domingo, 26 de janeiro de 2014

05.- Bússola. Trocando a bússola pelo GPS.




       O que é GPS? 
 
   GPS = Global Positioning System é a abreviatura de Navstar GPS = NAVigation System with Time and Ranging Global Positioning System. 

    O GPS é um sistema de rádio navegação baseado em satélites desenvolvido e controlado pelo departamento de defesa dos Estados Unidos, que permite a qualquer usuário saber a sua localização, velocidade e tempo, 24 horas por dia, sob quaisquer condições atmosféricas e em qualquer ponto do globo terrestre. 


  Poucos anos atrás, um dos instrumentos de localização ou referencia na terra era a bússola. A bússola nos orientava na terra. 

          O desenvolvimento provocou mudanças rápidas. 
Ainda estamos na fase de adaptação ao processo revolucionário que as mudanças dos últimos 100 anos provocaram. 

 
 Hoje nem se fala mais na bússola. 

        Agora temos o GPS. 

        O GPS é uma bússola aperfeiçoada. 

        Um equipamento bem mais sofisticado, com mais recursos. 

        Mais adaptado aos seres humanos viajantes do terceiro milênio. 

 
       Interessante é o fato de que toda a aparelhagem necessária para que o GPS funcione na terra, foi inventado pelos homens e colocado lá em cima, no céu, nos satélites. 

 
      Antes, a bússola só funcionava com a atração da terra. 

 
      Incrível e interessante essa observação. 


     Essa observação ajuda-nos a confirmar que é de ‘cima’ que vem orientações mais seguras e definitivas.

 
      Escolhemos muitas coisas na vida. 

         Algumas coisas perseguimos com teimosia, cultivadas com a finalidade de fortalecer convicções e dar direção aos nossos passos. 

         Trata-se de um ato de coerência para manter o equilíbrio emocional, afetivo e espiritual. 

        E trata-se, fundamentalmente, de ser coerente com a nossa capacidade racional, e natural, de querer saber o porquê e para quê. 

     Nesta busca de direções, podemos escolher outros caminhos, diferentes dos caminhos que nossos pais, avós e professores tomaram. 

Hoje, dirigimos a nossa própria vida e somos por ela responsáveis. 

     Aprendemos mil teorias sobre como viver a vida. 

    O bem que cada pessoa humana procura é o bem comum a todos. 

     Definitivamente, como regra geral para todo vivente podemos concluir que cada um e todos procuram o bem comum e o bom. 

    O que é bem e bom tem valor e ajuda a crescer, ajuda a evoluir e atingir a perfeição para a qual fomos equipados e convidados a atingir.

 
Muito do que somos,
recebemos gratuitamente.


Muito do que somos
e muitos bens que possuímos,
conquistamos com nossos próprios esforços.


Tudo isso somado, são elementos que
nos ajudam a perceber
quão fracos e imperfeitos somos no conviver.

 
Egoístas nascemos.
Egoístas permanecemos,
se não escolher mudar. 

Tarde percebemos de o egoísmo nos despir.
 
Longe das orientações do nosso Pai
nos perdemos
e a órfãos nos deformamos.


Saudades dum lugar,
de ‘algo mais’
nas entranhas ainda cultivamos.

 
Nos caminhos onde andamos,
atalhos escolhemos
e nos perdemos.

 
Os atalhos, mal conhecidos,
atrasam-nos.

Não levam ao lugar sonhado.
Desviam-nos do objetivo final.

 
Pelo atalho, demora mais,
enroscando-nos no supérfluo.

 
Perdidos estávamos,
mas nunca, nunca desistimos.

Uma ânsia ou uma saudade impulsiona.


Há algo invisível,
Há sim, um Norte ou um Sul,
Temos um Pai que nos atrai.

 
Há um princípio,
uma lei gravitacional,
convincente e real
conduzindo-nos,
chamando-nos
para o lar infinito, definitivo,
dentro do qual nos sentiremos
protegidos no bom sereno do céu.


Um bom amigo de longe veio e acenou.

 
Fomos achegando
e percebendo que nele não havia egoísmo.
 

Desmontamos do cavalo xucro
e percebemos que podemos mudar,
de novo, de direção.


Demora mas aprendemos.

 
O tempo do egoísmo 
também se esgota.

 
Se há outro caminho,
que não seja o egoísmo,
brota um novo ramo na árvore seca da vida,
que indica o rumo novo,
nova forma de viver.

 
A busca, teimando,
encontrou nova ferramenta.

 
No GPS
não há indicações
para desvios do orgulho,
nem para as ilusões do egoísmo,
nem indica o poder como ponto de referência.

 
Os velhos norteadores de vida,
impunham tralhas pesadas e desnecessárias.

 
A bússola serviu no passado,
mas não foi suficiente
para indicar a verdade definitiva.

 
Tantas tralhas e freios, desnecessários.

 
Tantas ilusões e desequilíbrios,
conceitos, fantasias, formas,
sob o comando do egoísmo,
do orgulho e do poder.
 

Bússolas enganadoras,
estragadas ou defeituosas,
orientando para atalhos vazios,
desviando do rumo certo.

 
Já andamos mais de meio caminho,
e percebemos o tempo perdido que se foi,
sem ter contribuído com quase nada, de
base referencial para a verdade definitiva.

 
A viagem, a partir do novo GPS,
tornou-se mais leve,
e os passos mais ágeis,
e a meta mais clara.

 
Compreensão, tolerância, justiça, amor. 
A consciência no comando. 
O ego domesticado. 

 

Sem cerimônias e sem propagandas,
da velha bússola teremos de nos desapegar.

 
A bússola ficou para lá
e o novo GPS esta disponível,
gratuitamente. 

Basta despertar e ativar a consciência
 

Nota do autor:
Agora releia o texto
e troque a palavra ‘bússola’ por razão,
e a palavra GPS por ‘consciência’.


 
Eneas Paulo Budel Bogucheski
eneaspb@gmail.com    41 98854 5166

 

Criado e publicado no Blog

e no FACE em 14 03 2026

 

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Criado em 21/05/2014
Atualizado em 29/01/2016
Atualizado em 24/03/2026



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