Do que é que mais gostamos
quando
visitamos a casa
de algum
amigo?
Ou qual é o lugar ou cômodo que nós mais lembramos, da nossa casa onde passamos a infância?
Quem morou em casa sabe: as lembranças do jardim é que ficaram gravadas em nossa memória.
Nossa cabeça é
igual a um shopping.
É recheada com uma multidão de imagens, lembranças, ideias e pensamentos.
Quase tudo que
nasce, nasce primeiro na nossa cabeça, através da imaginação e das ideias.
Depois, passa pela peneira das escolhas e finalmente vai para o campo da
ação.
Também podemos
comparar a nossa cabeça com uma horta. Horta é um pequeno espaço de terra, nos
fundos das nossas casas (casas do interior, das cidades pequenas) onde nossos
avós e pais, plantavam algumas verduras para consumo próprio e, quando sobrava,
a vizinhança também consumia.
Acreditem:
semeávamos sementes, transplantávamos, cuidávamos e as verduras cresciam. No
tempo oportuno, colhíamos e comíamos.
Era uma alegria
comer alimentos vegetais plantados por nossas próprias mãos e em nossa própria
horta.
Lavrador que fui, colhedor que sou.
Lá no passado decidi semear.
Hoje, colho o que semeei.
Existem riquezas
que não ocupam espaços, cofres, bancos, carteiras, nem tampouco bolsos ou
bolsas. Riquezas que não enferrujam e que ladrões não roubam.
Ladrões não
existiriam caso descobrissem as riquezas naturais que existem esparramadas pelo
chão da vida e, também, na maioria das pessoas.
Faltou, para
muitos de nós, recebermos um tipo de educação que ensinasse direcionar os olhos
para o bem e principalmente, para o bom.
Não sei em que
horta nasceu a ganância. Igual erva daninha, esparramou-se e misturou-se
junto com as outras verduras.
E são poucos os
que não a apreciam. Nas hortas da vida, principalmente nas grandes, sobram
ganâncias.
A alegria, tão boa, benfazeja,
sutil e suave companheira,
tem valor e sabor.
Algumas maravilhas da natureza
funcionam como remédio.
Toda a natureza
possui a pedagogia de tirar-nos de dentro de nós mesmos, distraindo-nos dos
interesses egoísticos, retirando-nos dos casulos, abrindo-nos para a admiração,
para a contemplação e a leitura do Autor, nas entrelinhas do livro da Natureza
e do livro dos personagens históricos da vida.
A luz da manhã
já entrou
pelas portas e janelas.
Como é gostoso andar,
correr e viver
dentro de um jardim.
Alguns ideais estão dormindo
na cama do Heipo.
Existem sim, ideais que nos inspiraram,
principalmente se são classificados como bonitos, pacíficos, mansos, suaves e
bons.
Estamos ainda no trem da vida.
Estamos fazendo uma viagem maravilhosa.
A viagem
acontece dentro de um imenso jardim.
Eu estou vivo.
Você está viva.
Estamos aqui.
Veja, estamos dentro de um belo jardim!
Se não vemos é porque nos falta a educação dos
olhos.
Falta-nos a afinação da sensibilidade para
percebermos que estamos brincando dentro do jardim do Paizão do céu.
Façamos uma relação dos bens
e dons que temos à disposição.
Nossos pais, responsáveis pela nossa vida, por exemplo, sentiram a grandiosidade da experiência da paternidade e ou maternidade.
Nossa família, irmãos, filhos e netos receberam o dom da vida. Alguns estão vivendo. Outros nem percebem que estão vivos.
A saúde e a perfeição do nosso corpo, os sentidos ativos, respirando e exalando energias.
Sim, somos quase perfeitos.
A manutenção da vida, a alimentação, a nossa casa, nosso lar, o ninho que nos aconchega, acolhe, dá segurança e protege, bens necessários à manutenção da nossa vida.
A capacidade de andar, correr, pular, dançar, subir e descer. Movimentamo-nos à vontade.
Nossos olhos e a visão das cores e paisagens. Olhe em sua volta. Perceba o grande dom de poder olhar. Vemos, enxergamos e participamos do Show da vida.
Nossos ouvidos, audição das músicas, cantos dos pássaros. Como é bom estar dentro do jardim e perceber tudo, quase tudo.
O tato com o potencial de dar e receber carícias e aconchegos. Isto é sentir-se vivo. Recebi tanto. O que é que me falta dentro deste jardim?
Tenho em plenas condições de uso o olfato com todo o potencial de captar e sentir a riqueza dos perfumes. Dilate, então, as suas narinas. Tente respirar várias vezes, bem profundamente, procurando identificar o cheiro do ar.
O paladar com o
potencial de degustar o sabor dos alimentos, temperos, diferenciando e curtindo
o doce, o salgado e as bebidas.
