domingo, 26 de janeiro de 2014

11.- Infinito. Já moramos dentro do infinito





A experiência que fazemos 
       é que somos humanos, limitados e finitos. 


Mas não somos só humanos, ou melhor, 
somos humanos inconformados 
com nossa própria humanidade. 


Não somos só limitados. 
Fazemos a experiência de idealizar sonhos 
que ultrapassam qualquer espécie de limites. 


Não existem apenas fronteiras. 


As fronteiras avisam que existe algo além delas. 


Finitos que somos 
ousamos a aventura de pesquisar o infinito. 


Esta provocação desafia e desconcerta a lógica. 


Abrem perspectivas, 
e talvez resulte em coisas boas, inimagináveis.

Se for por aqui que vamos, 
temos que saber que vamos nos posicionar 
diante de realidades e valores maiores 
do que nós mesmos. 


Aceitamos o desafio. 

Não nos acovardamos diante do mistério

ou diante de qualquer grandeza.

Antes que despertássemos 
do nosso mundinho terráqueo, 
já havia um desafio vindo em nossa direção, 
provocando-nos para partir para mais longe, 
deixando nossos pequenos interesses e ambições. 

Não aceitamos mais posições desconfortáveis, 
limitados por fronteiras e limites geográficos. 

O infinito faz cócegas no finito.
    Desperta a curiosidade.
        Abre as portas para esperanças novas.

Não conseguimos parar de pensar 
        e imaginar qual seja o tamanho do universo.

Vemos este espaço acima das nossas cabeças 
como o lugar onde nosso Pai Eterno 
está e administra todo o universo. 

Nos escritos Bíblicos constam várias passagens 
que Deus é o nosso Pai, 
que Ele é o Criador do Universo. 
E nós acrescentamos que Ele é 
o grande e supremo Cientista.

Nós somos parte da arte 
que está exposta no universo, 
obras das mãos de Alguém 
que fez tudo bem e tudo bom.

Nosso Deus é o nosso Pai 
e é o Criador do universo.

Nosso Pai é extraterrestre. 

Nós, então, como filhos Dele, 
não somos daqui.

Somos também, extraterrestres. 

Mas o que estamos fazendo aqui,
se aqui não é nosso lugar?


Milhões de pensamentos 
passeiam no nosso pequeno, 
localizado e vastíssimo cérebro.


Parar para pensar nestas afirmações 
nos estremece. 

Nossa pequenez e nossas imperfeições 
não conseguem assimilar e esgotar 
a grandiosidade de um ser perfeito e infinito.


Não fomos feito pequenos, 
impotentes e incapazes.


Já sabemos que Ele é nosso Pai 
e que somos seus herdeiros.

Já recebemos parte da nossa herança.


O resto da herança teremos que conquistar.

 
Sou o mais completo,
complexo e complicado ser da criação,
mas experimento também a força da limitação.

 
Mas esta limitação,
é apenas um detalhe, um componente do todo;
não é um obstáculo intransponível.

 
Tenho ideais
mais altos e mais fortes
do que sou.

 
Tenho
sonhos infinitos
que querem alargar
os limites do que sei e experimento.


Concentrar-me-ei, portanto,
nas possibilidades.

 
Minha fragilidade humana limita
o que de eterno há em mim.
O que há de finito em mim,
serve de copo
para recepcionar o infinito.

 
Cabe? Cabe sim, vazando, escapando,
segurando as sobras que satisfazem.

                         

Quão pequeno sou,
      quase incapaz,
           mas teimoso e esperançoso,
                tento fazer caber
                     dentro das minhas limitações,
                         “o maior”, o imenso, o infinito.  


 Há de caber o que não posso conter?
Se não couber todo, há de vazar.

 
Mais mérito há de ser assim,
do que manter vazio
um espaço criado
para recepcionar o infinito.


Está para acontecer, 
a qualquer momento,
se não me arrebento, 
coisa grande vai acontecer.

 
      Será que estamos à porta?
           ou à beira, do fim? 
                 Ou de um novo grande evento?
                       Um recomeço?

                              Vamos continuar.
                                    É melhor arriscar,
                                          do que ficar por aqui, parado.

 
Aqui, a ‘coisa’ vai acabar.
Lá, a 'coisa' está sempre a começar. 
 
 
                      Essa inquietação
                        atrai e convida,
                          e se expõe
                              e se impõe.
                
É uma atração.
Espera um sim.


