Olhar para cima,
procurando saídas.
Sonhar com a eternidade
e pôr-se a caminho,
construindo-a.
Há algo mais
Não faz parte da rotina.
Escapa das nossas mãos e visões.
O
que sei e o que não sei,
E muitos de nós,
Algo
me anima
Mas tem coisa dentro de mim
eneaspb@gmail.com
que nossas
capacidades mentais
possibilitam conhecer.
Há algo mais
além do que nossos
olhos veem.
Há algo mais para lá
do que nossos
sentimentos
experimentam e sentem.
Há algo mais
que a fé diz existir
e que ainda nos
escapa.
Há algo em nós
que é sobrenatural,
e que nos ultrapassa
e que esconde ‘algo’.
Há algo mais
que nos provoca,
atraindo-nos e nos
chama
e nos deixa ansiosos.
O que é desconhecido
quer se fazer
conhecido.
O que nos mantém
presos e inseguros
é a sensação do
despreparo.
Se nos sentimos
despreparados
é porque não nos
conhecemos o suficiente.
Receamos conhecer o
desconhecido
que promete mais
e nos acomodamos com
o conhecido
que não nos realiza.
Em cada um de nós
existem
possibilidades desconhecidas,
ainda dormindo.
Abrir-se ou
aventurar-se
no campo do infinito
é a maior de todas as
ambições humanas.
É uma aventura, quase
um escape,
um querer fugir do
mundo pequeno.
É uma revolta
contra tudo aquilo
que não preenche,
não completa, não
realiza
e deixa um sutil
sentimento
de frustração.
Abrir-se para o
infinito
é romper as
fronteiras e os limites.
É vivenciar os
melhores valores
que tens à sua
própria disposição.
Estes valores,
vivenciados,
provam a existência
do céu.
O infinito
faz
cócegas no finito.
O infinito
desperta a
curiosidade.
O infinito, abre as portas
para
esperanças novas.
Sou o mais completo,
complexo
e complicado ser da
criação.
Mas experimento
também
a força da limitação.
Mas esta limitação,
é apenas um detalhe,
um componente do todo.
Não é um obstáculo
intransponível.
Tenho ideais
mais altos e mais
fortes
do que sou.
Tenho sonhos infinitos
que querem alargar
os limites do que sei
e experimento.
Minha fragilidade
humana limita
o que de eterno há em
mim.
O que há de finito em
mim,
serve de copo para
recepcionar
o infinito.
Cabe? Cabe sim,
vazando, escapando,
segurando as sobras
que satisfazem.
Quão pequeno sou,
quase incapaz,
mas teimoso e
esperançoso,
tento fazer caber
dentro das minhas
limitações,
o maior”, o imenso, o
infinito.
Há
de caber o que não posso conter?
Se
não couber todo, há de vazar.
Mais mérito há de ser
assim,
do que manter vazio
um espaço criado
para recepcionar o
infinito.
Está para acontecer,
a qualquer momento,
se não me arrebento,
coisa grande vai
acontecer.
Será que estamos à porta?
ou à beira, do fim?
Ou de um novo grande evento?
Um recomeço?
Vamos continuar.
É
melhor arriscar,
do
que ficar por aqui, parado.
Aqui, a ‘coisa’ vai acabar.
Lá,
a ‘coisa’ está sempre a começar.
Esta inquietação
atrai e convida,
e se expõe e se impõe.
É
uma atração.
Espera
um sim.
Exige uma resposta.
Não
há como resistir.
Não
é algo comum.
Não
vejo a mesma ânsia nos outros,
meus irmãos, meus iguais.
Será um dom ou uma teimosia?
Um desequilíbrio da minha natureza?
Na
grande síntese da vida
apenas três realidades existem:
o mundo, o homem e o nosso Pai Criador.
Destas três a que menos conhecemos
é
o nosso próprio Pai Criador,
o Criador do Cosmos
e do Infinito.
do
Deus Uno e Trino,
merece
maior investimento meu.
O mundo visível, já o conhecemos,
mesmo que superficialmente,
pois
que somos barro da terra.
