quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

65.- Espírito Santo. Firmando aliança com o Espírito Santo.






Olhando e avaliando do ponto de vista da eficiência e eficácia da nossa caminhada como pessoas humanas, no Planeta Terra, no contexto do mundo visível, temos produzido e evoluído muito lentamente.

 

Acho que devemos importar recursos

do mundo invisível.

 

Existem evidências científicas de que um mundo invisível  sustenta nosso mundo visível.

 

É o mundo invisível, da energia, que faz o mundo funcionar.

 

Também dentro da ciência Teológica existe o Espírito Santo, Energia potente, presente de forma invisível.

 

Nós, racionais, cristãos, espiritualizados, não iremos a lugar nenhum sem efetivar a necessária e imprescindível aliança com o Espírito Santo. Podemos denomina-lo também como o Inspirador, o Revelador, Defensor, Instrutor e Condutor.

 

Ele é o Deus invisível no meio de nós.

 

Como avançar

para novos caminhos,

renovar velhas estradas,

adentrar no mundo do invisível?

 

Como deixar o país dos limites

e avançar para dentro

do novo mundo infinito?

 

Como dar continuidade no processo da evolução?

 

Conhecemos nossas limitações

nesta terra,

como terráqueos.

 

Mas não é esta nossa definitiva natureza.

 

Para ir para o céu

será necessário fazer a escolha

e a amizade com um personagem

que veio de lá e seja de lá.

 

Escolher, conhecer,

fazer amizade

e grudar nele,

procurando ouvi-lo,

decifrando o tipo de comunicação que Ele usa,

captando a sintonia com alguma antena especial.

 

Quase nada sabemos dele. 

 

Vivemos à nossa maneira, um tipo pouco adaptado ao modo ideal de viver como o Espírito Santo quer ensinar.

Nossa maneira de viver é ainda marcada pelo estilo egoístico.

 

Raramente estamos em paz e em unidade dentro do nosso mundo pessoal.

 

Faltando uma base sólida permitimos que as atrações, atraiçoem-nos.

 

Nos deixamos arrastar por atrações que nos despersonalizam, esvaziando-nos das potencias espirituais.

 

Este texto procura dar passos nesta aventura.

 

Sabemos muito pouco sobre o Espírito Santo. 

 

Aprendemos no catecismo que o Deus é Trindade.

 

É três em um.

 

É Pai, é Filho e é Espírito Santo.

 

O Deus Trindade é um grande mistério.

 

A definição de mistério, no dicionário define-o como algo incompreensível.

 

Simpatizo mais com a definição do professor Leonardo Boff: “Mistério é algo que quanto mais você conhece, mais tem a conhecer, isto é, é algo cujo conteúdo é inesgotável, portanto, é possível ir conhecendo cada vez mais”.

 

Nesta linha do mistério, do Deus Trindade, o Deus dos céus, quase nada sabemos dentro da imensidão de conhecimentos que falta para apreendê-lo.

 

E, segundo consta na oração “... Pai nosso que estais nos céus....”, Ele Está lá no céu.

 

 

O Deus segunda Pessoa, o Deus Filho esteve aqui na terra e deixou a sua marca.

 

 

O impacto foi tão grande que houve a divisão da historia em “Antes do Jesus Cristo e Depois do Jesus Cristo”.

 

Deste Deus, o Deus Filho, temos conhecimento e registros na história.

 

O Deus, terceira Pessoa da Santíssima Trindade, o Espírito Santo, está no meio de nós como o Deus Invisível. Este Deus é o Espírito Puro. 

 

Se é Deus é Espírito, é Perfeito.

Se é perfeito, é Espírito Perfeito.

Se é Espírito Perfeito, é Espírito Santo,

não é Espírito do mundo.


Este é o Deus com o qual vamos tentar entrar em contato, tentar perceber, procurar os meios que forem necessários para reafirmar a parceria e a aliança para continuarmos o processo evolutivo da natureza humana em direção à natureza divina. 


Se nos foi prometida uma natureza perfeita, só pode ser a natureza divina que esteja faltando em nosso currículo. 


E se ela foi prometida, não podemos ficar esperando de mão-beijada. 


Se estamos com as ferramentas e a condição de seguir em frente, vamos em frente. 

 

Mas é bem aqui que se encontra o primeiro e grande obstáculo: a nossa falta de fé no Espírito Santo; a nossa falta de conhecimento e técnicas para antenar ou acoplar nossas capacidades limitadas na fonte de energia Ilimitada do Espírito Santo.


A primeira coisa que está bem evidente é que estamos teimando e resistindo.

 

Estamos opondo resistências a esta parceria. Se não houver parceria, não haverá aliança.

 

Se não houver interesse e proximidade, não haverá atração, não acontecerá o namoro, e o amor que é força unitiva, não conseguirá casar.

 

A primeira tomada de decisão é avaliar as razões das nossas resistências. Pode até ser resistência inconsciente, como o receio de ter de assumir responsabilidades.

