O que é GPS?
GPS = Global
Positioning System é a abreviatura de Navstar GPS = NAVigation System with Time
and Ranging Global Positioning System.
O GPS é um sistema de rádio navegação baseado em
satélites desenvolvido e controlado pelo departamento de defesa dos Estados
Unidos, que permite a qualquer usuário saber a sua localização, velocidade e
tempo, 24 horas por dia, sob quaisquer condições atmosféricas e em qualquer
ponto do globo terrestre.
Poucos anos atrás, um dos instrumentos de localização ou
referencia na terra era a bússola. A bússola nos orientava na terra.
O desenvolvimento provocou mudanças rápidas. Ainda estamos na fase de adaptação ao processo revolucionário que as mudanças dos últimos 100 anos provocaram.
Hoje nem se fala mais na bússola.
Agora temos o GPS.
O GPS é uma bússola aperfeiçoada.
Um equipamento bem mais sofisticado, com mais recursos.
Mais adaptado aos seres humanos viajantes do terceiro milênio.
Interessante é o fato de que toda a aparelhagem necessária para
que o GPS funcione na terra, foi inventado pelos homens e colocado lá em cima,
no céu, nos satélites.
Antes, a bússola só funcionava com a atração da terra.
Incrível e interessante essa observação.
Essa observação ajuda-nos a confirmar que é de ‘cima’ que vem
orientações mais seguras e definitivas.
Escolhemos muitas coisas na vida.
Algumas coisas perseguimos com teimosia, cultivadas com a finalidade de fortalecer convicções e dar direção aos nossos passos.
Trata-se de um ato de coerência para manter o equilíbrio emocional, afetivo e espiritual.
E trata-se, fundamentalmente, de ser coerente com a nossa capacidade racional, e natural, de querer saber o porquê e para quê.
Nesta busca de direções, podemos escolher outros caminhos,
diferentes dos caminhos que nossos pais, avós e professores tomaram.
Hoje, dirigimos a nossa própria vida e somos por ela
responsáveis.
Aprendemos mil teorias sobre como viver a vida.
O bem que cada pessoa humana procura é o bem comum a todos.
Definitivamente, como regra geral para todo vivente
podemos concluir que cada um e todos procuram o bem comum e o bom.
Muito do que
somos,
recebemos
gratuitamente.
Muito do que somos
e muitos bens que
possuímos,
conquistamos com
nossos próprios esforços.
Tudo isso somado,
são elementos que
nos ajudam a
perceber
quão fracos e
imperfeitos somos no conviver.
Egoístas nascemos.
Egoístas
permanecemos,
se não escolher mudar.
Tarde percebemos
de o egoísmo nos despir.
Longe das
orientações do nosso Pai
nos perdemos
e a órfãos nos
deformamos.
Saudades dum
lugar,
de ‘algo mais’
nas entranhas
ainda cultivamos.
Nos caminhos onde
andamos,
atalhos escolhemos
e nos perdemos.
Os atalhos, mal
conhecidos,
atrasam-nos.
Não levam ao lugar
sonhado.
Desviam-nos do
objetivo final.
Pelo atalho, demora
mais,
enroscando-nos no
supérfluo.
Perdidos
estávamos,
mas nunca, nunca
desistimos.
Uma ânsia ou uma
saudade impulsiona.
Há algo invisível,
Há sim, um Norte
ou um Sul,
Temos um Pai que
nos atrai.
Há um princípio,
uma lei
gravitacional,
convincente e real
conduzindo-nos,
chamando-nos
para o lar
infinito, definitivo,
dentro do qual nos
sentiremos
protegidos no bom
sereno do céu.
Um bom amigo de
longe veio e acenou.
Fomos achegando
e percebendo que
nele não havia egoísmo.
Desmontamos do
cavalo xucro
e percebemos que
podemos mudar,
de novo, de
direção.
Demora mas
aprendemos.
O tempo do egoísmo
também se esgota.
Se há outro
caminho,
que não seja o
egoísmo,
brota um novo ramo
na árvore seca da vida,
que indica o rumo
novo,
nova forma de
viver.
A busca, teimando,
encontrou nova
ferramenta.
No GPS
não há indicações
para desvios do
orgulho,
nem para as
ilusões do egoísmo,
nem indica o poder
como ponto de referência.
Os velhos
norteadores de vida,
impunham tralhas
pesadas e desnecessárias.
A bússola serviu
no passado,
mas não foi
suficiente
para indicar a
verdade definitiva.
Tantas tralhas e
freios, desnecessários.
Tantas ilusões e
desequilíbrios,
conceitos,
fantasias, formas,
sob o comando do
egoísmo,
do orgulho e do
poder.
Bússolas
enganadoras,
estragadas ou
defeituosas,
orientando para
atalhos vazios,
desviando do rumo
certo.
Já andamos mais de
meio caminho,
e percebemos o
tempo perdido que se foi,
sem ter
contribuído com quase nada, de
base referencial
para a verdade definitiva.
A viagem, a partir
do novo GPS,
tornou-se mais
leve,
e os passos mais
ágeis,
e a meta mais
clara.
Compreensão,
tolerância, justiça, amor.
A consciência no
comando.
O ego
domesticado.
Sem cerimônias e
sem propagandas,
da velha bússola
teremos de nos desapegar.
A bússola ficou
para lá
e o novo GPS esta
disponível,
gratuitamente.
Basta despertar e ativar a
consciência.
Nota do autor:
Agora releia o texto
e troque a palavra ‘bússola’ por razão,
e a palavra GPS por ‘consciência’.
Eneas
Paulo Budel Bogucheski
Criado e publicado no Blog
e no FACE em 14 03 2026
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Criado em 21/05/2014
Atualizado em 29/01/2016

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