O
mundo invisível
esconde
códigos e senhas
e
estamos começando a decifrá-los.
Do
homem temos um razoável conhecimento
pela História e pela lida, no dia a dia.
Estamos continuamente,
uns
ao lado dos outros.
causamos
espanto e surpresas.
Na natureza humana
surgem algumas interrogações.
As
definições filosóficas e científicas
não
esgotaram a intimidade,
o
conteúdo e as promessas feitas
às
criaturas humanas,
imagem
e semelhança do Pai Criador.
Há
ansiedade insatisfeita.
Há
profundidade infinita
na
natureza humana
que
só o infinito pode suavizar,
que
só o infinito pode ‘encher’.
Do
Deus Pai e do Deus Filho
e do Deus Espírito Santo,
as fontes de pesquisas são infinitas.
E é por aqui que agora havemos de pisar.
Esta
parceria, promover para aliança,
é
a mais acertada tacada
do nosso último empreendimento
na
escalada da pirâmide da perfeição.
Devemos desistir?
Mas por que deixar como
está?
Na escuridão?
Ignorando a fonte da
Luz
que nos faz enxergar
lá do outro lado, do
IN-finito.
Quero
morar lá, onde mora o Infinito.
Algo
em mim impulsiona,
energiza e anima
o que tenho de humano,
em direção a algo mais,
além deste mundo,
além do que vejo,
sinto e percebo.
Algo condiciona e impulsiona
meu
frágil ser,
a
expressar-se
mais
do que posso.
a querer e poder
mais
do que sou.
Não
ao não,
mas
sim ao sim.
Sinto
cócegas.
Preciso
me coçar.
Numa
hora quero ser mais livre,
quero voar, mas não consigo, não tenho asas.
Noutra hora quero transportar-me
para o alto da montanha,
sem dar os passos
por entre as
pedras.
Querendo
ser mais
experimento as barreiras,
as cadeias, as cordas,
as correntes, as carências,
as impotências e a paralisia.
Eis
que ainda sou uma mistura de massas,
composta pela síntese mineral,
vegetal, animal e humana,
habitado por migalhas de infinito.
Quero devolver-me ao infinito
mesmo
sendo massa pesada.
Sei
que minha alma é leve
e transparente.
Estou
na terra,
mas não sou terráqueo.
Se daqui eu fosse,
seria muito mais sossegado.
que cutuca o bicho preguiça,
que desperta outro bicho,
escondido, atrás desta natureza humana,
projetada para novos
horizontes,
novos espaços, novo jeito de
ser,
ainda
desconhecido.
De
repente, de
novo,
experimento-me
curtindo
uma expectativa
uma
esperança,
ou
uma ânsia,
uma
saudade
que
me parece
não ser minha.
Uma sensação
de que não sou
daqui.
Não
me acostumo
com
minhas limitações.
Meus
limites temporários
fazem-me
esquecer
que
sou humano,
limitado
pelos dois pés.
E
me fazem sentir
o
que é ser já, eterno, sem ser.
E
aí o tempo passa
e
eu não percebo
o
tempo passar.
Será
esta a sensação
de
sentir, que não sou daqui?
Eis
que sou e estou
morando
no tempo.
No
Céu, fora do tempo,
o meu e nosso Pai,
o Artista que nos criou,
o Perfeito está sempre chamando
Vem’.
Existe
uma ânsia,
uma
vontade ou um sonho
que
arde dentro de cada um de nós,
pessoas
humanas realmente,
e
divinas potencialmente.
O
que há de humano em nós,
contenta-nos
ou nos humilha.
O
que há de divino em nós
manifesta-se
como sede
que
não sacia,
e
como obra de arte,
inacabada.
Eneas
Paulo Budel Bogucheski
Atualizado em 02/02/2016Atualizado em 22/05/2026
eneaspb@gmail.com
Leia
outros textos no meu blog
https://heiposworld.blogspot.com/
e
no FACEBOOK
https://www.facebook.com/eneaspaulo.bogucheski

Nenhum comentário:
Postar um comentário