Olhando e avaliando do ponto de vista da
eficiência e eficácia da nossa caminhada como pessoas humanas, no Planeta
Terra, no contexto do mundo visível, temos produzido e evoluído muito
lentamente.
Acho que devemos
importar recursos
do mundo
invisível.
Existem evidências
científicas de que um mundo invisível sustenta nosso mundo visível.
É o mundo invisível,
da energia, que faz o mundo funcionar.
Também dentro da
ciência Teológica existe o Espírito Santo, Energia potente, presente de forma
invisível.
Nós, racionais,
cristãos, espiritualizados, não iremos a lugar nenhum sem efetivar a necessária
e imprescindível aliança com o Espírito Santo. Podemos denomina-lo também como o
Inspirador, o Revelador, Defensor, Instrutor e Condutor.
Ele é o Deus
invisível no meio de nós.
Como avançar
para novos
caminhos,
renovar velhas estradas,
adentrar no mundo
do invisível?
Como deixar o país
dos limites
e avançar para
dentro
do novo mundo
infinito?
Como dar
continuidade no processo da evolução?
Conhecemos nossas
limitações
nesta terra,
como terráqueos.
Mas não é esta
nossa definitiva natureza.
Para ir para o céu
será necessário
fazer a escolha
e a amizade com um
personagem
que veio de lá e
seja de lá.
Escolher, conhecer,
fazer amizade
e grudar nele,
procurando ouvi-lo,
decifrando o tipo
de comunicação que Ele usa,
captando a
sintonia com alguma antena especial.
Quase nada sabemos
dele.
Vivemos à nossa
maneira, um tipo pouco adaptado ao modo ideal de viver como o Espírito Santo
quer ensinar.
Nossa maneira de
viver é ainda marcada pelo estilo egoístico.
Raramente estamos
em paz e em unidade dentro do nosso mundo pessoal.
Faltando uma base
sólida permitimos que as atrações, atraiçoem-nos.
Nos deixamos
arrastar por atrações que nos despersonalizam, esvaziando-nos das potencias espirituais.
Este texto procura
dar passos nesta aventura.
Sabemos muito
pouco sobre o Espírito Santo.
Aprendemos no
catecismo que o Deus é Trindade.
É três em um.
É Pai, é Filho e é
Espírito Santo.
O Deus Trindade é
um grande mistério.
A definição de
mistério, no dicionário define-o como algo incompreensível.
Simpatizo mais com
a definição do professor Leonardo Boff: “Mistério é algo que quanto mais
você conhece, mais tem a conhecer, isto é, é algo cujo conteúdo é inesgotável,
portanto, é possível ir conhecendo cada vez mais”.
Nesta linha do
mistério, do Deus Trindade, o Deus dos céus, quase nada sabemos dentro da
imensidão de conhecimentos que falta para apreendê-lo.
E, segundo consta
na oração “... Pai nosso que estais nos céus....”, Ele Está lá no céu.
O Deus segunda
Pessoa, o Deus Filho esteve aqui na terra e deixou a sua marca.
O impacto foi tão
grande que houve a divisão da historia em “Antes do Jesus Cristo e Depois do
Jesus Cristo”.
Deste Deus, o Deus
Filho, temos conhecimento e registros na história.
O Deus, terceira
Pessoa da Santíssima Trindade, o Espírito Santo, está no meio de nós como o
Deus Invisível. Este Deus é o Espírito Puro.
Se é Deus é
Espírito, é Perfeito.
Se é perfeito, é Espírito
Perfeito.
Se é Espírito Perfeito,
é Espírito Santo,
não é Espírito do
mundo.
Este é o Deus com o qual vamos tentar entrar em contato, tentar perceber, procurar os meios que forem necessários para reafirmar a parceria e a aliança para continuarmos o processo evolutivo da natureza humana em direção à natureza divina.
Se nos foi prometida uma natureza perfeita, só pode ser a natureza divina que esteja faltando em nosso currículo.
E se ela foi prometida, não podemos ficar esperando de mão-beijada.
Se estamos com as ferramentas e a condição de seguir em frente, vamos em frente.
Mas é bem aqui que
se encontra o primeiro e grande obstáculo: a nossa falta de fé no Espírito
Santo; a nossa falta de conhecimento e técnicas para antenar ou acoplar nossas
capacidades limitadas na fonte de energia Ilimitada do Espírito Santo.
A primeira coisa que está bem evidente é que estamos teimando e resistindo.
Estamos opondo
resistências a esta parceria. Se não houver parceria, não haverá aliança.
Se não houver
interesse e proximidade, não haverá atração, não acontecerá o namoro, e o amor
que é força unitiva, não conseguirá casar.
A primeira tomada
de decisão é avaliar as razões das nossas resistências. Pode até ser resistência
inconsciente, como o receio de ter de assumir responsabilidades.
