Parece
que a humanidade estacionou no tempo.
Não,
humanidade não. Humanidade não existe. Existem pessoas.
A
cultura que respiramos acomodou-nos.
Nossa
consciência foi comida pelos noófagos.
O
conforto e o comodismo
enterraram-nos, vivos.
Pão
e circo,
diversão
e envolvimento
mantém-nos
ocupados
durante
todo o tempo.
O
ser humano está despido,
despersonalizado
do seu eu mais profundo.
Alienado
já não sabe mais para onde ir.
Não
sente mais a própria sensibilidade.
Perdeu
até suas emoções mais profundas.
Perdeu
seus ideais.
Perdeu-se.
E
seu destino não é aqui.
Quem
é que vai despertar o homem
e
dizer para ele aproveitar o tempo
para eternizar-se?
Qual
escola
ensina conquistar a eternidade?
Nós
todos recebemos formação
e
educação dos nossos pais e professores.
Qual
é o professor que pergunta,
na primeira aula,
"quem você quer ser no
futuro?".
E
qual aluno respondeu:
"Eu quero ser eterno?".
Coitado
do professor
se tal aluno se apresentou.
Somos
influenciados e influenciamos.
Muitos
de nós, felizmente, esforçados,
tornamo-nos
autodidatas
e
aprendemos lições fora da escola,
nas
faculdades e dificuldades da vida.
Muitas
pessoas exerceram boas influências na nossa vida, inspirando decisões que
mudaram o rumo da nossa própria vida,
despertando
nobres ideais.
Passos foram dados
a
partir do encontro
com
pessoas nobres e sábias.
A boa companhia
e
bons exemplos
edificam
monumentos eternos.
As
pessoas ensinam
o
que são e o que pensam.
Pessoas
aprendem o que querem aprender.
Professores
ensinam
as
matérias estabelecidas
nos
programas definidos pelos pedagogos, filósofos, teólogos, escritores,
diretores
e governantes.
Há
também a influência da cultura dominante
e
das correntes filosóficas, econômicas
e
financeiras,
subordinadas
à cultura
oriental
ou ocidental.
Há
uma grande diferença
nestas
duas culturas.
Sugiro a leitura do livro do escritor Fritjof Capra, ‘O Tao da Física’, Editora Cultrix.
Neste
livro você terá oportunidade para conhecer um pouco mais sobre física quântica
e sobre a mística quântica, sobre as milenares religiões e sobre as
características culturais do oriente e do ocidente.
Este
livro foi editado em 1975.
Só
para ter ideia da riqueza deste livro, já foram vendidas mais de 2 milhões de
exemplares.
As
influências culturais também estão nas linhas e nas entrelinhas dos livros
didáticos adotados em determinados estados, regiões, países, cidades e pequenas
comunidades.
E nós, alunos, nos tornamos frutos do que lemos e estudamos, do que vemos e do que inserem nos meios de comunicação.
Se
somos ocidentais, nossa cultura é parcial.
Se
somos orientais, nossa cultura é mais sábia, mais antiga, mais completa, mais
abrangente.
Tem muita coisa que nós não vimos,
mas
sabemos que existe.
Onde
estão aqueles
que
gostariam de ensinar
a
verdadeira dimensão
do
ser humano?
Os
professores de hoje,
ensinam
para galinhas
ou
para as águias?
As
galinhas possuem asas
e
não voam mais,
acomodadas
pela cultura dominante.
As
águias possuem asas e voam alto,
muito
alto.
Também
sugiro a leitura do livro do escritor Leonardo Boff, ‘A Águia e a Galinha,
uma metáfora da condição humana’. Editora Vozes.
Neste
livro Leonardo Boff, através da metáfora, fazendo uma leitura dos humanos,
ensina as diferenças entre a galinha e a águia, realçando que somos muito mais
parecidos com a águia, que tem asas, e voam.
Eneas Paulo Budel Bogucheski
Atualizado em 22/11/2016
eneaspb@gmail.com
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