sábado, 15 de fevereiro de 2014

58.- Ação. Fazer. Somos construtores. 1a. parte.





 

Repensando nossas ações e omissões.

 

Percebemos que temos mãos.

 

As mãos são ferramentas de construção

e manipulação de coisas, objetos,

matéria prima para a transformação

da paisagem do mundo onde estamos. 

 

Com as mãos reconstruímos e
 damos continuidade no aperfeiçoamento

do universo.

 

Criamos ferramentas e máquinas 
que se tornaram extensões das nossas mãos.

 

Se temos mãos é para usá-las. 

 

Uma das grandes potencialidades

que recebemos

como seres humanos

é a capacidade de agir,

de fazer e de construir.

 

 

A ação de fazer é uma segunda ação.

 

A primeira ação é pensar, 
refletir, analisar, planejar. 
Ações mentais.  

 

Depois vem a ação concreta.

 

Somos dotados de capacidades

para aprender teorias,

decifrar códigos e línguas,

e manusear ferramentas,

máquinas e equipamentos.

 

Adquirimos conhecimentos

e com isso estamos aptos

a praticar técnicas de ações

e transformações.

 

Estas capacidades são comuns a todos nós.

 

Não são exclusivos

de algumas poucas pessoas.

 

Capacitados com um par de mãos

realizamos ou damos continuidade

no processo evolutivo.

 

O que não fizemos de bom

atrasou a chegada do bem.

 

Nossas melhores e maiores ações

não foram realizadas ainda.

 

Tudo o que deixamos de fazer

machucou e prejudicou alguém.

 

Percebemos que ‘não fazer’ é um ato.

 

Se pensarmos bem,

somos obrigados a concordar

que o ‘não fazer nada’ é uma falha.

 

Falta de fazer algo.

 

Por exemplo,

se faltarmos ao trabalho

teremos desconto no salário.

 

Se não cumprimos nossas metas,

não realizamos a produção

que seria medida e avaliada,

empacotada e vendida,

levado ao consumo

das necessidades básicas

das pessoas humanas.

 

Nossas omissões

causam mais mal

do que nossas ações.

 

Toda vez que deixamos

de fazer algo por alguém,

algo concreto deixou de acontecer.

 

Nascemos para fazer.

 

Mais do que para falar,

estamos capacitados

com duas ferramentas,

duas mãos, para trabalhar.

 

Junto com o pensar,

o ser humano

possui a potencialidade

de agir e fazer.

 

 

Se ficar só no pensar,

fica só no mundo virtual.

 

Se passar para o fazer,

novo mundo há de nascer.

 

 

Eneas Paulo Budel Bogucheski
Atualizado em 11/02/2016
 

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