segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

62.- Valores. Recuperando valores perdidos e buscando valores novos.



 

Quem é que não sente saudades

do tempo da nossa infância?

 

Mesmo que as circunstancias de pobreza e carências estivessem presentes, o tempo de infância foi cheio de bons momentos, de alegria e contentamento.

 

A felicidade se apresentava como simplicidade.
 

Qualquer coisa, qualquer brinquedo nos realizava.

 

Quando somos crianças vivemos no mundo perfeito: somos amados, acolhidos, valorizados e respeitados.

Amamos e brincamos,
experimentamos e fazemos quase tudo que gostamos.

Como é bom ser criança.

Com o tempo, fomos crescendo e fomos perdendo a originalidade, a espontaneidade e a simplicidade. E quase nada mais nos contentava.

O mundo bonito, bom, gostoso, alegre e descomprometido, nos balançava nos braços afetivos dos pais, parentes, amigos e educadores.

Experimentamos

o valor da amizade

e das brincadeiras.

 Degustamos o sabor dos pés de moleque, capilé, pirulitos, picolés, aventuras na chuva e na lama, nas trilhas das matas, nos rios e cachoeiras, nos piqueniques e viagens.

Hoje, temos saudades daquele mundo em que recebíamos tudo de graça, sem saber ainda o salário que a maturidade nos cobraria ou nos pagaria.

Mas mesmo assim, muitos valores lá atrás conquistados, ainda hoje permanecem tendo valia.

Como era engraçada

a nossa vida de crianças.

Engraçada, isto é, cheia de graças.

Engraxada com graxa.

Lambuzada de doce.

 

Há um mundo aos nossos pés,

e obediente às nossas mãos.

 

Um mundo de pessoas

iguais a cada um de nós.

 

Gostamos de conversar,

divertir-se, estudar, trabalhar

e ser alguém

querido e reconhecido.

 

Há um mundo sadio e construtivo

saudável, alegre e digestivo,

inteligente, criativo e bondoso,

moderado ou mesmo, sem limites.

 

Fruto de uma parceria,

que carrega a bateria,

com carga interna,

de porções iguais

ou desiguais,

sempre bastando.

 

Graças:

Amor é Graça.

Graças são valores

que necessitamos

e recebemos sem pedir.

 

Graças

são coisas graciosas,

afetivas, carinhosas, e acolhedoras.

 

Graças

são coisas engraçadas,

grávidas de boas expectativas,

atendimento às carências.

 

Graças

são partos da bondade.

 

Graças

são motivações, bens necessárias

para soluções de problemas.

 

Graças

são comportamentos divertidos,

semblantes serenos,

mãos abertas,

abraços apertados,

sorrisos largos,

gargalhadas sem censuras,

ajuda recebida,

desejos de felicidades,

bons-dias desejados com autenticidade.

 

Graça

é infância espiritual.

 

É simplicidade no vestir,

no andar, no falar, no olhar.

 

Graça

é o jeito legal de ser do Heipo.

 

Graça

é a harmonia dos passos

na dança da vida.

 

Graça

é inocência original.

 

Com todas estas graças,
nos convencemos de que não somos daqui,
do campo dos adultos, dos estressados, deprimidos, dos desesperançados.

 

E não estamos presos, amarrados,
nem tampouco impossibilitados de recuperarmos nossa infância ou nossos valores de crianças.

 

Queremos sim, acreditar de novo no Papai Noel,
no construtor do Céu.

 

Não estamos nas condições de prisioneiros.

Deixemos de lado a literatura falida, ateísta e fechada nas muralhas deste pequeno mundo.

 

Nada nem ninguém há
que nos segure neste impulso.

 

Não somos escravos
do que não aceitamos e não queremos.

 

Continuem nos contando histórias impossíveis.

 

Queremos voltar a sonhar, a deixar nossa imaginação voar, como águias.

 

Somos livres.

 

A liberdade é a autoridade

que mantém viva a esperança

em um decreto eterno.

 

Ninguém jamais conseguirá

aprisionar ou matar a esperança.

 

Despertamos de um estado

sonolento, anestesiante.

 

Uma névoa encobria as verdades.

 

Os espelhos estavam embaçados.

 

Nossa face andava triste e deformada.

 

Nossos sonhos mal construídos.

 

 

Sim, é o grito que explode dentro de cada um,

em resposta a esta nova aventura.

 

 

Além das fronteiras nós vamos,

teimando contra o que dizem,

falam e comprovam.

 

 

Não há autoridade competente

que obrigue a manter a esperança calada.

 

 

É a esperança daquele que nada tem

que acorda a rebeldia,

ativando as potencialidades imortais

da raça humana.

 

 

Além das fronteiras existem espaços,

planetas e astros nos quais ninguém ainda pisou.

 

 

É para lá que vamos.

com a certeza,

de por lá ficar.

 

Vamos encontrar aquele que disse: “Na casa do meu Pai há muitas moradas. Vou preparar-vos um lugar”.

 

 

Eneas Paulo Budel Bogucheski

Atualizado em 13/02/2016

eneaspb@gmail.com 


Nenhum comentário:

Postar um comentário