Exige uma resposta.
Não há como resistir.


Não é algo comum.
Não faz parte da rotina.
Escapa das nossas mãos e visões.
Nem consegue penetrar na nossa imaginação.


Não vejo a mesma ânsia nos outros,
     meus irmãos, meus iguais.


           Será um dom ou uma teimosia? 
                  Um desequilíbrio da minha natureza?

 
Na grande síntese da vida
     apenas três realidades existem:
          o mundo, o homem e o nosso Pai Criador.

             Destas três a que menos conhecemos
                  é o nosso próprio Pai Criador.

                       O que sei e o que não sei,
                            do Deus Uno e Trino,
                                 merece maior investimento meu.

 
                      O mundo visível, já o conhecemos,
         mesmo que superficialmente,
                       pois que somos barro da terra.

 
                                   O mundo esconde códigos e senhas
                                         e estamos a decifrá-los.

 
Do homem temos um razoável conhecimento
     pela História e pela lida, no dia a dia.
          Estamos continuamente, uns ao lado dos outros.

 
E muitos de nós, causamos espanto e surpresas.

     Na natureza humana surgem algumas interrogações.

E as definições filosóficas e científicas não esgotam
a intimidade, a alma das pessoas humanas.

 
                                    Há uma ansiedade
                 e uma profundidade infinita
na natureza humana
               que só o infinito pode suavizar,
                                 que só o infinito pode ‘encher’.

                                                 
Do Deus Pai e do Deus Filho e do Deus Espírito Santo,
      as fontes de pesquisas são infinitas.

           E é por aqui que agora havemos de pisar.

                 Esta parceria, promover para aliança,
                      é a mais acertada tacada
                            do nosso último empreendimento
                                 na escalada da pirâmide da perfeição.

 
   Devemos desistir?
       Mas por que deixar como está?

              Na escuridão?

                   Ignorando a fonte da Luz
                   que nos faz enxergar
                   lá do outro lado
                   e lá em cima?
                   Ou sei lá onde.

 
                             Quero morar
                onde mora o Infinito.

 
Algo em mim impulsiona,
    energiza e anima
         a condição humana
           em direção a algo mais,
               além deste mundo,
                     além do que vejo,
                        sinto e percebo.

 
                             Algo condiciona e impulsiona
                                 meu frágil ser,
                                     a expressar-se
                                          mais do que posso.

 
  Algo me anima
 a querer e poder mais do que sou.
 
          Não ao não.
                          Mas sim ao sim.

                                  Sinto cócegas.

                                       Preciso me coçar.

 
Numa hora quero ser mais livre,
     quero voar, mas não consigo, não tenho asas.
         Noutra hora quero transportar-me
              para o alto da montanha,
                  sem dar os passos
                         por entre as pedras.

 
Querendo ser mais
     experimento as barreiras,
           as cadeias,
                as cordas,
                    as correntes,
                         as carências,
                              as impotências,
                                   e a paralisia.

 
Eis que ainda sou uma mistura de massas,
      composta pela síntese mineral,
            vegetal, animal e humana,
                   habitado por migalhas de infinito.


                         Quero devolver-me ao infinito
                                mesmo sendo massa de cimento,
                                      de pedra ou de chumbo.

 
Estou na terra, mas não sou terráqueo.

Se daqui eu fosse, seria muito mais sossegado.

Mas tem coisa dentro de mim que cutuca o
bicho preguiça,
que desperta outro bicho,
escondido, atrás desta natureza humana,
projetada para novos horizontes, novos espaços,
novo jeito de ser, ainda desconhecido.

 
De repente,
     de novo,
          experimento-me
               curtindo uma expectativa
                     uma esperança,
                          ou uma ânsia,
                               uma saudade...
                                      que me parece não ser minha...

 
 Uma sensação
 de que não sou daqui...

 
Não me acostumo com minhas limitações.

 
Meus limites temporários
fazem-me esquecer
que sou humano,
limitado pelos dois pés.

 
E me fazem sentir
o que é ser já,
eterno, sem ser.

 
E aí o tempo passa
e eu não percebo
o tempo passar.

 
Será esta a sensação de sentir,
que não sou daqui?

 
Eis que sou e estou
     morando no tempo.

 
No Céu, fora do tempo,
  o meu e nosso Pai,
     o Artista que nos criou,
        o Perfeito está sempre a chamar:
             ‘Vem’.


