Terráqueo
nascemos.
Terráqueos
não
podemos permanecer.
As
estrelas esperam por nós,
lá
no infinito.
Sonhamos
nos transformar
em
criaturas celestiais .
As
estrelas estão lá em cima,
indicando
a futura casa.
Não
existe o tão longe
que
nossos olhos não vislumbrem
e
nossas almas não alcancem
num
piscar de olhos.
Por
entre os astros e estrelas
do
espaço Infinito,
os
olhos nos levam a crer
na
existência e na bondade
do nosso Paizão.
Foi
Ele que fez tudo isso para nós.
Só
pode ser esta a razão
de
nos ter dado a vida.
Para
qual finalidade
nosso
Pai iria criar estrelas?
Para
serem inúteis,
sem finalidade?
Algumas
estrelas
nascem para brilhar,
como
o sol.
As
outras estrelas
terão outras finalidades.
Talvez
acampemos lá,
no
próximo estágio.
Acima,
bem acima,
há
uma altitude
que
não conseguimos alcançar.
Acima,
bem acima,
há
uma altura,
que
nossos recursos
ainda
não conseguem abraçar.
Mas
aí de nós,
se não olharmos para cima.
Nosso
Paizão dos céus
não
é um enganador.
Ele
fez tudo isso para todos nós.
Que
tipo de olhos enxergam o invisível?
Quero
aperfeiçoar estes meus fracos olhos
e
antecipar novas conquistas.
Esta é a minha ambição:
seguir a
estrela.
Não
importam os fracassos.
Não importa a longa distância.
Lutar pelo que é justo,
sem hesitar nem duvidar.
Estar
disposto a descer ao inferno
por
uma causa divina.
Sonhar o sonho impossível.
Lutar contra o inimigo invencível
suportar a tristeza insuportável.
Chegar onde os heróis não chegam.
Corrigir os erros irreparáveis.
Amar além do amor puro e casto.
Lutar com os braços esgotados.
Alcançar a estrela
inatingível.
Miguel de Cervantes*.
*Miguel de Cervantes
Saavedra 29/09/1547-22/04/1616. Foi escritor, romancista e poeta espanhol.
Nasceu em Alcalá de Henares, Espanha e faleceu em Madri, Espanha. Autor do Livro: Dom
Quixote de La Mancha.
Se
não olharmos para cima
nosso
pescoço ficará duro.
Se
não olharmos para cima
nossos
olhos só olharão para a frente
ou para os lados.
Se
não olharmos para cima
nada
de interessante
e
libertador será transferido
para
dentro da nossa cachola.
Aí
o vazio e a depressão
preencherão os
espaços destinados
a
tudo aquilo que nossos olhos
não
contemplaram,
e não intuíram,
lá
de cima.
Ai
de nós,
se não olharmos para cima.
Talvez
voltemos
a andar com as quatro patas,
no
chão, como os animais
que
não se levantaram,
e por isso, não evoluíram.
Eneas
Paulo Budel Bogucheski
eneaspb@gmail.com 41 98854 5166
Atualizado em 02/02/2016
Atualizado em 08/05/2026

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