 

A segunda tomada de decisão é procurar a razão de não querer a proximidade e a natural vida de intimidade com o Espírito Santo.

 

Quem se conhece a si mesmo sabe que temos o instinto de autonomia que nos é próprio. Nós queremos conduzir nossa própria vida, quase sempre buscando nossos instintos, nossa natureza egoísta, nossos interesses, nossa natural ambição de ser o condutor do nosso próprio barco. Nosso ego não admite ser conduzido por outros.

 

Resumindo: se não for resistência consciente, se não for por orgulho pessoal, se não for por rebeldia de adolescente, se não for teimosia, se não for por medo, é pura ignorância. 


Mas, apesar de todos estes obstáculos, temos que tentar. 


Não haverá prejuízos, temos certeza.

Só teremos a ganhar.

 

Tentaremos posicionar a antena

e sintonizar na frequência que Ele atua.

 

Tentaremos aprofundar um pouco,

como um ‘caminhar sobre ovos’,

arriscando o impossível,

caminhando sobre as águas,

sem o perigo de afundar

no mar profundo.

 

É um desafio proposto

a quem não quer ficar na faculdade

da ignorância e da indiferença.

 

Não é hora de voltarmos

ao campo do derrotismo 

e do pessimismo.

 

Não é hora de desistir.

 

Se chegamos até aqui,

entremos mais nessa.

 

Procurando um lugar de pouso

no aeroporto da terra,

o Espírito Santo viria decidido,

bem determinado,

sabendo onde estacionar a sua nave?

 

 

Aonde ele viria se instalar?

 

 

Se você fosse um extraterrestre

e tivesse que se instalar na terra,

onde você escolheria estacionar a sua nave?

 

 

Até a atual fase da história do Universo,

já se passaram três etapas.

 

A primeira etapa aconteceu na criação do universo, com a atuação principal do Deus Pai Criador.

 

Na segunda etapa, vamos considerar a vinda do filho para consertar o mundo através do projeto da Redenção, acontecimento histórico iniciado há mais de dois mil anos atrás.

 

A terceira etapa

é esta na qual estamos vivendo hoje.

 

 

Esta etapa teve início

logo após o acontecimento da morte

e Ressurreição do Jesus Cristo,

filho do Deus Criador, em Jerusalém. 

 

 

Foi prometido pelo próprio Jesus

que não nos deixaria órfãos

e enviaria o Espírito Santo.

Se me amais,

observareis os meus mandamentos

e rogarei ao Pai

e ele vos dará outro Paráclito

para que convosco permaneça para sempre,

o Espírito Santo,

o Espírito da Verdade,

que o mundo não pode acolher,

porque não o vê, nem o conhece.

Vós o conheceis,

porque permanece convosco

e está em vós.

Não vos deixarei órfãos”.

 

 

Na primeira etapa aparece ‘um’ só personagem atuando: o Deus Criador. 

 

O Espírito estava apenas pairando sobre as águas, assistindo e batendo palmas. 'Descansava' porque ainda não tinha chegado a sua hora.

 

Lá na frente, na última etapa,

o Espirito Santo entrará em ação

e trabalhará mais, até o final dos tempos.

 

 

Todo o Antigo Testamento

tem o Deus Criador

como o personagem central.

 

 

Lá pelas tantas, apareceram os Profetas,

que falavam

em nome do Deus

Criador dos céus e da terra,

anunciado que o Deus desconhecido

enviaria o seu próprio Filho

para revelar que o Deus Criador

é Pai, Paizinho querido.

 

 

Deus escolheu um Povo

e fez uma Aliança com este povo.

 

Designou Moisés

para transmitir-lhe

as condições da Aliança.

 

 

Os Dez mandamentos

deveriam ser seguidos à risca,

num pacto de fidelidade.

 

Mas nem sempre o povo foi fiel.

Apenas alguns perseveraram.

 

 

Apareceram vários profetas. 

 

 

O povo escolhido

traiu a Aliança

e se esqueceu do seu Deus.

 

 

Começaram a viver como se Ele não existisse.

 

É duro obedecer

um Deus que não se vê.

 

 

Construíram ídolos visíveis

e enganaram-se redondamente. 

 

 

Os profetas

alertavam o povo desobediente e oprimido

que viria alguém para libertá-los

de todos os limites, fraquezas e escravidões.

 

 

A segunda etapa

da História da Salvação

começou com a entrada

do Jesus Cristo na História. 

 

 

Nesta etapa entrou na terra,

o Filho do Criador.

 

 

O filho do Deus dos Céus,

encarnou-se no meio de nós,

como um de nós,

hum-mano, isto é,

como um irmão maior.  

 

Veio para a Terra,

escolheu um País,

uma região muito árida,

com uma missão

e cumpriu o projeto

da Redenção da Humanidade.

 

 

Estas duas etapas já aconteceram. O projeto da Redenção culminou com a morte do Deus-Filho com a consequente Ressurreição. O bem maior que esperamos como humanos.