A segunda tomada
de decisão é procurar a razão de não querer a proximidade e a natural vida de
intimidade com o Espírito Santo.
Quem se conhece a
si mesmo sabe que temos o instinto de autonomia que nos é próprio. Nós queremos
conduzir nossa própria vida, quase sempre buscando nossos instintos, nossa
natureza egoísta, nossos interesses, nossa natural ambição de ser o condutor do
nosso próprio barco. Nosso ego não admite ser conduzido por outros.
Resumindo: se não
for resistência consciente, se não for por orgulho pessoal, se não for por
rebeldia de adolescente, se não for teimosia, se não for por medo, é pura ignorância.
Mas, apesar de todos estes obstáculos, temos que tentar.
Não haverá prejuízos, temos certeza.
Só teremos a
ganhar.
Tentaremos
posicionar a antena
e sintonizar na
frequência que Ele atua.
Tentaremos
aprofundar um pouco,
como um ‘caminhar
sobre ovos’,
arriscando o
impossível,
caminhando sobre
as águas,
sem o perigo de
afundar
no mar profundo.
É um desafio
proposto
a quem não quer
ficar na faculdade
da ignorância e da
indiferença.
Não é hora de
voltarmos
ao campo do
derrotismo
e do pessimismo.
Não é hora de
desistir.
Se chegamos até
aqui,
entremos mais
nessa.
Procurando um lugar de pouso
no aeroporto da
terra,
o Espírito Santo
viria decidido,
bem determinado,
sabendo onde
estacionar a sua nave?
Aonde ele viria se
instalar?
Se você fosse um
extraterrestre
e tivesse que se
instalar na terra,
onde você
escolheria estacionar a sua nave?
Até a atual fase
da história do Universo,
já se passaram
três etapas.
A primeira etapa aconteceu na criação do
universo, com a atuação principal do Deus Pai Criador.
Na segunda etapa, vamos considerar a
vinda do filho para consertar o mundo através do projeto da Redenção,
acontecimento histórico iniciado há mais de dois mil anos atrás.
A terceira etapa
é esta na qual
estamos vivendo hoje.
Esta etapa teve
início
logo após o
acontecimento da morte
e Ressurreição do
Jesus Cristo,
filho do Deus
Criador, em Jerusalém.
Foi prometido pelo
próprio Jesus
que não nos
deixaria órfãos
e enviaria o
Espírito Santo.
“Se me amais,
observareis
os meus mandamentos
e rogarei
ao Pai
e ele vos
dará outro Paráclito
para que
convosco permaneça para sempre,
o Espírito
Santo,
o Espírito
da Verdade,
que o mundo
não pode acolher,
porque não
o vê, nem o conhece.
Vós o
conheceis,
porque
permanece convosco
e está em vós.
Não vos
deixarei órfãos”.
Na primeira etapa
aparece ‘um’ só personagem atuando: o Deus Criador.
O Espírito estava
apenas pairando sobre as águas, assistindo e batendo palmas. 'Descansava'
porque ainda não tinha chegado a sua hora.
Lá na frente, na última
etapa,
o Espirito Santo
entrará em ação
e trabalhará mais,
até o final dos tempos.
Todo o Antigo
Testamento
tem o Deus Criador
como o personagem
central.
Lá pelas tantas,
apareceram os Profetas,
que falavam
em nome do Deus
Criador dos céus e
da terra,
anunciado que o
Deus desconhecido
enviaria o seu
próprio Filho
para revelar que o
Deus Criador
é Pai, Paizinho
querido.
Deus escolheu um
Povo
e fez uma Aliança
com este povo.
Designou Moisés
para
transmitir-lhe
as condições da
Aliança.
Os Dez mandamentos
deveriam ser
seguidos à risca,
num pacto de
fidelidade.
Mas nem sempre o
povo foi fiel.
Apenas alguns
perseveraram.
Apareceram vários
profetas.
O povo escolhido
traiu a Aliança
e se esqueceu do
seu Deus.
Começaram a viver
como se Ele não existisse.
É duro obedecer
um Deus que não se
vê.
Construíram ídolos
visíveis
e enganaram-se
redondamente.
Os profetas
alertavam o povo
desobediente e oprimido
que viria alguém
para libertá-los
de todos os
limites, fraquezas e escravidões.
A segunda etapa
da História da
Salvação
começou com a
entrada
do Jesus Cristo na
História.
Nesta etapa entrou
na terra,
o Filho do
Criador.
O filho do Deus
dos Céus,
encarnou-se no
meio de nós,
como um de nós,
hum-mano, isto é,
como um irmão
maior.
Veio para a Terra,
escolheu um País,
uma região muito
árida,
com uma missão
e cumpriu o
projeto
da Redenção da
Humanidade.
Estas duas etapas
já aconteceram. O projeto da Redenção culminou com a morte do Deus-Filho
com a consequente Ressurreição. O bem maior que esperamos como humanos.
