A experiência que fazemos
é que somos humanos, limitados e finitos.
Mas não somos só humanos, ou melhor,
Não somos só limitados.
Não existem apenas fronteiras.
As fronteiras avisam que existe algo além delas.
Finitos que somos
Esta provocação desafia e desconcerta a lógica.
Abrem perspectivas,
Aceitamos o desafio.
Não nos acovardamos diante do mistério
Não aceitamos mais posições desconfortáveis,
Quão pequeno sou,
quase incapaz,
mas teimoso e esperançoso,
tento fazer caber
dentro das minhas limitações,
“o maior”, o imenso, o infinito.
Será que estamos à porta?
ou à beira, do fim?
Ou de um novo grande evento?
Um recomeço?
Vamos continuar.
É melhor arriscar,
do que ficar por aqui, parado.
Mas não somos só humanos, ou melhor,
somos humanos inconformados
com nossa
própria humanidade.
Não somos só limitados.
Fazemos a experiência de idealizar sonhos
que ultrapassam qualquer
espécie de limites.
Não existem apenas fronteiras.
As fronteiras avisam que existe algo além delas.
Finitos que somos
ousamos a aventura de pesquisar o infinito.
Esta provocação desafia e desconcerta a lógica.
Abrem perspectivas,
e talvez resulte em coisas boas, inimagináveis.
Se for por aqui
que vamos,
temos que saber que vamos nos posicionar
diante de realidades e
valores maiores
do que nós mesmos.
Aceitamos o desafio.
Não nos acovardamos diante do mistério
ou diante
de qualquer grandeza.
Antes que
despertássemos
do nosso mundinho terráqueo,
já havia um desafio vindo em nossa
direção,
provocando-nos para partir para mais longe,
deixando nossos pequenos
interesses e ambições.
Não aceitamos mais posições desconfortáveis,
limitados por fronteiras e limites
geográficos.
O infinito faz
cócegas no finito.
Desperta a curiosidade.
Abre as portas para esperanças novas.
Não conseguimos
parar de pensar
e imaginar qual seja o tamanho do universo.
Vemos este espaço
acima das nossas cabeças
como o lugar onde nosso Pai Eterno
está e administra
todo o universo.
Nos escritos
Bíblicos constam várias passagens
que Deus é o nosso Pai,
que Ele é o Criador
do Universo.
E nós acrescentamos que Ele é
o grande e supremo Cientista.
Nós somos parte da
arte
que está exposta no universo,
obras das mãos de Alguém
que fez tudo bem e
tudo bom.
Nosso Deus é o
nosso Pai
e é o Criador do universo.
Nosso Pai é
extraterrestre.
Nós, então, como
filhos Dele,
não somos daqui.
Somos também,
extraterrestres.
Mas o que estamos fazendo aqui,
se aqui não é nosso lugar?
Milhões de
pensamentos
passeiam no nosso pequeno,
localizado e vastíssimo cérebro.
Parar para pensar
nestas afirmações
nos estremece.
Nossa pequenez e nossas imperfeições
não
conseguem assimilar e esgotar
a grandiosidade de um ser perfeito e infinito.
Não fomos feito
pequenos,
impotentes e incapazes.
Já sabemos que Ele
é nosso Pai
e que somos seus herdeiros.
Já recebemos parte
da nossa herança.
O resto da herança
teremos que conquistar.
Sou o mais
completo,
complexo e
complicado ser da criação,
mas experimento
também a força da limitação.
Mas esta
limitação,
é apenas um
detalhe, um componente do todo;
não é um obstáculo
intransponível.
Tenho ideais
mais altos e mais fortes
do que sou.
Tenho
sonhos infinitos
que querem alargar
os limites do que
sei e experimento.
Concentrar-me-ei, portanto,
nas possibilidades.
Minha fragilidade
humana limita
o que de eterno há em mim.
O que há de finito
em mim,
serve de copo
para recepcionar o
infinito.
Cabe? Cabe sim,
vazando, escapando,
segurando as
sobras que satisfazem.
Quão pequeno sou,
quase incapaz,
mas teimoso e esperançoso,
tento fazer caber
dentro das minhas limitações,
“o maior”, o imenso, o infinito.
Há de caber
o que não posso conter?
