domingo, 26 de janeiro de 2014

16.- Olhar para o infinito, para as perfeições.




Usando os olhos que recebemos,
vislumbramos paisagens belíssimas,
objetos e pessoas boníssimas, 
a desfilar pela natureza esplêndida
na qual estamos convivendo.


Olhar para fora,
para o externo das coisas é natural,
mas pelas capacidades 
que temos experimentado 
e pelas que ainda não temos experimentado,
desejamos adquirir mais conhecimentos,
mais ciência, mais sabedoria, mais perfeições. 


Vemos e avaliamos
o valor da visão.

E vemos e percebemos 
que é uma ferramenta extraordinária,
perfeita, pela sua utilidade de valor incalculável. 

Nossos olhos são ferramentas
que nos transportam para muito longe
ou trazem o muito longe
para dentro da nossa imaginação,
inteligência e compreensão.

Na capacidade de olhar e ver,
incorporando ou agregando a observação,
a intuição e a reflexão,
aperfeiçoamos as nossas capacidades
e nos projetaremos para mais longe,
para além da nossa própria natureza,
e viajamos pelos campos do infinito.

Temos a possibilidade de olhar
para todas as direções,
naturalmente,
sem nenhum esforço.

O pescoço é maleável
para facilitar a visão.

Olhar
não requer nenhum esforço.

Aprender a olhar
para determinada direção
ou determinada dimensão,
exige treinamento
e envolvimento
das outras capacidades volitivas.

Os olhos ativos
ativam a visão interna.

O olhar, o ver
tem a função 
de transferir para dentro
o que enxergamos fora.

Os olhos
ativam a capacidade do raciocínio,
da contemplação, da reflexão.

E possibilitam-nos
enriquecer a imagem
ou paisagem externa,
gerando-a aqui dentro,
em nosso universo interior.

Por isso alguns são poetas
e outros não.

Você já leu ou ouviu a expressão:
‘Fechar os olhos para ver?’

Por esta operação complementar
de ‘ver’ com os olhos fechados,
conseguimos olhar
para dentro de nós mesmos.

Criaremos uma nova ciência
ou aperfeiçoaremos a ciência
que já existe?

Uma ciência nova ou renovada
que nos ajude a ver dentro de nós,
a dimensão de mistério, de profundidade,
que nos assombra e encanta,
nos assusta e nos comove,
mantém-se escondida ou invisível.

Quando estava cansado
e com vontade de dormir,
meu pai pedia licença
para retirar-se e dizia:
‘passei o dia todo olhando para fora,
agora vou olhar para dentro’.

Olhar para dentro, para dormir,
mas também para conhecer a interioridade
e a profundidade,
passear pelas veredas da reflexão,
da memória, da aceitação e compreensão,
da compaixão e da capacidade de amar.

Dentro de nós há um espaço infinito
maior do que o espaço exterior
que nos rodeia.

O mundo cá de dentro
é um vastíssimo espaço
em que a compreensão passeia e dança.

Dentro de cada um de nós
existe um fabuloso
e grandiosidade espaço
onde cabe tudo.

Tão imenso como o universo exterior
é o universo interior
que há no meu
e no teu eu.

Perceber as paixões,
a capacidade de amar, perdoar,
compreender, externar os sentimentos
e as virtudes boas
é uma tomada de consciência
necessária à nossa responsabilidade
de herdeiros.

Todo poder espiritual
que existe como potência
na nossa interioridade,
manifesta-se como capacidades
inesgotáveis.

A tomada de consciência
dessa realidade
é remédio que nos capacita
a vencer qualquer tendência
à depressão.

Deprimem-se
aqueles que não se conhecem
nem se reconhecem
portadores de capacidades espirituais.

Dar descanso para os olhos
e permitir que a reflexão saboreie de novo,
o que de dia, os olhos fotografaram.

Os que os olhos veem com atenção
são transportados para dentro,
para a oficina da compreensão,
para receber aprimoramento,
retoques de aperfeiçoamento.

Não permitamos que a vaidade,
o orgulho e a inveja
tomem conta dos aposentos nobres
da nossa alma individual.

O que podemos aprender
com esta capacidade de olhar?

Com esta capacidade de olhar
nasce a capacidade de refletir,
de repensar,
de se concentrar
no que queremos focar.

E aí aparecem surpresas
nos valores escondidos.

