O jogo está em andamento.
E faz tempo que começou.
Parece que já está no segundo tempo
ou no ‘novo tempo’.
E nós não estamos nas arquibancadas,
somente assistindo.
Estamos dentro do campo.
Dois times: dois adversários,
cada um tentando buscar a vitória.
E, no campo, não se descansa.
Nem se anda. Corremos o tempo todo.
Às vezes, enquanto a bola está lá na frente,
nós que jogamos na defesa, descansamos.
De repente, a bola volta para o nosso lado,
e aí, nós precisamos atacar,
para fazer os gols
que nos levarão à vitória.
Tempos novos,
novas regras:
não há mais atacantes
nem defensores.
Recebemos orientações
para jogar em todas as posições.
Ora estamos no ataque,
ora estamos no meio do campo,
ora estamos na defesa.
E, como todos sabemos,
dentro do campo,
existem normas,
há um juiz.
O nome do nosso time é
"Novo Testamento".
Nosso time
não está rendendo muito ainda.
Tem perdido muitos gols.
Nosso técnico tem usado de muita paciência.
Não nos dispensa.
Não é fácil assimilar novas regras,
novas normas, novas técnicas e estratégias,
quando
fomos orientados
e acostumados a jogar
como todo mundo joga.
O novo Testamento
tem uma nova norma
e um novo mandamento: Amarás o Senhor teu Deus
de todo o teu coração
e o próximo como a ti mesmo.
E ainda tem mais um complemento:
amarás o teu inimigo, o teu adversário.
Epa! E agora?
Jogaremos então só pelo empate?
Mas se assim for,
não há mais porquê esforçar-se?
Vamos esclarecer melhor estas dúvidas.
Faltando clareza em nossos objetivos,
será fácil desanimar e isso nos levará
a descuidar da vitória.
Não estamos mais
sob o jugo do pecado original do Adão e da Eva.
Estamos sim,
sofrendo as consequências daquele erro que comprometeu
o êxito de todos os outros times.
Agora, nesta nova fase
da História da Salvação, este novo campeonato
possui um novo presidente,
do qual recebemos as novas orientações,
motivações, recursos e técnicas.
Já somos filhos resgatados,
e, por isso, vencedores.
O ser humano é,
na sua estrutura última,um ser religioso, podendo estar
ligado ou desligado da sua origem.
O ser humano
nasceu do eternomas, se tornou terráqueo.
Ou, invertendo:
o ser humano nasceu na terra, limitado,mas tem todas as condições para ser eterno,
se jogar de acordo com as novas regras.
A cultura do mundo,
obarulho da torcida, anestesia a memória
da nossa origem.
Deixamos de viver os valores
que nos imortalizampara viver outros valores
que nos distanciam cada vez mais
da raiz e da fonte,
porque cada vez mais
nos afastam da finalidade destinatária.
Qual o destino das pessoas humanas?
Por teimosia ou por fraqueza,
por covardia ou por atrofia pela culpa do pecado original,
ainda enraizado nas nossas tradições,
ainda exposto no altar de muitas igrejas,
recebemos um peso de importância maior
do que as novas orientações
conquistadas e ensinadas pelo
novo treinador Jesus Cristo.
O cansaço, as fraquezas, as limitações,
ou “o pecado original” é um acontecimento histórico,
experimentado por toda pessoa humana,
na sua experiência existencial.
A missão do Filho do Criador foi restaurar,
consertar o erro das primeiras pessoas que estiveram em contato real, frente a frente com o Criador.
Quando o criador fez o universo
as primeira pessoas, Adão e Eva,conviviam com Ele, frente a frente,
visivelmente.
Havia harmonia e paz no universo,
paz e convivência natural, com o próprio criador
e entre todas as criaturas.
Com o pecado original,
a harmonia foi desestruturada.
A ordem foi comprometida pela
desobediência e pelo orgulho (=pecados originais).
A desobediência gerou o orgulho,
ou o orgulho provocou a desobediência.
Aí entrou a astúcia de um técnico traidor,
prometendo liberdade,criando a mentira,
afastando-nos da Verdade.
Entra no campo das criaturas,
a divisão e a desarmonia, e as brigas nas arquibancadas.
A desobediência o e orgulho,
este casal influenciou a invasão de toda espécie de
maldade e corrupção,
dentro e fora dos campos.