Se não couber
todo, há de vazar.
Mais mérito há de
ser assim,
do que manter
vazio
um espaço criado
para recepcionar o
infinito.
Está para acontecer,
a qualquer
momento,
se não me
arrebento,
coisa grande vai
acontecer.
ou à beira, do fim?
Ou de um novo grande evento?
Um recomeço?
Vamos continuar.
É melhor arriscar,
do que ficar por aqui, parado.
Aqui, a ‘coisa’ vai acabar.
Lá, a 'coisa' está sempre a começar.
Essa inquietação
atrai e convida,
e se expõe
e se impõe.
É uma atração.
Espera um sim.
Exige uma
resposta.
Não há como
resistir.
Não é algo comum.
Não faz parte da
rotina.
Escapa das nossas
mãos e visões.
Nem consegue
penetrar na nossa imaginação.
meus irmãos, meus iguais.
Será um dom ou uma teimosia?
Um desequilíbrio da minha natureza?
Na grande síntese da vida
apenas três realidades existem:
o mundo, o homem e o nosso Pai Criador.
Destas três a que menos conhecemos
é o nosso próprio Pai Criador.
O que sei e o que não sei,
do Deus Uno e Trino,
merece maior investimento meu.
O mundo visível, já o conhecemos,
mesmo que superficialmente,
pois que somos barro da terra.
e estamos a decifrá-los.
Do homem temos um razoável conhecimento
pela História e pela lida, no dia a dia.
Estamos continuamente, uns ao lado dos outros.
E muitos de nós, causamos espanto e surpresas.
Na natureza humana surgem algumas interrogações.
E as definições filosóficas e científicas não esgotam
a intimidade, a alma das pessoas humanas.
Há uma ansiedade
e uma profundidade infinita
na natureza humana
que só o infinito pode suavizar,
que só o infinito pode ‘encher’.
Do Deus Pai e do Deus Filho e do Deus Espírito Santo,
as fontes de pesquisas são infinitas.
E é por aqui que agora havemos de pisar.
Esta parceria, promover para aliança,
é a mais acertada tacada
do nosso último empreendimento
na escalada da pirâmide da perfeição.
Devemos desistir?
Mas por que deixar como está?
Na escuridão?
Ignorando a fonte da Luz
que nos faz enxergar
lá do outro lado
e lá em cima?
Ou sei lá onde.
Quero morar
onde mora o Infinito.
Algo em mim impulsiona,
energiza e anima
a condição humana
em direção a algo mais,
além deste mundo,
além do que vejo,
sinto e percebo.
Algo condiciona e impulsiona
meu frágil ser,
a expressar-se
mais do que posso.
Algo me anima a querer e poder mais do que sou.
Não ao não.
Mas sim ao sim.
Sinto cócegas.
Preciso me coçar.
quero voar, mas não consigo, não tenho asas.
Noutra hora quero transportar-me
para o alto da montanha,
sem dar os passos
por entre as pedras.
Querendo ser mais
experimento as barreiras,
as cadeias,
as cordas,
as correntes,
as carências,
as impotências,
e a paralisia.
Eis que ainda sou uma mistura de massas,
composta pela síntese mineral,
vegetal, animal e humana,
habitado por migalhas de infinito.
Quero devolver-me ao infinito
mesmo sendo massa de cimento,
de pedra ou de chumbo.
Estou na terra,
mas não sou terráqueo.
Se daqui eu fosse,
seria muito mais sossegado.
Mas tem coisa
dentro de mim que cutuca o
bicho preguiça,
que desperta outro
bicho,
escondido, atrás
desta natureza humana,
projetada para
novos horizontes, novos espaços,
novo jeito de ser,
ainda desconhecido.
de novo,
experimento-me
curtindo uma expectativa
uma esperança,
ou uma ânsia,
uma saudade...
que me parece não ser minha...
Uma sensação
de que não sou daqui...
Não me acostumo com minhas limitações.
Meus limites temporários
fazem-me esquecer
que sou humano,
limitado pelos dois pés.
E me fazem sentir
o que é ser já,
eterno, sem ser.
E aí o tempo passa
e eu não percebo
o tempo passar.
Será esta a sensação de sentir,
que não sou daqui?
