quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

44.- Deusinhos. Já fazemos experiências de Deusinhos.



 

O mundo criado

aguarda ansiosamente

a manifestação

dos filhos do Pai do céu”.

 

          ‘Tal pai, tal filho’,

                 diz o provérbio popular.

 

Dezenas de vezes lemos no Livro das Boas Notícias, que somos filhos do Deus, o nosso Pai e o Criador dos Céus e da Terra.

 

Rezamos na Oração do Pai Nosso: “Pai nosso que estais nos céus, santificado seja vosso nome, venha a nós o vosso reino, seja feita a vossa vontade assim na terra como no céu”.

 

Já que somos filhos do nosso Pai dos Céus,

somos os herdeiros dos céus

e, enquanto isso,

'deusinhos' na terra.


          Como representantes do nosso Pai,

exerçamos nossos poderes.

 

        A Bíblia, os documentos e o Catecismo da Igreja Católica colocam esta verdade fundamental que sustenta a base de toda a teologia e fundamenta a história da humanidade.

 

        Nós, as criaturas humanas, por sermos imagem e semelhança com nosso Pai dos céus, somos individualmente manifestações divinas.

 

Somos frutos da ação do Deus Criador.

 

Somos aparições, ainda que opacas, em forma miniaturizada do nosso Pai dos céus.

 

Somos deusinhos, porque filhos do nosso Paizão do céu.

 

Fazemos a experiência

de que somos Deusinhos

quando praticamos um ato de bondade,

e este ato, como consequência,

nos faz sentir uma completude,

um bem-estar para lá de qualquer outra emoção experimentada em qualquer outro lugar.

 

Fazemos a experiência

de que somos Deusinhos,

quando praticamos ações

próprias do Pai do céu,

como o ato de perdoar.

 

Ao perdoar, nos sentimos plenos de uma emoção inexplicável, plena de sentido e bem-estar espiritual.

 

A experiência ou sensação que sentimos após um ato de bondade ou de perdão, ou de amor-caridade, é superior em intensidade, a qualquer outra emoção humana, porque é já uma experiência mais que humana.

 

O nosso poder de Deusinhos,

aqui na terra, é um poder especial.

 

Não é raro.

 

Não e comum.

 

É algo que foi delegado,

transmitido de Pai para filhos.

 

Fazemos atos que são próprios do nosso Pai, quando compreendemos em vez de julgarmos; quando carregamos a cruz uns dos outros; quando nos aproximamos dos infelizes

e dos excluídos; quando saciamos de fome

os famintos; quando vestimos os que estão nus; quando acolhemos os forasteiros e expatriados; quando ouvimos suas suplicas e lamentações; quando nos compadecemos,

quando amamos,

não como palavras,

mas com ações.

 

Cabe aqui as palavras que o Apóstolo são Paulo escreveu aos habitantes da cidade de Eféso: “Assim tereis condições para compreender

com todos os santos

qual é a largura e o comprimento

e a altura e a profundidade,

e conhecer o amor do Jesus Cristo

que excede a todo conhecimento,

para que sejais plenificados

com toda a plenitude do nosso Pai.

Àquele, cujo poder, agindo em nós,

é capaz de fazer muito além,

infinitamente além de tudo

o que nós podemos pedir ou conceber,

a Ele seja a glória na Igreja e no Cristo Jesus”.

 

 

          Percebeu, como de fato já somos deusinhos?

Aqui está a herança recebida, a ser exercida com responsabilidade.

 

 

 

Eneas Paulo Budel Bogucheski

Atualizado em 05/02/2016

eneaspb@gmail.com

 



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