E o que é que está
faltando? Será que falta algo?
Percebeu?
Estamos ou não estamos
dentro do jardim do Paizão?
Os animais com os
quais interagimos e nos divertimos, também fazem parte dos vivos, neste jardim.
A água, os rios,
as nuvens, a chuva, o vento.
Por que é que
estão por aí, no jardim?
A liberdade. Oh!
A liberdade de poder ir e vir dentro do jardim.
No jardim tem ar
disponível. Oh! O ar que respiramos! Ainda bem que é grátis, não
se paga.
Ainda por cima,
bem de cima vem o sol que ilumina, aquece e favorece as condições de vida
dentro do Jardim.
À noitinha,
olhamos para cima e um lençol pontilhado cobre nosso jardim. As estrelas também
fazem parte do Jardim, sussurrando mensagens, de lá, dos espaços
infinitos.
Circulando, indo e
vindo, as pessoas e as suas emoções fazem parte do jardim.
Nossos parentes e
amigos estão por ali, trabalhando ou passeando, cuidando e embelezando o
jardim.
O que mais existe,
disponível, no jardim? O chuveiro de água quente, ou o gelo no forte verão.
A água que tomamos para matar a sede.
A bondade das pessoas.
A capacidade de conhecimento.
O nosso espírito e a força da fé.
O equilíbrio, a maturidade e
o desenvolvimento da personalidade.
E as promessas de eternidade.
Paremos um pouco
no desenrolar a relação de tudo aquilo que está presente e disponível no jardim
e vamos dar um pulinho até a piscina, o mar, dentro do jardim.
Olha o mar, no
jardim da casa do Pai.
UM MAR, EM PLENO
JARDIM? Em nossa própria casa?
Vamos descer a
serra, até o quintal da nossa casa, passear e nadar numa das piscinas que o Paizão
criou para nós.
O mar é a piscina do nosso Pai do Céu.
Só que quem mais usa, somos nós, seus filhos.
Todos aqueles que tiveram a oportunidade de conhecer o mar, as praias, já foram beneficiados com grandes presentes que o Pai do céu costuma dar aos seus filhos amados.
Os oceanos e mares, são piscinas que o Paizão deu de presente para todos os seus filhos nadarem gratuitamente, sem fazer exame médico, nem pagar mensalidades, e sem qualquer burocracia.
Além de piscina, o mar é fonte de alimentos e permite meios de transporte, profissões e pescarias.
Na praia, dentro
do mar, somos todos iguais. Todos estamos quase nus. Só de calção, biquíni ou
maiô. É barato. Todos conseguimos comprar. E basta. Dentro do mar não precisamos
de muita coisa. Nem sequer da distinção, quem é quem?
Mais presentes... A grata experiência da
perfeição e do poder dos nossos olhos, percebendo o horizonte ao infinito, a
grandiosidade do mar, da terra, e do céu, acima das nossas cabeças. A
gostosa sensação do nosso corpo recebendo os raios do sol. A sensacional
carícia refrescante da brisa do mar.
O movimento constante das águas, indo e vindo, irrequietas, mas
constantes, visitando as areias que as amansam, não deixando que as águas do
mar ultrapassem seus limites.
O sentimento de pequenez e impotência que se sente quando se entra no
mar. O tamanho das ondas querendo nos engolir exigindo prudência e respeito por
algo que é mais misterioso e poderoso do que cada um de nós e todos nós juntos.
A
experiência do encontro entre dois seres, duas grandes obras do nosso Deus Pai
Criador.
Deus Pai criou primeiro o mar, a grande piscina, o
grande celeiro de alimentos. Depois criou eu e você para curtir esta imensidão
e todas as boas obras do universo.
A humilde grandiosidade do mar. Ele nunca sai do
lugar, mas está em constante movimento, pelo processo das marés. Ele é poderoso
e grande, mas me acolhe e me deixa tomar banho em suas águas.
Os tesouros escondidos que ele encerra. A profundidade
misteriosa. Milhares de espécies de peixes, algas, abismos, paisagens e
tesouros. A quantidade de peixes que oferece para o homem matar sua fome. Um
celeiro enorme onde o pescador sempre encontra alimento.
As diferentes cores do azul.
As
gaivotas e pássaros que o sobrevoam. As gaivotas fazem voos
espetaculares.
As nuvens em suas diferentes formas, a fazer
companhia, a passear sobre o mar e, com você e sobre você, às vezes, fazendo
sombra para suavizar os raios do sol.
O acolhimento nas suas águas.
Sentimo-nos acolhido pelas águas. Degustamos sua água salgada.