A ganância e a infidelidade,
a corrupção e a morte jogam no time adversário.
Todos estes desequilíbrios
afastaram-no do nosso Pai e Criador,e também dos nossos irmãos.
Custamos aceitar
e a nos acostumar que estamos mais
sob as forças redentoras do Jesus Cristo,
do que das consequências
do pecado do Adão e da Eva,
apesar do cansaço e da fraqueza.
As consequências do pecado original
são comprovadas pela não aceitação dos nossos limites e imperfeições.
De certa forma,
e bem compreendido,
o pecado original gera um adubo
no qual podemos semear
e cultivar virtudes
que podem nos levar à vitória.
O pecado original pode ser benéfico.
O sentimento de ausência,
de fragilidade, de sede,
pode despertar a
sede de perfeição,
pode ativar a curiosidade
sobre o futuro, sobre o céu.
“Inquieto estaremos
até que consigamos descansar
no Colo do nosso Criador,
nosso Pai Celestial".
Santo Agostinho de Hipona.
Durante o jogo
experimentamos a filiação divina como fonte das graças
e, experimentamos também
as forças contrárias,
que provocam a desunião,
o egoísmo, a calúnia,
a desconfiança e a inveja,
como fontes das outras desgraças.
Durante o jogo,
podemos sentir o desânimo, a moleza, a preguiça,
a apatia, a indiferença
e as omissões.
Mas não devemos nos entregar.
Já fomos redimidos pelo Jesus Cristo,
através do Projeto da Redenção.
Se ficarmos sentados,
admitindo que o pecado original reduz nossas forças e capacidades,
e não nos esforçamos
pela aquisição
das novas ferramentas.
Então nos tornamos cristãos estéreis,
um time de atletas da água morna,que nada produz
e nem espanto e admiração
causam aos expectadores,
ainda não incorporados
no nosso novo time.
Nesta situação,
estaremos aceitando as normas do concorrente,
convivendo com a mentalidade
que limita nossas potencialidades.
O técnico do time adversário
usa a estratégia de atrasar a chegada
da nova sociedade,
a ser conquistada
por este nosso novo time.
Se não estamos vencendo ainda
é porque estamos carregando o jugo de muitos valores do Antigo Técnico.
O Novo Testamento
já
está em vigor.
O Jesus Cristo já esteve aqui,
encarnou-se,o projeto da Redenção,
mostrando como será, ressuscitando.
Esta é a vitória que buscamos.
E nos perguntamos
se ainda estamos vivendosob os efeitos do Pecado Original?
Se estamos vivendo
sob os efeitos do pecado original,toda a vida do Jesus Cristo na terra
não serviu de nada para nós.
Ele já nos reconciliou,
e Ressurreição,
e, como consequência,
já nos transformou,
nos Filhos do Pai dos Céus.
“Se alguém ouvir a minha voz,
e abrir a porta, meu Pai o amará
e nós viremos a ele
e nele faremos morada”.
São João 14,23
e nós viremos a ele
e nele faremos morada”.
São João 14,23
“Somos santificados
pela oblação do corpo do Jesus Cristo
uma vez para sempre”.
Hebreus 10,10.
“Receberás a força do Espírito Santo,
que virá sobre vós
e sereis minhas testemunhas”.
Atos dos Apóstolos 1,8.
O poder que o Jesus Cristo prometeu
o potencial dinâmico
necessário para a transformação
e a condição evangélica
e viver como filho Dele nesta terra.
O Jesus Cristo
ensinou a nova técnica de jogar.
Toda sua mensagem
se resume na conjugação do verbo amar em todos os modos, tempos e conjugações.
Amar nosso Pai, Criador,
acima de todas as coisas.
Amar o próximo como a si mesmo,
Amar a natureza, como presente que recebemos.
Amar tudo
para redimir a natureza física e a natureza humana.
Com o Jesus Cristo,
inaugura um novo tempo,
uma nova forma,
uma nova dimensão de relacionamento:
somos de novo, filhos adotivos do Pai do Céu,
resgatados, salvos.
Regenerados, salvos, agradecidos,
venceremos mais este jogo.
Não estamos na arquibancada,
apenas assistindo.
apenas assistindo.
Eneas
Paulo Budel Bogucheski
Atualizado em 10/02/2016.
eneaspb@gmail.com
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