Estamos vivendo
a terceira etapa,
a etapa do
Espírito Santo.
Esta etapa
está fundamentada
nas próprias
palavras do Jesus Cristo.
“No entanto, eu
vos digo a verdade:
é de vosso
interesse que eu parta,
pois, se eu
não for,
o Paráclito
não virá a vos.
Quando eu
for, enviá-lo-ei a vós”.
A terceira
etapa
da História da
Salvação
teve início
com a Ressurreição
do Deus-Filho.
Este acontecimento
é histórico.
Aconteceu nas
terras da Palestina,
em Jerusalém.
Existem ainda hoje
ruínas de muitas
construções materiais.
O fato histórico é
uma forte base da fé.
O que ficou dos
ensinamentos
do Mestre Jesus
Cristo,
atualizam-se no
hoje
através da ação do
Espírito Santo
invisível no meio
de nós,
na Igreja,
com a ajuda de
frágeis humanos.
Desde o
acontecimento histórico
do Jesus Cristo,
é o Espírito Santo
que está
caminhando conosco
nas estradas da
vida,
de uma forma
invisível.
É o Deus
invisível.
Por isso afirmamos
constantemente,
que existem dois
mundos:
O mundo visível
que enxergamos
e o mundo
invisível que existe,
mas não
enxergamos.
Às vezes nos
apegamos
e damos mais
importância
aos Escritos do
Antigo Testamento
e damos menos
importância
ao Evangelho,
aos Atos dos
Apóstolos
e às Cartas
Apostólicas do Novo Testamento.
Pedagogicamente,
as normas e a
prática
do Novo Testamento
deveriam
ocupar-nos,
preferencialmente,
educando-nos
para a eternidade.
O Papa João XXIII*
Abrindo as
cerimonias do último grande Concílio Ecumênico, em 1962, abriu as janelas do
vaticano e disse: deixemos entrar um vento novo, que renove nossa Igreja.
*Papa João XXIII
25/11/1881-03/06/1963. Foi papa italiano. Nasceu em Sotto Il Monte e faleceu no
Vaticano, Italia. Convocou o Concílio Vaticano II.
Acredito firmemente
que deveria acontecer nos nossos dias,
um novo Concílio:
O Concílio do Espírito Santo.
O vendaval seria tão intenso
que seria varrida da face da terra
a indiferença e a apatia,
a ignorância e a injustiça,
a ganância e o orgulho,
o egoísmo e todas as misérias.
E ficaria visível o caminho,
afastada a neblina que ofusca.
Se pensarmos um
pouco perceberemos que o tipo de relacionamento mais lógico, no atual estágio
da história é com o Espírito Santo.
É com Ele que a
interação deve acontecer.
É no momento
presente que acontece o nosso encontro pessoal com o Deus Trindade, com um
personagem mais especifico, com a Pessoa do Espírito Santo, o Deus invisível
morando no meio de nós, ignorado por grande parte da humanidade.
Pouca, muita pouca
literatura temos disponível sobre o
Espírito Santo em comparação com os escritos sobre o Deus Pai Criador e sobre o
Jesus Cristo Redentor.
Ele está presente,
atuante no hoje que vivemos. Falta-nos olhos para perceber onde Ele está
trabalhando.
Como seria
importante termos hoje,
o Evangelho do
Espírito Santo.
Acredito que
existe,
inscrito numa
linguagem diferente,
ainda não
decifrada.
Talvez esteja
esparramada
em diversas
culturas e nações,
e que ainda não
foi possível selecioná-las
e unificá-la.
Talvez os profetas
de hoje
sejam os poetas,
sensíveis à
leitura
do lado de dentro
das coisas
e antenados com o
invisível.
Poderemos acionar
estas novas
antenas e sintonizá-la.
Atualmente,
depois do Concílio
Vaticano II,
aumentaram os
Escritos sobre Ele.
Só estão faltando
as necessárias
iniciativas
para ativá-las no
contexto histórico
que vivemos.
Como cristãos
vivendo neste
século XXI,
tento
compreender-me
inserido dentro de
um contexto
em que me
pergunto,
se o jeitão que
vivo
e testemunho minha
fé
no Deus Pai, no
Deus Filho
e no Deus Espírito
Santo
tem sido uma
resposta
que provoque nos
meus amigos,
nos meus
conhecidos, a expressão:
“Veja como aquele
cidadão ali
dá testemunho da
sua fé;
vê-se que é um
cristão”.
“De que Espírito
está ele embebido?”.
Demos os primeiros
passos
no conhecimento do
Espírito Puro.
Sobre o espírito
impuro, não vamos querer saber muita coisa porque não tem nenhum valor que
mereça admiração nem imitação, nem curtição.
Eneas
Paulo Budel Bogucheski
Atualizado
em 13/02/2016.
eneaspb@gmail.com
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