sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

56.- Símbolo. A força do símbolo.







Cada ser humano

é algo mais do que aparenta.
 
 
Cada ser é um símbolo que quer ser
decifrado.

 

Todos os textos do Heipo's World

carregam esta mensagem:

quer ser um símbolo

ou despertar a função simbólica. 

 

Que cada um de nós se empenhe

em ser um símbolo(*).

Veja nota de rodapé.

 

Quanto gostaria de carregar de valor

os textos do Heipo, a tal clareza de compreensão e assimilação que, verdadeiramente desejo, o símbolo vai dizer o que estou tentando comunicar.

 

Leia as linhas a seguir e veja

o quanto o símbolo é profundo e traz conhecimento, detalhes e mensagens. 

 

Um símbolo

representa algo que vai além do seu significado imediato e do alcance da razão.

 

Muitas coisas escapam ao alcance do conhecimento humano e requerem a mediação do símbolo para a sua expressão e comunicação.

 

O símbolo

remete a experiência, aspirações e níveis profundos da existência humana e da realidade cósmica inclusive, que não são expressáveis pela via da razão teórica ou do discurso racional.

 

O símbolo

se caracteriza

por possuir um algo a mais de sentido.

 

Acrescenta um novo valor a uma ação ou a um objeto, até a um personagem, convertendo-o em algo aberto que leva à profundidade do real.

 

O símbolo

torna presente uma ausência

e atualiza algo que não pode ser alcançado,

que é impossível de perceber

ou não é conhecido.

 

O específico do símbolo

é ser  a manifestação do mistério,

manifestação do indizível.

 

O símbolo

nos abre para as realidades superiores

no seio daquilo que nos é natural,

aponta para a presença

no meio da ausência,

remete à comunicação

quando se experimenta a solidão.

 

(Leia, mas leia mesmo, o livro Sacramentos, Liturgia do Próximo para você perceber e se convencer da força do símbolo).

 

O símbolo

nos introduz na ordem cultural,

religiosa e ritual.

 

Em virtude da riqueza

e da profundidade do símbolo,

há sempre um fundo

ao qual nunca se chega

e nem se pode expressar.

 

A riqueza e a profundidade do símbolo

mostram outro elemento fundamental:

a variedade e a pluralidade de significações.

 

O que o símbolo faz

é desvendar a face oculta da realidade,

e ao mesmo tempo,

velar a realidade

para preservar o seu mistério.

 

O símbolo revela certos aspectos da realidade - os mais profundos - que se negam a qualquer outro meio de conhecimento. Os símbolos respondem a uma necessidade e preenchem uma função: pôr a nu as modalidades mais secretas do ser”. Mircea Eliade, citado no Livro Sacramentos, Liturgia do Próximo, pagina 100. 

 

Você percebe a minha intenção em trazer todos os meios disponíveis para demonstrar que o conteúdo dos textos do Heipo não são apenas literatura. 

 

Há que se buscar

a verdade última das coisas.

 

          Há que se considerar as várias dimensões da vida: a horizontal, na qual estamos envolvidos, que é a dimensão da rotina.

 

A rotina pode funcionar como anestesiante e acomodande.

 

Por isso, o Heipo, como profeta adverte

que existem ainda as dimensões da verticalidade, em direção acima e, a dimensão da profundidade, das raízes, das razões e sentido.

 

Há ainda a dimensão do mundo invisível.

 

Há a dimensão interna, a dimensão externa.

 

Há o mundo do macrocosmo e do microcosmo. 

 

 

          Usamos de todos os meios conhecidos para entender todas estas dimensões.

 

Mas existem outros meios: A mitologia, as lendas, as parábolas.

 

Temos necessidade dos símbolos para conseguirmos penetrar naquelas dimensões

que não estamos acostumados a caminhar.

 

 

          Não há como negar

que existem outras dimensões.

 

 

Continuamos andando

por caminhos diferentes.

 

 

Podem ser árduas,

mas nos levarão até lá mais distante,

longe da rotina. 

 

 

(*) Aprofunde estes argumentos
lendo o livro do escritor: 
Acosta, Juan José Tamayo.
Os Sacramento, liturgia do próximo.
Editora Paulus, SP. 1998.

 

 

Eneas Paulo Budel Bogucheski                     
Atualizado em 10/02/2016
       
eneaspb@gmail.com 
 
 
 



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