Existe uma ânsia,
uma vontade ou um sonho
que arde dentro de cada um de nós,
pessoas humanas realmente
e divinas potencialmente.

 
O que há de humano em nós,
contenta-nos ou nos humilha.

 
O que há de divino em nós
manifesta-se como sede
que não sacia,
como obra de arte inacabada

Estes pensamentos e experiências 
querem ser interpretados com estas palavras: 
‘queremos morar no infinito e viver para sempre’.

 
Não podemos ainda avaliar 
nem experimentar esta afirmação 
na sua mais completa definição e alcance.


O que sabemos é que estamos acostumados 
com a experiência de desistirmos diante dos limites.

 
Quando fazemos a experiência dos nossos limites, 
experimentamos que somos pequenos e imperfeitos, 
e isso nos incomoda e às vezes, 
nos acomoda e nos convencemos 
dessa limitação.

 
Estas experiências sugerem
que aceitemos essa situação 
como algo normal na dimensão humana da vida.

 
Por outro lado, somos animais aperfeiçoados, 
pois conseguimos superar a animalidade 
e desenvolver outras capacidades 
próprias dos animais humanos.

 
Já não nos comportamos como os animais, 
apenas defendendo-nos e sobrevivendo.


Nossas potencialidades internas 
nos empurram para fora, 
para além dos nossos próprios limites. 


Dentro de tudo aquilo que é animal e humano 
existem sementes espirituais 
que nos promoveram para filhos do Pai Eterno, 
com indícios de ‘algo mais’.

 
Somos filhos do Criador, 
por isso, estamos carregados 
de talentos e forças criativas.  

Somos mais do que simples seres humanos.


Nosso modo de ser, pensar e agir 
demonstra que ultrapassamos 
a animalidade e a própria humanidade.

 
Se formos assim tão poderosos, 
desconhecer esta grandeza 
é teimar em permanecer 
sendo o que pensamos que somos.

 
Porém se há grandeza escondida, 
ela quer ser procurada, 
conhecida e cultivada.

 
Como é bom soltar as cordas que nos aprisionam.

 
Como é bom experimentar a liberdade 
que este texto tem demonstrado existir 
em nossa natureza divina, escondida, 
como semente dentro da casca humana.


Estamos carregados de preconceitos e pensamentos 
que limitam o pensar correto e, por consequência, 
limitam nosso agir. 


Temos dificuldades 
em aceitar pensamentos e literatura 
que são elaborados ou rodados fora do cenário da terra.


Não estamos acostumados 
com este estilo de comunicação 
da costumeira realidade cultural 
na qual estamos envolvidos.


 Sentimos dificuldades em acreditar no céu
e em tudo aquilo que nos parece impossíveis 
porque vivemos no mundo ocidental, 
marcadamente pratico e materializado.


Mas, já que chegamos até aqui, 
não vamos desistir e vamos em frente, 
bebendo um conteúdo 
que arrebente nossos preconceitos 
e ampliem nossas ambições pelo infinito.


O infinito não me atormenta,
 não me amedronta.


O infinito me cativa.

 
Em cada leitura que faço,
quando leio ‘infinito’,
sinto-me pequeno,
mas ao mesmo tempo,
esperançoso, orgulhoso e otimista.

 
Existe uma semente de infinito
em cada um de nós.

Existe sim.

 
O sonho do Heipo 
é que também você possa sentir 
ou fazer esta experiência de dilatar, 
esticar ao máximo esta possibilidade.

No nosso dia-a-dia, 
convivemos com limites: 
fazemos a experiência da distância, 
das fronteiras, do longe. 

Sentimo-nos cansados
quando demora em chegarmos 
a um destino de uma longa viagem.


Incomoda-nos a distância. 

Por outro lado, 
a distância favorece a experiência 
do que seria infinitamente longe, 
não chegar nunca a um destino. 

        Não conseguimos imaginar 
        todo o realismo desta experiência. 

       O cansaço é um personagem ligado 
    à carga corporal. 

      Dentro desta carcaça 
      realmente não há como fazer uma experiência infinita, 
      pois que temos um peso, uma estrutura, 
      uma carga, um volume concreto. 

       E nosso tanque de combustível também é pequeno. 

        Mas, a nossa capacidade para conter, 
        guardar ou arquivar conteúdos mais densos 
        ou espessos que nossa massa, 
        também é inimaginável.

        No nosso dicionário e vocabulário, 
        o termo impossível é pouco pronunciado. 

