domingo, 16 de fevereiro de 2014

59.- Eternidade. Qual escola educa para a conquista da eternidade?



Parece que a humanidade estacionou no tempo.


Não, humanidade não. Humanidade não existe. Existem pessoas.


A cultura que respiramos acomodou-nos.


Nossa consciência foi comida pelos noófagos.


O conforto e o comodismo
enterraram-nos, vivos.



Pão e circo,

diversão e envolvimento

mantém-nos ocupados

durante todo o tempo.



O ser humano está despido,

despersonalizado do seu eu mais profundo.


Alienado já não sabe mais para onde ir.


Não sente mais a própria sensibilidade.


Perdeu até suas emoções mais profundas.


Perdeu seus ideais.


Perdeu-se.



E seu destino não é aqui.


Quem é que vai despertar o homem
e dizer para ele aproveitar o tempo
para eternizar-se?


Qual escola
ensina conquistar a eternidade?



Nós todos recebemos formação
e educação dos nossos pais e professores. 


Qual é o professor que pergunta,
na primeira aula,
"quem você quer ser no futuro?".


E qual aluno respondeu:
"Eu quero ser eterno?".


Coitado do professor
se tal aluno se apresentou. 




Somos alunos e professores.

Somos influenciados e influenciamos.    


Muitos de nós, felizmente, esforçados,

tornamo-nos autodidatas

e aprendemos lições fora da escola,

nas faculdades e dificuldades da vida.


Muitas pessoas exerceram boas influências na nossa vida, inspirando decisões que mudaram o rumo da nossa própria vida,

despertando nobres ideais. 


Passos foram dados

a partir do encontro

com pessoas nobres e sábias. 


A boa companhia

e bons exemplos

edificam monumentos eternos.


As pessoas ensinam

o que são e o que pensam.


Pessoas aprendem o que querem aprender.


Professores ensinam

as matérias estabelecidas

nos programas definidos pelos pedagogos, filósofos, teólogos, escritores,

diretores e governantes.


Há também a influência da cultura dominante

e das correntes filosóficas, econômicas

e financeiras,

subordinadas à cultura

oriental ou ocidental.


Há uma grande diferença

nestas duas culturas. 


Sugiro a leitura do livro do escritor Fritjof Capra, ‘O Tao da Física’, Editora Cultrix.


Neste livro você terá oportunidade para conhecer um pouco mais sobre física quântica e sobre a mística quântica, sobre as milenares religiões e sobre as características culturais do oriente e do ocidente.


Este livro foi editado em 1975.

Só para ter ideia da riqueza deste livro, já foram vendidas mais de 2 milhões de exemplares.


As influências culturais também estão nas linhas e nas entrelinhas dos livros didáticos adotados em determinados estados, regiões, países, cidades e pequenas comunidades. 


E nós, alunos, nos tornamos frutos do que lemos e estudamos, do que vemos e do que inserem nos meios de comunicação.


Se somos ocidentais, nossa cultura é parcial.


Se somos orientais, nossa cultura é mais sábia, mais antiga, mais completa, mais abrangente.


Tem muita coisa que nós não vimos,

mas sabemos que existe. 


Onde estão aqueles

que gostariam de ensinar

a verdadeira dimensão

do ser humano?


Os professores de hoje,

ensinam para galinhas

ou para as águias? 


As galinhas possuem asas

e não voam mais,

acomodadas pela cultura dominante.


As águias possuem asas e voam alto,

muito alto.


Também sugiro a leitura do livro do escritor Leonardo Boff, ‘A Águia e a Galinha, uma metáfora da condição humana’. Editora Vozes.  


Neste livro Leonardo Boff, através da metáfora, fazendo uma leitura dos humanos, ensina as diferenças entre a galinha e a águia, realçando que somos muito mais parecidos com a águia, que tem asas, e voam.



Eneas Paulo Budel Bogucheski
Atualizado em 22/11/2016
eneaspb@gmail.com


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http://poesiashumasedivinasblog.blogspot.com.br



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