“O
mundo criado
aguarda
ansiosamente
a manifestação
dos
filhos do Pai do céu”.
‘Tal pai, tal
filho’,
diz o provérbio popular.
Dezenas de vezes lemos
no Livro das Boas Notícias, que somos filhos do Deus, o nosso Pai e o Criador
dos Céus e da Terra.
Rezamos na Oração do Pai
Nosso: “Pai nosso que estais nos céus, santificado seja vosso nome, venha a
nós o vosso reino, seja feita a vossa vontade assim na terra como no céu”.
Já que
somos filhos do nosso Pai dos Céus,
somos
os herdeiros dos céus
e, enquanto
isso,
'deusinhos'
na terra.
Como representantes do nosso Pai,
exerçamos
nossos poderes.
A Bíblia, os documentos e o Catecismo da Igreja Católica colocam
esta verdade fundamental que sustenta a base de toda a teologia e fundamenta a
história da humanidade.
Nós, as criaturas
humanas, por sermos imagem e semelhança com nosso Pai dos céus, somos
individualmente manifestações divinas.
Somos frutos da ação do Deus Criador.
Somos aparições, ainda que opacas, em forma
miniaturizada do nosso Pai dos céus.
Somos deusinhos, porque filhos do nosso Paizão do
céu.
Fazemos
a experiência
de que
somos Deusinhos
quando
praticamos um ato de bondade,
e este
ato, como consequência,
nos
faz sentir uma completude,
um
bem-estar para lá de qualquer outra emoção experimentada em qualquer outro
lugar.
Fazemos
a experiência
de que
somos Deusinhos,
quando
praticamos ações
próprias
do Pai do céu,
como o
ato de perdoar.
Ao perdoar, nos sentimos
plenos de uma emoção inexplicável, plena de sentido e bem-estar espiritual.
A experiência ou
sensação que sentimos após um ato de bondade ou de perdão, ou de amor-caridade,
é superior em intensidade, a qualquer outra emoção humana, porque é já uma
experiência mais que humana.
O
nosso poder de Deusinhos,
aqui
na terra, é um poder especial.
Não é
raro.
Não e
comum.
É algo
que foi delegado,
transmitido
de Pai para filhos.
Fazemos
atos que são próprios do nosso Pai, quando compreendemos em vez de julgarmos;
quando carregamos a cruz uns dos outros; quando nos aproximamos dos infelizes
e dos
excluídos; quando saciamos de fome
os
famintos; quando vestimos os que estão nus; quando acolhemos os forasteiros e
expatriados; quando ouvimos suas suplicas e lamentações; quando nos
compadecemos,
quando
amamos,
não
como palavras,
mas
com ações.
Cabe
aqui as palavras que o Apóstolo são Paulo escreveu aos habitantes da cidade de
Eféso: “Assim tereis condições para compreender
com
todos os santos
qual é
a largura e o comprimento
e a
altura e a profundidade,
e
conhecer o amor do Jesus Cristo
que
excede a todo conhecimento,
para
que sejais plenificados
com
toda a plenitude do nosso Pai.
Àquele,
cujo poder, agindo em nós,
é
capaz de fazer muito além,
infinitamente
além de tudo
o que
nós podemos pedir ou conceber,
a Ele
seja a glória na Igreja e no Cristo Jesus”.
Percebeu, como de fato já somos deusinhos?
Aqui está a herança recebida, a ser exercida com
responsabilidade.
Eneas Paulo Budel Bogucheski
Atualizado em 05/02/2016
eneaspb@gmail.com
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