Nadamos. Mergulhamos. Brincamos. Pulamos. Corremos. O mar não tem a
intenção de fazer mal a ninguém de nós. Porém, convém não descuidar. Ele só
quer te abraçar, te beijar, te acariciar e carregar-te em seu colo. Ele é
como uma criança: quer brincar com você. Ele deixa você brincar nele e com
ele.
Agora, pare um pouco
e escute a voz do mar. Procure descobrir, ou desconfiar, ou
imaginar
que palavras ele diz a você
Feche os olhos
e escute, com atenção,
bem profundamente.
E então, quando você voltar para a cidade, para as
tarefas do dia-a-dia, toda vez que você estiver, trabalhando, pare um pouco e
recorde-se do som que ficou registrado em sua memória.
Para cá de novo
você voltará, e o bem que hoje ele te faz, continuará fazendo toda vez que dele
você se lembrar.
Tente identificar
o som do mar com alguma canção que você gosta. Perceba também os sons dos
ritmos da água, o som dos recuos e os avanços das ondas. E observe as espumas
brancas correndo umas atrás das outras, sem cansar.
Perceba e curta a experiência do andar descalço na areia. Na areia molhada e
dura e, na areia mole, fofa e quente.
O mar é uma benção e um convite para a conversão.
O mar é uma benção porque provoca em cada um de nós a
atitude de extroversão, isto é, de saída de si.
Cada um de nós, diante da grandeza do mar, faz a
experiência de olhar para fora de si mesmo. Ele é grande. Como é imenso.
Neste momento, aparece a sensação de encantamento, de
pequenez diante do grande, do mistério.
Olhar para fora é
contemplar.
No jardim e diante do jardim somos convidados a olhar para fora de
nós mesmos.
E a experiência desta extroversão funciona como remédio, como conselho,
ou sugestão de um caminho, um novo método de libertação.
É por isto que cada um de nós sente um sentimento de libertação ou de
liberdade quando está junto e de frente para o mar.
Mais um pouco de experiência com nossa capacidade de inalar o ar, respirar, ato
que nos permite viver.
Às
vezes você procura uma praia deserta.
Hoje, isso já é
quase impossível. Sempre há alguém procurando a agradável companhia do mar.
Não é só você que gosta ou que ama o mar. Todos estes personagens que
estão ao seu lado aprenderam a admirar, a gostar e a amar o mar.
Ele é um bom companheiro. Procure estar de bem com quem você anda
na beira do mar. Ande sempre com um amigo, ou aproveite a oportunidade, procure
alguém por perto e conquiste uma nova amizade.
E, agora, muito sutilmente, perceba ou tente admirar o que cada um
está vendo, sentindo, pensando diante de tanta beleza reunida.
Os homens sentem-se atraídos pela beleza da perfeição da mulher com seus
atributos femininos: a forma de andar, o charme feminino acoplado, com
acabamento especializado, as formas curvilíneas, o sorriso, o penteado, as
cores do verão, a (pouca) roupa, apropriada para o cenário e para o
ambiente.
As mulheres sentem-se atraídas pelos homens com seus corpos másculos e
atléticos, com seus olhares de admiração e curtição.
No mar, na praia o que mais combina é a visão da saúde.
Perceba este grandioso valor que temos que é a saúde. Por isso, sejamos
defensores deste valor. Cuidemos para não profanar este sagrado espaço do mar e
da praia com qualquer vício, lixo, violência, discussão, confusão. Não
corrompamos a pureza e grandiosidade do mar, com preocupações ou de qualquer
ato menos nobre. Desliguemos a seção de problemas. Há outro tempo para eles.
Se cada um de nós percebermos com profundidade as várias mensagens
que o mar nos dá, curtindo com toda a profundidade e com toda sensibilidade
este momento e estas experiências, sentiremos saudades dele. Ele nos faz
bem. Fizemo-nos e nos tornamos amigo do mar.
Tomemos consciência de que a grandiosidade destes momentos foram promovidos e
proporcionados pelo nosso Deus e Pai.
Que baita jardim
temos à disposição
aqui no planeta Terra.
Deus que é nosso Pai, quer ver
felizes todos os seus filhos. E dá todas as condições para que isto
aconteça.
Nosso Pai assiste, olha e espera atitudes fraternas, de filhos e irmãos,
com todas as obras e belezas da natureza.
Aproveitemos das mensagens e bênçãos que o Criador preparou para
nós.
Fotografe, registre, curta e grave bem estas sensações para
depois dar-lhes vida dentro das tuas boas recordações.
Demonstremos nossa gratidão e alegria ao nosso PAI e tiremos todo
o proveito possível deste e de todos os outros presentes que recebemos,
gratuitamente.
Se aqui na terra já temos a experiência de vivermos dentro de um imenso
jardim, imagine ou multiplique estas sensações pelo infinito.
Eneas Paulo Budel Bogucheski
Atualizado em 06/02/2016
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