domingo, 26 de janeiro de 2014

28.- Céu. Aí de nós se não olharmos para cima.



Terráqueo nascemos.

Terráqueos
não podemos permanecer.

 
As estrelas esperam por nós,
lá no infinito.

 
Sonhamos nos transformar
em criaturas celestiais.

 
As estrelas estão lá em cima,
indicando a futura casa.

 
Não existe o tão longe
que nossos olhos não vislumbrem
e nossas almas não alcancem
num piscar de olhos.

 
Por entre os astros e estrelas
do espaço Infinito,
os olhos nos levam a crer
na existência e na bondade 
do nosso Paizão.

 
Foi Ele que fez tudo isso para nós.

 
Só pode ser esta a razão
de nos ter dado a vida.

 
Para qual finalidade
nosso Pai iria criar estrelas?

 
Para serem inúteis, 
sem finalidade?

 
Algumas estrelas
nascem para brilhar,
como o sol.

 
As outras estrelas
terão outras finalidades.

 
Talvez acampemos lá,
no próximo estágio.

 
Acima, bem acima,
há uma altitude
que não conseguimos alcançar.

 
Acima, bem acima,
há uma altura,
que nossos recursos
ainda não conseguem abraçar.

 
Mas aí de nós,
se não olharmos para cima.

 
Nosso Paizão dos céus
não é um enganador.

 
Ele fez tudo isso para todos nós.

 
Que tipo de olhos enxergam o invisível?

 
Quero aperfeiçoar estes meus fracos olhos
e antecipar novas conquistas.

 
 
                          Esta é a minha ambição:
                         seguir a estrela.

                               Não importam os fracassos.

                             Não importa a longa distância.

                           Lutar pelo que é justo,
                       sem hesitar nem duvidar.

                    Estar disposto a descer ao inferno

               por uma causa divina.
 
        Sonhar o sonho impossível.
 
Lutar contra o inimigo invencível
  suportar a tristeza insuportável.
     Chegar onde os heróis não chegam.
          Corrigir os erros irreparáveis.
               Amar além do amor puro e casto.
                    Lutar com os braços esgotados.
                        Alcançar a estrela inatingível.
                         Miguel de Cervantes*.
 
*Miguel de Cervantes Saavedra 29/09/1547-22/04/1616. Foi escritor, romancista e poeta espanhol. Nasceu em Alcalá de Henares, Espanha e faleceu em Madri, Espanha. Autor do Livro: Dom Quixote de La Mancha. 
 
Se não olharmos para cima
nosso pescoço ficará duro.
 
Se não olharmos para cima
nossos olhos só olharão para a frente
 
ou para os lados. 
 
 
Se não olharmos para cima
nada de interessante
e libertador será transferido
para dentro da nossa cachola.
 
Aí o vazio e a depressão
 
preencherão os espaços destinados
a tudo aquilo que nossos olhos
não contemplaram,
 
e não intuíram,
lá de cima.
 
 
Ai de nós, 
se não olharmos para cima.
 
 
Talvez voltemos 
a andar com as quatro patas,
no chão, como os animais
que não se levantaram,
e por isso, não evoluíram.
 
Eneas Paulo Budel Bogucheski            

eneaspb@gmail.com 41 98854 5166

Atualizado em 02/02/2016
Atualizado em 08/05/2026 


 

 


 

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