           E até nos esquivamos dele.

Do jeito que somos 
ainda não ultrapassamos a geografia física. 

Temos desafios pela frente. 

Os de trás já vencemos.

         Não teríamos condições de saber 
            nem mesmo de acreditar 
            que somos algo mais do que nos vemos, 
            sentimos e experimentamos.

             Em tudo que fazemos experimentamos limites. 

     O nosso fazer e atuar está, 
     em quase noventa e nove por cento, 
     centrada nas experiências do finito. 

 
Sentimos e fazemos experiências essencialmente finitas.

          Mas, há algo em nós 
                que se familiariza com o infinito.

          Por que é que nos sentimos atraídos 
                por essa palavra ou por essa dimensão?

           Qual é ou quais são as experiências 
                que fazemos do infinito? 

        O que há, no infinito que nos atrai? 

Fazemos leituras de temas 
    que se referem ao macrocosmo. 

    A grandeza do Universo, 
    na sua largueza e profundidade sem fim, 
    começa a familiarizar-nos com a ideia de infinito. 

         Necessitamos sim, 
            de um primeiro contato com esta realidade, 
            e depois, certamente ficaremos mais íntimos dela.

              Discute-se hoje, no campo das ciências, 
                    a finitude ou infinitude do universo. 

         A contagem numérica da idade do Universo, 
        em 14 bilhões de anos, 
        já não nos comove nem nos surpreende. 


         Já nos acostumamos com notícias extraordinárias. 

             Sabemos que existem métodos científicos inquestionáveis, 
                para medir e pesar o tempo e a idade da vida. 


                  Todos os elementos simples já foram decifrados. 


         A ciência moderna procura descobrir 
           e aplicar as potencialidades 
            na agregação de elementos. 


Agregar valores 
é a origem de novas sínteses 
e de novas descobertas. 

É por isso que queremos 
    agregar a nossa finitude, com o infinito.

            A vasta literatura sobre o espírito e a espiritualidade 
                    é outro grande fator de sucesso da humanidade. 

Quase esgotamos o estudo da matéria 
ou dos elementos subordinados 
à lei da gravidade e do espaço. 
Peso, tamanho, dimensões, 
já estão sob o controle dos filhos do Criador. 

A pesquisa sobre o espírito 
e sobre a sua bagagem imaterial e infinita 
está apenas começando.

          Veja as potencialidades não visíveis 
            que existem no ser humano: 
            a liberdade, a imaterialidade do pensamento, 
            a mágica da música, a energia dos sonhos.

          A nossa racionalidade 
            não consegue penetrar dentro da dimensão 
            que não nos é alimento no dia a dia, 
            contudo, não nos é totalmente desconhecida. 

             Conhecer é uma forma de amar, 
             de encantar-se, de admirar, 
             de ampliar horizontes e possibilidades. 

             O conhecimento nos aproxima 
                    e encurta distâncias infinitas. 

         Conhecer reduz o medo e a ansiedade. 

            Conhecer produz libertação do medo, 
            do desconhecido e ignorado.

            O simples falar sobre esta literatura 
                já nos afasta da total ignorância sobre o tema.

              Buscar e familiarizar-se sobre o infinito 
                   é dar direção para o futuro. 


              Não convém desprezá-lo ou desconhecê-lo, 
                    se é para lá que vamos.

                     Vamos para o futuro. 


                     Não viajamos para o passado. 


                      Se é para o futuro que a estrada nos leva,
                          um dia chegaremos lá.  


                      É nesta evolução, nesta promoção, 
                            que estamos investindo desde a pré-história. 


           E se desde já começamos 
                a melhor conhecer o futuro 
                que se abre como infinito, 
                talvez possamos ir já, até lá no futuro, 
                e de lá trazer as respostas 
                que estamos necessitando.

Um dos princípios da metafísica é exatamente este: 
    é com princípios superiores 
    que se governam e se administram 
    situações e condições inferiores. 

Convém reconhecer esta superioridade, 
    pois somos equipados com atributos, 
            imagem e semelhança com o nosso Deus, Pai todo poderoso, 
                    criador dos céus e da terra, das coisas visíveis e invisíveis.

 
Eneas Paulo Budel Bogucheski
eneaspb@gmail.com  -  41 98854 5166                                         

Publicado em 26/01/2014
Atualizado em 29/01/2016
Atualizado em 24/03/2026



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