Se possuímos estas capacidades
não podemos deixar de usá-las.

Sempre há coisas novas a vislumbrar.

Os olhos nos ajudam a verificar
as pedras e obstáculos
que podem nos derrubar.

Olhando para baixo,
também podemos perceber
o valor das pequenas coisas
e a valorizá-las,
como viventes,
participantes do nosso mundo,
como sementes
e projetos auxiliares
de coisas maiores.

Os olhos
são como que sentinelas
exigindo atenção.

Descuidar-se
podem ocasionar quedas.

Fechar os olhos
pode ocasionar surpresas desagradáveis
ou perdas de oportunidades
para admirar belas paisagens
e ler mensagens ainda não decifradas.

Olhar para trás,
só para buscar as lembranças dos obstáculos
que superamos,
o quanto já aprendemos
e o quanto já crescemos.

Olhando para cima,
aprendemos com a natureza que cresce.
Todas as árvores crescem para cima.
Antes, crescem para baixo: fincam raízes.
Não crescem sem antes firmar as bases.

É de baixo,
no nível da humildade,
que vem a consciência dos nossos limites.

É própria da sabedoria,
aceitar com humildade,
o conhecimento,
as leis e normas da convivência.

Do que está abaixo de nós
somos senhores e administradores.

É de cima que vem a motivação.
É de cima que vem a inspiração.

Do que está acima de nós
é sábio e prudente reconhecer e obedecer.

De cima
é que vem o chamado
a superar-nos.

Lá em cima estão as estrelas.
As estrelas piscam para nós.

As estrelas
convidam cada um de nós
para visitá-las.

Se não der para morarmos nelas,
deve haver uma chacrinha
ou um céu por perto.

Com estes nossos pequenos olhos
conseguimos enxergar as estrelas,
tão distantes.

Elas não são impossíveis 
ou imaginárias.
Nós as enxergamos.

As estrelas são,
dentro do nosso universo,
mais um dos presentes
que recebemos
e mais uma mensagem
do nosso Criador e Pai.

Quando olhamos para cima
e vemos as estrelas, tão distantes,
elas despertam em nós,
a admiração e o louvor.

Cada estrela é um sol.
Cada sol é uma imensidão.

Somos os herdeiros
de todos os bens que Ele criou.

Aí de nós,
se não olharmos para cima.

Terráqueo nascemos.
Terráqueos não podemos permanecer.

As estrelas esperam por nós lá no infinito.

A seres celestiais
sonhamos nos transformar.

Se existe a perfeição,
não nos contentemos 
com nossas imperfeições. 

As estrelas estão lá em cima,
indicando nossa futura casa.

Não existe o tão longe
que nossos olhos não vislumbrem
e nossas almas não alcancem
num piscar de olhos.

Por entre os astros
e estrelas do espaço infinito,
os olhos nos levam a crer
na existência e na bondade
do nosso Paizão.

Foi Ele que fez isso para nós.
Só pode ser esta a razão
de nos ter dado a vida.

Para que finalidade
nosso Pai iria criar estrelas?
Para serem inúteis, sem finalidade?
Algumas estrelas nascem para brilhar,
como o sol.

As outras estrelas
terão outras finalidades.
Talvez acampemos lá,
no próximo milênio.

Acima, bem acima,
há uma altitude
que não conseguimos
ainda alcançar.

Acima, bem acima,
há uma altura,
que nossos recursos
ainda não conseguem abraçar.

Mas nosso Paizão dos céus
não é um enganador.
Ele fez tudo isso para todos nós.

Ao nosso tempo, ao seu tempo
Chegaremos lá.

Os olhos do Heipo
estão procurando outros olhos
para aperfeiçoar essa busca
e antecipar essa conquista.

Dentro dos olhos
está a capacidade para olhar.

Dentro da cabeçaestá a capacidade
para pensar, refletir,
meditar e deduzir.

Lá dentro
está o coração,
batendo para a vida se expressar.

Lá dentro
estão os elementos importantes,
invisíveis aos nossos olhos,
aguardando a promoção
para a nova ciência.

Dentro de nós
há um espaço infinito
maior do que o espaço exterior
que nos rodeia.



Eneas Paulo Budel Bogucheski
Atualizado em 15/01/2017
Atualizado em 21/04/2026
eneaspb@gmail.com  - 41 9884 5166


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