Eis que sou e estou
morando no tempo.
No Céu, fora do tempo,
o meu e nosso Pai,
o Artista que nos criou,
o
Perfeito está sempre a chamar:
‘Vem’.
Existe uma ânsia,
uma vontade ou um sonho
que arde dentro de cada um de nós,
pessoas humanas realmente
e divinas potencialmente.
O que há de humano em nós,
contenta-nos ou nos humilha.
O que há de divino em nós
manifesta-se como sede
que não sacia,
como obra de arte inacabada
Estes pensamentos
e experiências
querem ser interpretados com estas palavras:
‘queremos morar no
infinito e viver para sempre’.
Não podemos ainda
avaliar
nem experimentar esta afirmação
na sua mais completa definição e
alcance.
O que sabemos é que estamos acostumados
com a experiência de
desistirmos diante dos limites.
Quando fazemos a
experiência dos nossos limites,
experimentamos que somos pequenos e
imperfeitos,
e isso nos incomoda e às vezes,
nos acomoda e nos convencemos
dessa limitação.
Estas experiências
sugerem
que aceitemos essa situação
como algo normal na dimensão humana da
vida.
Por outro lado,
somos animais aperfeiçoados,
pois conseguimos superar a animalidade
e
desenvolver outras capacidades
próprias dos animais humanos.
Já não nos
comportamos como os animais,
apenas defendendo-nos e sobrevivendo.
Nossas
potencialidades internas
nos empurram para fora,
para além dos nossos próprios
limites.
Dentro de tudo
aquilo que é animal e humano
existem sementes espirituais
que nos promoveram
para filhos do Pai Eterno,
com indícios de ‘algo mais’.
Somos filhos do
Criador,
por isso, estamos carregados
de talentos e forças criativas.
Somos mais do que simples seres humanos.
Nosso modo de ser,
pensar e agir
demonstra que ultrapassamos
a animalidade e a própria humanidade.
Se formos assim
tão poderosos,
desconhecer esta grandeza
é teimar em permanecer
sendo o que
pensamos que somos.
Porém se há
grandeza escondida,
ela quer ser procurada,
conhecida e cultivada.
Como é bom soltar
as cordas que nos aprisionam.
Como é bom experimentar
a liberdade
que este texto tem demonstrado existir
em nossa natureza divina,
escondida,
como semente dentro da casca humana.
Estamos carregados
de preconceitos e pensamentos
que limitam o pensar correto e, por consequência,
limitam nosso agir.
Temos dificuldades
em aceitar pensamentos e literatura
que são elaborados ou rodados fora do
cenário da terra.
Não estamos
acostumados
com este estilo de comunicação
da costumeira
realidade cultural
na qual estamos envolvidos.
Sentimos
dificuldades em acreditar no céu
e em tudo aquilo que nos parece impossíveis
porque vivemos no mundo ocidental,
marcadamente pratico e materializado.
Mas, já que
chegamos até aqui,
não vamos desistir e vamos em frente,
bebendo um conteúdo
que arrebente nossos preconceitos
e ampliem nossas ambições pelo infinito.
O infinito não me atormenta,
não me amedronta.
O infinito me cativa.
Em cada leitura que faço,
quando leio ‘infinito’,
sinto-me pequeno,
mas ao mesmo tempo,
esperançoso, orgulhoso e otimista.
Existe uma semente de infinito
em cada um de nós.
Existe sim.
O sonho do Heipo
é
que também você possa sentir
ou fazer esta experiência de dilatar,
esticar ao
máximo esta possibilidade.
No nosso dia-a-dia,
convivemos com limites:
fazemos a experiência da distância,
das fronteiras, do longe.
Sentimo-nos cansados
quando demora em chegarmos
a
um destino de uma longa viagem.
Incomoda-nos a distância.
Por outro lado,
a distância favorece a
experiência
do que seria infinitamente longe,
não chegar nunca a um
destino.
Não conseguimos imaginar
todo o realismo desta
experiência.
O cansaço é um personagem ligado
à carga
corporal.
Dentro desta carcaça
realmente não há como fazer uma
experiência infinita,
pois que temos um peso, uma estrutura,
uma carga, um
volume concreto.
E nosso tanque de combustível também é pequeno.
