Cada ser humano
é algo mais do que aparenta.
Cada ser é um símbolo que quer ser
decifrado.
Todos os textos do Heipo's World
carregam esta mensagem:
quer ser um símbolo
ou despertar a função simbólica.
Que cada um de nós se empenhe
em ser um símbolo(*).
Veja nota
de rodapé.
Quanto gostaria de carregar de valor
os textos do Heipo, a tal clareza de compreensão e
assimilação que, verdadeiramente desejo, o símbolo vai dizer o que estou tentando
comunicar.
Leia as linhas a seguir e veja
o quanto o símbolo é profundo e traz conhecimento,
detalhes e mensagens.
Um símbolo
representa algo que vai além do seu significado
imediato e do alcance da razão.
Muitas coisas escapam ao alcance do conhecimento
humano e requerem a mediação do símbolo para a sua expressão e comunicação.
O símbolo
remete a experiência, aspirações e níveis profundos
da existência humana e da realidade cósmica inclusive, que não são expressáveis
pela via da razão teórica ou do discurso racional.
O símbolo
se caracteriza
por possuir um algo a mais de sentido.
Acrescenta um novo valor a uma ação ou a um objeto,
até a um personagem, convertendo-o em algo aberto que leva à profundidade do
real.
O símbolo
torna presente uma ausência
e atualiza algo que não pode ser alcançado,
que é impossível de perceber
ou não é conhecido.
O específico do símbolo
é ser a manifestação do mistério,
manifestação do indizível.
O símbolo
nos abre para as realidades superiores
no seio daquilo que nos é natural,
aponta para a presença
no meio da ausência,
remete à comunicação
quando se experimenta a solidão.
(Leia, mas leia mesmo, o livro Sacramentos, Liturgia do Próximo para você perceber e se convencer
da força do símbolo).
O símbolo
nos introduz na ordem cultural,
religiosa e ritual.
Em virtude da riqueza
e da profundidade do símbolo,
há sempre um fundo
ao qual nunca se chega
e nem se pode expressar.
A riqueza e a profundidade do símbolo
mostram outro elemento fundamental:
a variedade e a pluralidade de significações.
O que o símbolo faz
é desvendar a face oculta da realidade,
e ao mesmo tempo,
velar a realidade
para preservar o seu mistério.
“O símbolo revela certos aspectos da realidade -
os mais profundos - que se negam a qualquer outro meio de conhecimento. Os
símbolos respondem a uma necessidade e preenchem uma função: pôr a nu as
modalidades mais secretas do ser”. Mircea Eliade, citado no Livro
Sacramentos, Liturgia do Próximo, pagina 100.
Você percebe a minha intenção em trazer todos os
meios disponíveis para demonstrar que o conteúdo dos textos do Heipo não são
apenas literatura.
Há que se buscar
a verdade última das coisas.
Há que se considerar as várias
dimensões da vida: a horizontal, na qual estamos envolvidos, que é a dimensão
da rotina.
A rotina pode funcionar como anestesiante e
acomodande.
Por isso, o Heipo, como profeta adverte
que existem ainda as dimensões da verticalidade, em
direção acima e, a dimensão da profundidade, das raízes, das razões e sentido.
Há ainda a dimensão do mundo invisível.
Há a dimensão interna, a dimensão externa.
Há o mundo do macrocosmo e do microcosmo.
Usamos de todos
os meios conhecidos para entender todas estas dimensões.
Mas existem outros meios: A mitologia, as lendas,
as parábolas.
Temos necessidade dos símbolos para conseguirmos penetrar naquelas
dimensões
que não estamos acostumados a caminhar.
Não há como negar
que existem outras dimensões.
Continuamos andando
por caminhos diferentes.
Podem ser árduas,
mas nos levarão até lá mais distante,
longe da rotina.
(*) Aprofunde estes argumentos
lendo o livro do
escritor:
Acosta, Juan José Tamayo.
Os Sacramento, liturgia do próximo.
Editora Paulus, SP. 1998.
Eneas
Paulo Budel Bogucheski
Atualizado
em 10/02/2016
eneaspb@gmail.com
eneaspb@gmail.com
Gostei muito da profundidade deste texto, meu amigo.
ResponderExcluirParabéns!