 

  

Estamos vivendo

a terceira etapa,

a etapa do Espírito Santo.

 

 

Esta etapa

está fundamentada

nas próprias palavras do Jesus Cristo.

No entanto, eu vos digo a verdade:

é de vosso interesse que eu parta,

pois, se eu não for,

o Paráclito não virá a vos.

Quando eu for, enviá-lo-ei a vós”.

 

 

 A terceira etapa

da História da Salvação

teve início

com a Ressurreição do Deus-Filho.

 

 

Este acontecimento é histórico.

 

Aconteceu nas terras da Palestina,

em Jerusalém.

 

Existem ainda hoje

ruínas de muitas construções materiais.

O fato histórico é uma forte base da fé.

 

O que ficou dos ensinamentos

do Mestre Jesus Cristo,

atualizam-se no hoje

através da ação do Espírito Santo

invisível no meio de nós,

na Igreja,

com a ajuda de frágeis humanos.

 

 

Desde o acontecimento histórico

do Jesus Cristo,

é o Espírito Santo

que está caminhando conosco

nas estradas da vida,

de uma forma invisível. 

 

 

É o Deus invisível.

 

 

Por isso afirmamos constantemente,

que existem dois mundos:

 

O mundo visível que enxergamos

e o mundo invisível que existe,

mas não enxergamos.

 

 

Às vezes nos apegamos

e damos mais importância

aos Escritos do Antigo Testamento

e damos menos importância

ao Evangelho,

aos Atos dos Apóstolos

e às Cartas Apostólicas do Novo Testamento.

 

 

Pedagogicamente,

as normas e a prática

do Novo Testamento

deveriam ocupar-nos,

preferencialmente,

educando-nos

para a eternidade.

 

  

O Papa João XXIII*

Abrindo as cerimonias do último grande Concílio Ecumênico, em 1962, abriu as janelas do vaticano e disse: deixemos entrar um vento novo, que renove nossa Igreja

 

*Papa João XXIII 25/11/1881-03/06/1963. Foi papa italiano. Nasceu em Sotto Il Monte e faleceu no Vaticano, Italia. Convocou o Concílio Vaticano II.

 

Acredito firmemente

que deveria acontecer nos nossos dias,

um novo  Concílio:

O Concílio do Espírito Santo.

 

 

O vendaval seria tão intenso

que seria varrida da face da terra

a indiferença e a apatia,

a ignorância e a injustiça,

a ganância e o orgulho,

o egoísmo e todas as misérias.

 

E ficaria visível o caminho,

afastada a neblina que ofusca.

 

Se pensarmos um pouco perceberemos que o tipo de relacionamento mais lógico, no atual estágio da história é com o Espírito Santo.

 

 

É com Ele que a interação deve acontecer. 

 

 

É no momento presente que acontece o nosso encontro pessoal com o Deus Trindade, com um personagem mais especifico, com a Pessoa do Espírito Santo, o Deus invisível morando no meio de nós, ignorado por grande parte da humanidade.

 

 

Pouca, muita pouca literatura temos disponível  sobre o Espírito Santo em comparação com os escritos sobre o Deus Pai Criador e sobre o Jesus Cristo Redentor.

 

Ele está presente, atuante no hoje que vivemos. Falta-nos olhos para perceber onde Ele está trabalhando.

 

Como seria importante termos hoje,

o Evangelho do Espírito Santo.

 

 

Acredito que existe,

inscrito numa linguagem diferente,

ainda não decifrada.

 

 

Talvez esteja esparramada

em diversas culturas e nações,

e que ainda não foi possível selecioná-las

e unificá-la.

 

 

Talvez os profetas de hoje

sejam os poetas,

sensíveis à leitura

do lado de dentro das coisas

e antenados com o invisível.

 

 

Poderemos acionar

estas novas antenas e sintonizá-la. 

 

 

Atualmente,

depois do Concílio Vaticano II,

aumentaram os Escritos sobre Ele.

 

 

Só estão faltando

as necessárias iniciativas

para ativá-las no contexto histórico

que vivemos.

 

 

Como cristãos

vivendo neste século XXI,

tento compreender-me

inserido dentro de um contexto

em que me pergunto,

se o jeitão que vivo

e testemunho minha fé

no Deus Pai, no Deus Filho

e no Deus Espírito Santo

tem sido uma resposta

que provoque nos meus amigos,

nos meus conhecidos, a expressão:

“Veja como aquele cidadão ali

dá testemunho da sua fé;

vê-se que é um cristão”. 

 

 

“De que Espírito está ele embebido?”.

 

 

Demos os primeiros passos

no conhecimento do Espírito Puro.

 

 

Sobre o espírito impuro, não vamos querer saber muita coisa porque não tem nenhum valor que mereça admiração nem imitação, nem curtição.

 

 

Eneas Paulo Budel Bogucheski

Atualizado em 13/02/2016.

eneaspb@gmail.com 
    

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