a si mesmo e um tema caro, caríssimo para o Heipo. Muitos textos virão à tona.

O Heipo é o espírito na mais pura originalidade, desejando manifestar-se na sua mais simples espontaneidade. 

Conhecer-se a si mesmo é o princípio de sabedoria proposto pelo filósofo Sócrates.

Os psicólogos dizem que existem forças dentro de nós ainda desconhecidas.

A força do egoísmo deve ser conhecida para ser aproveitada, não mais como força bruta, mas força especializada, canalizada para levar o ser humano à evolução, não à estagnação ou extinção da espécie.


Desde cedo, uma força começa a nascer dentro de nós,  sob o capuz da segurança e autonomia.

Nos nossos relacionamentos vamos incorporando mecanismos de defesa, estratégias de comportamento, visando a própria sobrevivência, emancipação, independência e a conquista de espaços.

Buscamos a afirmação do nosso próprio ser.

Eu quero, eu teimo em ser eu mesmo.

A educação recebida e a educação conquistada vem misturada com elementos de formação e deformação da nossa personalidade. Parece que somos duas personalidades: o ego inferior, egoísta e o ego superior, altruísta.

Existe um modo de olhar e analisar o desenvolvimento dos princípios educativos: O princípio básico, fundamental e último, ensina que fomos criados por um Deus, que é nosso Pai e que somos todos irmãos uns dos outros e por isso, todos nos ajudamos, todos somos úteis, cada um escolhendo uma profissão ou uma maneira de ser útil aos demais.

Esta forma de crescer na vida gera em cada um de nós, sentimentos de autoestima e de agradecimentos às outras pessoas que nos auxiliam com suas diversas profissões.

Este princípio leva ao constante desenvolvimento.

Não vamos esquecer que o egoísmo é uma força que existe dentro de cada um de nós.

Esta potencialidade, para uns atua como parceiro constante, e para outros, atua como adversário, atrasador, inibidor e até mesmo como traiçoeiro.

É a dinâmica vital: forças da terra x forças do céu.

O egoísmo é o cavalo chucro da nossa personalidade.

O egoísmo é um dos grandes males da humanidade. 

Não, não é o egoísmo. Somos nós que não sabemos quase nada sobre o egoísmo e por isso não sabemos como direcionar, canalisar ou aproveitar as forças escondidas dentro deste pequeno termo ‘egoísmo’.


O egoísmo não compreendido, não domesticado, não educado é a fonte de outros desequilíbrios da pessoa humana, como o orgulho, a prepotência, a ingratidão, a rebeldia, a violência.

A primeira providência para combater esta potência em nós é examinar-nos, identificando as atitudes egoístas que podem estar sustentando nosso agir, ou justificando, ou escondido atrás de múltiplas máscaras.

Nunca teremos uma boa formação nem uma excelente educação se desconhecermos as duas maiores forças que coabitam nossa personalidade: a autoestima e o egoísmo.

 

Entre este casal existe muita afinidade, porém, cada um procura os seus próprios interesses. Este casal é tão íntimo, mas tão íntimo que parecem ser dois numa só carne. Parece ...

 

A autoestima ajuda-nos a crescer, amadurecer e passar da preocupação somente com nosso próprio mundo, nossos próprios interesses, para a esfera dos outros, esfera social, mais ampla, mais abrangente.  

 

Eneas Paulo Budel Bogucheski

Atualizado em 09/02/2016


 

 
 
 
 

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