Mas, a nossa capacidade para conter,
guardar ou arquivar
conteúdos mais densos
ou espessos que nossa massa,
também é inimaginável.
No nosso dicionário e vocabulário,
o termo impossível é pouco
pronunciado.
E até nos esquivamos dele.
Do jeito que somos
ainda não ultrapassamos a geografia física.
Temos desafios
pela frente.
Os de trás já vencemos.
Não teríamos condições de saber
nem mesmo de
acreditar
que somos algo mais do que nos vemos,
sentimos e experimentamos.
Em tudo que fazemos experimentamos limites.
O nosso fazer e atuar está,
em quase noventa e nove por
cento,
centrada nas experiências do finito.
Sentimos e fazemos experiências essencialmente
finitas.
Mas, há algo em nós
que se familiariza com o infinito.
Por que é que nos sentimos atraídos
por essa palavra ou por essa dimensão?
Qual é ou quais são as experiências
que fazemos do infinito?
O que há, no infinito que nos atrai?
Fazemos leituras de temas
que se referem ao
macrocosmo.
A grandeza do Universo,
na sua largueza e profundidade sem fim,
começa a familiarizar-nos com a ideia de infinito.
Necessitamos sim,
de um primeiro contato com
esta realidade,
e depois, certamente ficaremos mais íntimos dela.
Discute-se hoje, no campo das ciências,
a finitude ou infinitude do
universo.
A contagem numérica da idade do Universo,
em
14 bilhões de anos,
já não nos comove nem nos surpreende.
Já nos acostumamos com notícias extraordinárias.
Sabemos que existem métodos científicos inquestionáveis,
para medir e pesar o tempo e a idade da vida.
Todos os elementos simples já foram decifrados.
A ciência moderna procura descobrir
e
aplicar as potencialidades
na agregação de elementos.
Agregar valores
é a origem de novas sínteses
e de novas descobertas.
É por isso que queremos
agregar a nossa finitude, com o
infinito.
A vasta literatura sobre o espírito e a espiritualidade
é outro grande
fator de sucesso da humanidade.
Quase esgotamos o estudo da matéria
ou dos elementos
subordinados
à lei da gravidade e do espaço.
Peso, tamanho, dimensões,
já estão
sob o controle dos filhos do Criador.
A pesquisa sobre o espírito
e sobre a sua
bagagem imaterial e infinita
está apenas começando.
Veja as
potencialidades não visíveis
que existem no ser humano:
a liberdade, a
imaterialidade do pensamento,
a mágica da música, a energia dos sonhos.
A nossa racionalidade
não consegue penetrar
dentro da dimensão
que não nos é alimento no dia a dia,
contudo, não nos é
totalmente desconhecida.
Conhecer é uma forma de amar,
de encantar-se, de admirar,
de ampliar horizontes e possibilidades.
O conhecimento nos aproxima
e
encurta distâncias infinitas.
Conhecer reduz o medo e a ansiedade.
Conhecer
produz libertação do medo,
do desconhecido e ignorado.
O simples falar sobre esta literatura
já nos afasta da total ignorância sobre o
tema.
Buscar e familiarizar-se sobre o infinito
é
dar direção para o futuro.
Não convém desprezá-lo ou desconhecê-lo,
se
é para lá que vamos.
Vamos
para o futuro.
Não viajamos para o passado.
Se é para o futuro que a estrada nos leva,
um dia chegaremos
lá.
É nesta evolução, nesta promoção,
que estamos investindo desde a pré-história.
E se desde já começamos
a melhor
conhecer o futuro
que se abre como infinito,
talvez possamos ir já, até lá no
futuro,
e de lá trazer as respostas
que estamos necessitando.
Um dos princípios da metafísica é exatamente este:
é com princípios
superiores
que se governam e se administram
situações e condições
inferiores.
Convém reconhecer esta superioridade,
pois somos equipados com atributos,
imagem e semelhança com o nosso Deus, Pai
todo poderoso,
criador dos céus e da terra, das coisas visíveis e invisíveis.
Eneas
Paulo Budel Bogucheski
eneaspb@gmail.com - 41 98854 5166
Publicado em
26/01/2014
Atualizado
em 29/01/2016
Atualizado em 24/03/2026
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